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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Os fins justificam os meios

Será? Sei lá se as orientações ou regras básicas, ou melhores práticas, recomendariam começar um texto com uma pergunta remetendo ao título, mas que seja! Minhas casa, minhas regras, ou algo do gênero. Afinal de contas não devemos cercear a criatividade, sob risco dela se perder, então vou seguir com esse início mesmo!

Estava aqui buscando um assunto que fosse popular para chamar mais visualizações. Analisando as últimas que tive, tenho até dúvidas se não foram todas por mim mesmo, reanalisando meus próprios escritos. A moda é usar as ferramentas tecnológicas para ver o que está na moda e seguir a onda.

Sabia que o Google tem uma ferramenta que analisa as buscas mais frequentes? E aí cheguei à conclusão de que eu não criei esse blog para isso. Quando resolvi escrever, em outras épocas e outras motivações, pelo pouco que me lembro era mais um desabafo (não quero voltar e ler os primeiros escritos para confirmar).

Tenho uma obra inacabada daquela época, algo que poucos sabem e tiveram acesso, mas o fato é que não teve motivo inicial de ser popular; porque então eu faria isso agora? Quais são os fins? Chamar atenção, várias pessoas lerem, ou apenas alguém que se perdeu nas buscas da web acabar aqui?

Eu não farei referência desse texto no Facebook ou outro lugar; não esse. Que venham os curiosos, se existirem, e que se percam nas divagações de um digitador próximo à meia noite, caçando motivos para não dormir. Meus fins são meus, embora eu os divida com alguns.

Assim sendo, os meios são apenas as reflexões que solto ao vento desde 2007, quando foi feita a primeira postagem. Antes disso acho que deve ter saído algo por aí, mas não tenho registro! Mas já que estamos aqui, e por vez citei o assunto ética e moral, vamos analisar a frase?

"Os fins justificam os meios". A frase não é minha e não vou citar o autor, que é famoso. Aguce sua curiosidade e na primeira busca achará o dono. Quem sabe vira trend topic e alguém acha esse texto. Mas, voltando por uns instantes, adotar essa frase de forma bruta avaliza toda e qualquer atitude, quando o objetivo final parece-nos justificável.

Particularmente não concordo com isso, e até acho que não alcançaremos os céus tão cedo pois sou minoria, mas o fato é que eu cresci com o ensinamento de que o meu limite termina onde começa o dos outros, e prefiro passar esse ensinamento à frente, do que avalizar a adoção de qualquer coisa para se alcançar o que se quer.

Meu fim era escrever um texto. Não usei tudo que podia ou não podia, mas filtrei, ponderei, cortei idéias que iam contra a reflexão, e o texto saiu. O fim não justificou os meios, que precisaram ser ajustados, e mesmo assim a obra ficou pronta. E você? Como pensa?

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Perdoa-te a ti mesmo!

Em um exercício de educação de pai para filho, dias atrás, coloquei-o em frente ao espelho e o orientei a perdoar aquele menino que estava na frente dele. Explicando, como mestre inspirado por sei lá quem, discorri sobre a natureza do perdão, que morava dentro de cada um de nós e não se limitava a fatores externos, não dependia de mais ninguém além dele.

Recordei-me, depois, que em momento diferente, eu havia feito a mesma preleção, com palavras diferentes mas com foco comum, para os outros, explicando que não precisávamos aguardar o perdão externo para seguir em frente. Não importa como os outros estão lhe vendo, se você não consegue se enxergar.

Pode parecer um pouco confuso, então vamos tentar clarificar um pouco com a alegoria do espelho. A imagem que você está vendo na sua frente é vista por você mesmo, independendo de como os outros estão lhe enxergando. Já imaginou que as culpas, os insucessos e mesmo as grandes vitórias, fazem parte de como nos vemos em frente a nós mesmos?

A matemática é simples: se nos perdoamos pelos nossos erros e também pelos nossos acertos, não temos culpa. Voltando ao ensinamento, sem culpa, não nos colocamos de castigo, nos privando de momentos bons. É um pensamento bem simples, mas difícil de ser visto na correria do dia a dia.

Eu passei o resto do dia refletindo sobre o que ensinei a ele, e ao mesmo tempo aprendi com o meu ensinamento. Nós nos culpamos, nós nos martirizamos, nós nos privamos de um auto-sorriso, porque estamos nos punindo porque, no fundo, olhamos para o espelho e vemos algo que não aceitamos na nossa essência.

Mas um amigo nos disse na segunda-feira, e isso ainda ecoa, que ninguém é responsável pelas nossas escolhas, além de nós mesmos. Se somente nós mesmos somos os culpados pelo que fazemos, então porque se preocupar com os julgamentos alheios? Podemos ouvir e analisar o que nos acrescentar de produtivo, mas seria loucura se conduzir pelos olhos dos outros, seja para justificar os nossos atos ou para nos punirmos por eles.

Mas então não posso me punir pelos meus erros? Pode sim, mas com qual finalidade? Entendemos que nossos erros e acertos são nossos, e a responsabilidade pelas nossas atitudes também é nossa, não cabe culpa, mas sim entendimento sobre o certo e o errado, sobre o bom e o ruim, e sobre o que podemos fazer para sermos melhores. E pensando assim, "caímos para aprendermos a nos levantar" (frase do filme do Batman).

Pense no perdão como uma libertação; não uma carta de alforria dada por outra pessoa, mas uma libertação de você, por você e para você mesmo! Se você consegue perdoar suas falhas, terá mais facilidade para comemorar suas vitórias sem culpas, e olhar o presente, independente de como foi o seu passado, ou de como pode vir a ser o seu futuro.

E claro, vale lembrar que, parafraseando outro filme, "com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades" (Homem Aranha). Não vá usar sua liberdade de forma irrestrita, achando que podemos tudo acima de tudo, bastando não ter culpa, porque um dia, alguém muito sábio, disse que o seu limite termina, onde começa o limite do outro.

Espero que essa reflexão possa ecoar e se repetir até produzir frutos, como os que eu tenho colhido!

domingo, 12 de maio de 2019

Para as minhas mães!

Em dias de reflexão, o pensamento viaja e a mente esclarece, fazendo-nos entender que nem sempre a vida é como gostaríamos, e nem sempre temos controle sobre ela, como um dia pensamos que teríamos; nunca teremos. Em dias diversos, alguns de comemoração, outros de saudade, a mente nos dá as maiores aulas, os maiores ensinamentos, e justamente nesses dias as lições parecem mais belas, sobretudo em conteúdo, mais ainda em profundidade.

Pensando no pensamento, na origem e no caminho, encontro-me a pensar, sobre com o que vim e com o que me encontro, depois de tantas escolhas, nem todas acertadas, mas todas encantadoras, pois carregaram todas em si, a beleza da mais pura aula. Os livros são belas taças de conhecimento, transportando os ensinamentos que um dia alguém leu na natureza, o livro mais puro e mais belo, mais rico do que toda uma biblioteca, pois que carrega em si tudo o que há. Mas quem sabe ler e refletir a natureza!?

Pois voltemos às mães. À primeira dei o choro, as primeiras percepções, as primeiras quedas e as primeiras birras. Conhece de mim como a ninguém, porque hoje, mudando de lado, entendo que alguns nomes não são, mas se constroem. A gente não vem com manual no berço, mas os pais e mães os têm no coração, e nos transmitem para que comecemos a caminhada, curta ou longa, mas que será sempre cheia de aprendizado. Depois dela e junto com ela vieram as mães das mães, que fui abençoado por ter três; mágica da vida que não se explica e que depois a gente entende e admira, dando-nos mais do que achamos que precisamos, mas que é apenas a conta certa da medida da obra em construção.

E aí vieram as outras mães, muitas pelo caminho, que vieram e foram, algumas ficaram. Algumas que viraram mãe ser ainda o ser, se fazendo depois; madrinhas disso ou daquilo, que talvez sem se darem conta da referência que representaram, foram sendo mães necessárias, ensinando por ensinar, pelo amor ao ofício, sem querer notas daquele aluno que a gente ensina querendo ver mestre, sem cobrar a maestria, porque o verdadeiro mestre sabe que no fundo, existe um mestre dentro de cada um de nós, gritando para ser acordado.

Veio mais tarde a mãe dos filhos, que se fez junto antes de ser mãe, e que, como a primeira, criou um elo impossível de ser desfeito, junto ao coração. Essa mãe, mãe dos outros, mas quando os outros são seus, ela passa a ser sua, sem perceber e sem aceitar, rebelde e carinhosa, fazendo parte de tudo, trouxe outra mãe, mãezona como galinha choca, que eu aprendi a gostar e respeitar, mãe dela, dos meus e de outros que fazem parte do círculo todo.

E nesse meio do caminho veio a outra mãe, com gostinho de vó, segunda Antônia na minha vida, cheia de ensinamento, de sinceridade e carinho misturados, nem sempre compreendida em sua missão de melhorar o mundo. "Não seja sincero, pois as pessoas não gostam da verdade", é uma frase que ouço com frequência de um colega/amigo, e talvez por isso eu a entenda tanto e a aceite tanto, onde outros não suportariam uma primeira vírgula. Talvez essa doçura disfarçada tenha ensinado a ver as outras mães, e aí você que lê agradeça a ela por ter chegado até aqui.

Com certeza virão outras mães, embora eu ensine aos meus que A mãe é uma só e não poderá ser substituída. Acredito e sinto isso, como tenho com a minha, e recomendo que façam o mesmo, para só assim entenderem a sua complexidade, simplicidade e beleza, porque é disso tudo e muito mais que vem o nosso primeiro amor, ainda no ventre. Mas as mães, que assumem a maternidade pelo mundo e não pelos seus, mesmo sem se darem conta disso, carregam consigo um livro oculto que só a elas é dada a chave, onde é ensinado o princípio e o objetivo da vida, as permitindo ensinar a viver.

Hoje é dia das mães (a maioria dos textos usaria essa frase no começo, mas como diria minha mãe "você não é todo mundo"). Desejo a você mãe, e a todas as minhas mães, o meu carinho, o meu entendimento e o meu desejo de que um dia todos entendamos o que é ser mãe. Sem o professor não se aprende a ler, mas sem a mãe, de onde virá o professor? Um beijo de um filho e pai, escritor nas horas vagas e pensador do dia a dia, que um dia uma mãe permitiu se fazer, e se fez toda de amor e carinho, para que ele entendesse e compartilhasse algo, nessas curtas letras.