Amor de mãe
Certa vez ouvi uma explicação sobre o fato de que nunca sentiremos o outro. As terminações nervosas levam os sinais para o cérebro, de forma individual, logo o que sentimos do outro é o sentimento nosso, refletido ao tocar o outro, nunca o outro em sua plenitude. Isso se alinha com frases que já ouvi como "você nunca saberá o sabor da maça que eu comi" ou "ninguém pode viver a minha morte". Dito isto, deixo claro que, como homem, não tenho como opinar ou testemunhar sobre o "amor de mãe". Mas, como então, escrever sobre ele, de forma a não parecer leviano ou repetidor de palavras alheias? Deixemos que o interior se expresse ao exterior, e vejamos o resultado que se forma! Diante dessa restrição deveras importante, posso afirmar que fui usuário e beneficiário do "amor de mãe" e, com consciência plena, de várias mães. Primeiro, e natural, daquela que me concebeu em seu ventre, que me carregou no interior primeiro, e depois em seu colo, em seus braç...