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Mostrando postagens de 2022

Nunca é tarde

Nunca é tarde para aprender, ou voltar a aprender, ou dar o primeiro passo, ou retomar uma caminhada. Pode parecer senso comum, mas não é. Às vezes a gente se permite tirar a cara de dentro da piscina para respirar um pouco e, nesses momentos, surgem vários questionamentos. Está tudo certo? Existe algo que precisa ser mudado ou melhorado? (sempre há espaço para melhora) E, talvez, uma pergunta que poucos de nós façamos da forma correta: sou feliz hoje? (tanto na forma quanto no objetivo da resposta). Talvez você se questione porque eu usei o termo "hoje"; foi proposital! O hoje é reflexo do que fizemos no passado. Isso implica entender que, se você não está como gostaria hoje, significa que deixou de fazer algo que poderia ter sido feito de hoje pra trás. Vou até iniciar outro parágrafo, para reforçar a idéia: Entenda! Significa que você não fez algo antes, mas não significa que a situação do hoje é imutável! Entende a diferença? Vou tentar de outra forma: amanhã será hoje, p

Reforma íntima

Nesses dias uma cena tem consumido parte das mídias sociais, com posições distintas, com defensores e críticas de ambos os lados; situação normal, quando se admite um diálogo sobre um determinado tema, que pode trazer reflexão e crescimento a todos. Como a intensão desse blog é ser, sempre que possível, atemporal, não vou citar personagens, nem data específica, para que possa ficar aqui registrado, como um pensamento a ser analisado. Retomando um pouco do passado, em minha infância, ofensas à família, sobretudo a uma mãe, eram tidas como inaceitáveis, por vezes resolvidas no tapa. De lá para cá, felizmente ou infelizmente, muita coisa mudou, criando um cenário em que tudo parece permitido, inclusive o desrespeito; fala-se de igualdade, porém deixa-se de lado o respeito, em sua essência mais pura. E o porquê do título? Porque eu acho que o foco da discussão está errado. As primeiras perguntas deveriam ser: como EU reagiria se fosse ofendido (de verdade, sem demagogia)? Como EU reagiria

E se você não precisasse de dinheiro?

 Uma pergunta que muita gente já deve ter ouvido, e que eu acredito que a maioria de nós não tenhamos uma resposta imediata: o que você faria, se não precisasse do dinheiro como recompensa? É meio padrão que muitos respondam que iriam viajar, passear, alguns diriam que passariam o dia dormindo, e outras formas de "matar" o tempo. Me refiro aqui a algo mais profundo, que muitos de nós abandonam na infância, não relacionado ao descanso, mas ao trabalho. "O que você quer ser quando crescer?" O que você faria de trabalho, se pudesse desconectar o termo trabalho do dinheiro como recompensa? Eu lhe confesso que tenho me feito muito essa pergunta nos últimos dias, assim como devo ser sincero e lhe dizer que não tenho a minha resposta. Sim, a minha, porque essa pergunta é daquelas que não têm certo ou errado, e dizem respeito a cada um de nós. Nós somos tão condicionados a pensar em trabalho como fonte de dinheiro, que é muito pouco provável você ouvir essa palavra e pensar

O medo

Há uns anos eu escrevi sobre esse sentimento; texto simples e curto. Eu costumo pesquisar os assuntos que já escrevi antes de novos textos, mas acredito ser pertinente retomar esse, quase que com o mesmo título (acrescentei apenas o artigo, para diferenciar). Pesquisei rapidamente algum significado da palavra medo e me foram apresentadas duas possibilidades: a primeira, ligada à psicologia, relatando um estado afetivo ocasionado pela percepção de perigo, ou que motiva essa percepção. A segunda, mais direta, apenas citando um temor ou ansiedade, seja irracional ou com fundamento. Certos ou errados à parte, e colocando a minha percepção e conhecimento, assim como parte da minha experimentação, sobretudo no tocante à minha própria ansiedade, e também à expressão "percepção", a verdade, pelo menos para mim, é que o medo funciona como uma espécie de freio. Analisemos a função do freio nos carros. Se você tem um freio que freia demais, o carro não vai andar. Se ele for ineficiente,

Robôs

 Usando uma definição minha, e cada um que complemente como assim o desejar, um robô é uma máquina, inicialmente sem vontade própria, que executa determinadas atividades pré-estabelecidas, de forma repetitiva, mecanizada, buscando algum resultado previsível. Mais recentemente, com os avanços tecnológicos, alguns até têm um pouco de inteligência, talvez até vontade, mas o objetivo é o mesmo, ser uma peça que executa algo para o sistema em volta. Vou propor um exercício: volte ao parágrafo anterior, e leia novamente, esquecendo-se de que mencionei se tratar da minha definição de robô. Vou trazer à memória uma cena de um filme de Charles Chaplin, representativo da revolução industrial, em que ele fica apertando parafusos o dia inteiro, até um ponto que praticamente não tem controle sobre a atividade. Talvez você entenda onde estou começando a querer chegar. Como é a sua rotina? Provavelmente você acorde, tome café da manhã, se arrume, inicia seu dia de trabalho, faz hoje o que fez ontem,

Por Você

 O Barão Vermelho tem uma música com esse nome, que em épocas passadas eu cheguei a decorar, mas que somente hoje pensei em associar a outro viés. Pela interpretação mais simples da letra, poderíamos alterar para "pelo outro", mas hoje olho-a com o viés de "por mim". Interessante o quanto passamos a vida fazendo pelo outro, fazendo, deixando de fazer e nos mudando em prol da felicidade alheia, assumindo a realização do outro como se fosse nossa. Que engano! Hoje entendo que, estando feliz, posso fazer muito mais felizes os que me rodeiam. Tendo, posso compartilhar o que tenho, seja material, emocional, psicológico. Mas nem sempre tive essa visão, e, por incrível que pareça, não nos ensinam isso em casa ou na escola. Somos educados para sermos engrenagem da máquina já em funcionamento, sem o esclarecimento de que podemos ser máquinas únicas, fazendo segundo a nossa vocação. O plantio é opcional, porém a colheita é obrigatória. E essa frase contém uma pegadinha, pois