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Mostrando postagens de 2009

Música

Resolvi, mais uma vez, buscar o dicionário para saber a definição do termo. Achei essa interessante: "Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido." Mas o que é agradável ao meu ouvido, o é ao seu? Possivelmente não, mas como diria um professor de música, a possibilidade de novos acordes beira o infinito. Fico olhando um músico tocando um violino, que não possui demarcações fixas de notas, e penso até onde pode ir a criatividade de alguém, usando seus sentidos no auge de sua sensibilidade artística. Dou graças pelo fato de não gostarmos sempre da mesma coisa. Imagina que tédio seria o mundo, se fôssemos um som de uma nota só? Sentir o som, como cada um sente distintamente, é uma dádiva do ser humano que o aproxima dos aclamados anjos e santos. Sons, vibrações, técnica e arte. Combinar a arte para gerar arte, agradável aos ouvidos semelhantes, não requer apenas técnica, mas sentimento. É preciso que nos coloquemos disponíveis para ouvir, para sentir o mundo

Planos

Recebi um pedido de escrita esses dias, com uma observação: "você deveria escrever também nos dias felizes, porque os últimos textos têm sido um tanto quanto reflexivos". Gostaria de aproveitar a proximidade do final do ano para propor planos. Isso tem sido estimulado por vários sites de administração que tenho frequentado, e tantos outros sobre futilidades e outras coisas mais. Planeje seu próximo ano, é o que recomendam. Sou profissional de administração, e confesso que uma das bases da minha profissão é muito pouco utilizada ao meu redor, sobretudo por mim mesmo. Mas qual a vantagem de se aplicar um conceito tão básico, que não faz parte em nossa cultura, no mesmo peso que faz em outras? Imagine-se conseguindo o emprego perfeito, a esposa perfeita (ou marido), ou conseguindo uns dias a mais para descansar. São metas boas; alias, são muito boas. Mas o que é o emprego perfeito, a esposa perfeita ou descanso? Conheço pessoas que adoram trabalhar no seu tempo livre, assim co

Parece fácil.

Confesso que tentei vários títulos antes de escrever esse, porque ao contrário do recomendado, coloco o título antes, para puxar dele as idéias. Não me veio nada à cabeça, pois hoje é um daqueles dias em que a angústia anterior preenche o espaço das idéias. Por isto mesmo, surge-me a necessidade da escrita, como uma fuga mental para aqueles problemas que não quero enxergar. Mas porque esse título, visto que nessas horas a simplicidade nos abandona. Justamente por isto! Já se perguntou como a vida dos outros parece ser fácil? Já olhou para bem sucedidos empresários ou donas de casa, se imaginando em seus lugares, regozijando-se nas glórias já alcançadas? Perguntou-me quais foram os degraus, as dificuldades, os tombos constantes que trouxeram tamanho conforto! Parece fácil, realmente, mas será que é? Pensar que não, confesso, gera-me um pouco de conforto, sobre uma situação que para mim passa a ser interpretada como os meus degraus, as minhas dificuldades, os meus tombos. Deixa-me a se

Ser eu

Como é dificil sermos nós! Quanto mais conheço a mim mesmo e as pessoas, mais admiro o gato da minha irmã, que fica de boa o dia inteiro e ainda ganha comida e carinho. Somos uma raça em evolução, e que precisa evoluir muito. Já parou para pensar o quanto, em geral, ainda somos imperfeitos? Uma vez li em algum lugar que, sob uma ótica espiritualista, a Terra é um dos planetas mais atrasados na escala evolutiva. Diante disso, como cada um merece o que tem, os habitantes desse planeta também precisam evoluir muito, pois seria contraditório pensar, como muitos pensam, que estamos muito próximos da perfeição, ainda com tanta coisa para ser desenvolvida. Somos evoluídos, somos sim! Temos naves espaciais, telefones celulares, computadores de última geração que pensam mais rápido do que milhares de nós juntos. Mas e a moral? Onde ficou nessa história? Perdeu-se com o tempo? Ou nem sequer existiu um dia? A minha existe em partes, conforme minha conveniência, e acho que todos somos assim. Um

A Internet

Um dia alguém sonhou em conversar com o outro lado do mundo sem sair de casa. Bom, para ser sincero isso funcionaria também para o telefone, o telégrafo, e por aí vai. Digamos que, em um determinado momento, algo grandioso ocorreu, e redes de computadores, interligadas, possibilitaram ao homem expandir fronteiras sociais, comerciais e tantas outras. Quem imaginou, na época em que tínhamos que esperar quase um mês para uma carta retornar, que o correio, como era anteriormente conhecido, ficaria obsoleto? E as compras? Antes uma atividade de lazer, através da qual não apenas adquiriam-se coisas novas, mas também relacionamentos novos, tornou-se algo prático, e frio. Passamos a utilizar essa ferramenta como respiramos, chegando ao ponto de que tudo parece impossível sem ela. Não é dificil ver pessoas paradas em escritórios quando ela resolve tomar um tombo! Também não é tão complicado assim ver uma família inteira com cara de nada para fazer, quando a energia acaba e lá se vão os bits e

Atendendo a pedidos

Na verdade foi um pedido, mas como o ser humano adora a coletividade das coisas, e eu não sou diferente, que fiquem os "pedidos". Fico impressionado com o quanto sempre podemos nos surpreender com as pessoas, principalmente com os comentários inesperados delas, de algumas, inclusive, que nos parecem ter sumido com o tempo. Isso me recorda a minha correria, e a correria de todos, que, inclusive, tem me mantido afastado dessas minhas simplórias letras, que tentam, em vão, externar minhas preocupações, idéias e sentimentos. São fases após fases, sempre cheias de obstáculos, preocupações e realizações. As glórias, que nos motivam tantas vezes aos vícios improdutivos, são, por vezes, erroneamente celebradas, não utilizadas em seu potencial motivador para novos empreendimentos. Parece complicado, mas, sejamos básicos, tal qual aquela roupa que combina com tudo (ok, não tem nada a ver a comparação, mas foi o que me ocorreu neste momento). Quando começamos a andar, nossos pais faze

Fases

Vou ser sincero: não achei título que conseguisse se adequar ao conteúdo. Geralmente eu coloco o título antes da escrita, bem contrário aos que ensinariam os educadores engessados das primeiras letras; pelo menos os meus. Acho que a ordem dos fatores, a exemplo da continha de multiplicar, não altera os fatores, apenas a forma como os vemos. Para entender isso, seguem-se fases em nossa vida, ou nossas vidas, como entendem alguns. Sempre achei pouco tempo demais o que vivemos aqui, apenas da demora que se arrasta junto aos anos de labuta e provações. Fico, pois, ao lado daqueles que entendem que somos aqui, parte do que somos no todo, contribuindo de forma ínfima, mas totalmente substancial, com o que nos tornaremos um dia, sabe-se lá quando. Não me perguntem como se delimitam as etapas dessa divagação sem início ou fim, pois não sei. Encontro-me em uma daquelas épocas em que tudo parece bom e ruim ao mesmo tempo, e que somos levados pela correnteza, perguntando-nos constantemente para

Divagando

Hoje eu só quero escrever, sei lá. Deixar os pensamentos voarem, sem rumo, sem expectativa alguma de que eles me levem a algum lugar. Acho que às vezes é bom pensarmos em nada e em tudo ao mesmo tempo. Nesses momentos, em que a cabeça dói sem razão e com todos os motivos, acabamos, inconscientemente, crescendo muito. Esses momentos de reflexão desregrada, sem proveito aparente, nos faz crescer como poucos. As dúvidas me consomem, e me buscam por soluções o tempo inteiro. Não sei onde vou, como e com quem, e, confesso, foram poucas as vezes em que me senti realmente tão sem respostas. Algumas eu tenho, outras não as quero. O comodismo de não fazer nada, sob vários aspectos, me leva a crer que nem a clausura solucionaria o que vai por dentro. Não se pode fugir de si mesmo, pelo menos é o que dizem. No cotidiano das opções, ficar à parte de escolhas não é uma alternativa. O relógio, inimigo cruel que nos mostra o andar das coisas, que nos deixa claro o passar do tempo, nos convida a seg

Curvas

Doces, delicados contornos que se estendem, que acompanham o horizonte ao próximo, contínuos caminhos que nos conduzem o pensamento. Detalhes, perfeições e imperfeições, características únicas que transformam o erro no belo, na mágica que envolve os sentimentos. Cores, nem sempre cores, filhas da luz que bate aqui e ali, ocultando e tornando mistério o que toca. Nuances percebidas facilmente, facilmente ocultas, reféns da interpretação do coração que pulsa, que pulsa, que pulsa acelerado ou calmo, à espera de um perfume que atice os pêlos. Pêlos em pé, embebidos pelo seu perfume que me vem aos pensamentos, que alimenta minha doces lembranças de nós, que decora minhas intenções futuras, nossos sonhos a dois. Sentimentos que se desencadeiam, frutos de curvas, de formas perfeitas que me brilham os olhos. Perfeitos olhos que te veem, que te percebem mesmo na escuridão, auxiliados pelo tato, pelas mãos, braço, corpo, pele que segue as curvas, as minhas e as suas, que se unem em momentos

Aprendizado

Hoje aprendi mais uma coisa: que tenho muito a aprender. Parece besta, ou talvez simplório, mas achei que valia a pena registrar. Carrego comigo o orgulho da ignorância de achar que tenho que levar o mundo nas costas, sendo forte para proteger a todos, para evitar que os outros sofram. Por diversas vezes aconselhei os outros a estarem bem para poderem fazer o bem, mas parece que me esqueço de mim mesmo. Como é bom ter anjos à nossa volta! Um deles me disse algo que eu precisa ouvir, e que me fez refletir sobre algo que deveria ser matéria de reflexão cotidiana: como estamos lidando com o nosso passado? Como estamos exorcizando os nossos demônios internos, tão responsáveis pelo nosso crescimento às avessas? Vejo que muitas conquistas ficaram no caminho, e lembro de um texto, ou filme, sei lá, que mostrava um certo rapaz em um bar, em contato com todos os seus possíveis eus, diante das escolhas. Fiz minhas escolhas, tomei meus rumos, e vejo que hoje sou o que sou, todo completo pelas m

À espera do dia que não vem

Estranho, muito estranho, e triste. Como explicar o sentimento das expectativas desfeitas? Como demonstrar o que não tem palavras, que vem de dentro quando não nos alcança o que sonhamos por alguns instantes? Tempos atemporais que se vão, sem nunca terem vindo, vagando pela idéia e sentimento, preenchendo o vazio que eles mesmos criaram. Somos complexos, somos simples, somos tal qual queremos ser, na nossa simplicidade complexa que extrapola a nossa própria compreensão. Somos assim, de um jeito que não se entende, reclamando de tudo e de todos à nossa volta, pelas falhas de nós mesmos. Somos, porque precisamos ser, mas em tantas vezes somos qualquer coisa, apenas pela necessidade e pela imposição de nossa existência, que ainda muito pouco compreendemos. Esperamos pelo dia, todos os dias. Esperamos pelos momentos desejados, e os outros não entendem. A vontade de estar com alguém, que não nos compreende, e que talvez nunca chegue à percepção real do que somos, por mais percepção que te

Coisas que eu não entendo

Tem coisas que eu não entendo, e quanto mais eu vivo, sinto que vai demorar a entender. Cedo ou tarde a gente adquire a compreensão de praticamente tudo, mas algumas coisas levam mais tempo que outras. E, nos momentos de dificuldade, em que parece que nada podemos fazer para continuar andando, me vem a pergunta: onde errei? Profissional, pessoal, família, sonhos... Não é fácil conciliar tudo, não para mim; não para muitos. Duras são as provas a que eu mesmo me propus, das quais saio mais forte, mas sempre dilacerado, até que as chagas se convertam em fortaleza. Não entendo ainda o porque das escolhas erradas, se existem tantas certas para serem escolhidas. Entendo, que a imaturidade que guia a criança e o jovem, se propaga no adulto, e por mais que nos tornemos pseudo-maduros, ainda carregamos no cerne a incompreensão do todo, cujo conhecimento pleno nos levaria ao que buscamos, mesmo que inconscientemente. Entendo poucas coisas, dentre tantas a conhecer, e não entendo como posso ent

Meus erros seus. Seus erros meus.

Como é fácil criticar! Doce sabor da reclamação, dirigida aos problemas nossos, que vemos nos outros, mesmo que sob coberturas distintas. Não, não é fácil se corrigir das falhas encrustadas após anos de erros, de desentendimentos e de entregas fáceis aos caminhos errados. Paciência; a falta dela. Orgulho, gula, inveja, e tantos outros nomes que, para alguns, foram colocados com o nome de pecado. O pior deles, o mais reprovável, não por nós, ainda todos imperfeitos, a incapacidade de entender que não podemos cobrar somente, cobrar os outros enquanto temos tanto a nos corrigir. Sou falho; somos todos. Sou culpado pela fraqueza que me acompanha, que me torna e já me tornou tantas vezes impotente frente aos desvios que tenho! Sou fraco, mas sou forte, pois que venho continuamente melhorando minhas chagas, de forma que já não mais me deixo controlar por elas; não, não o tempo todo. Ainda falta muito, e disso eu também sei. Sei que uma caminhada não se faz por um passo, mas por vários, e

Se vira nos 30

Não é hoje, mas amanhã. Completo a jornada de 30 anos de caminhada, com sucessos, insucessos, tropeços e aprendizados. Como venho dizendo nesses dias, estou chegando próximo ao limiar do "se vira nos 30". Não é data simbólica e, confesso, nem dou muita importância para essas datas comemorativas, pois para mim o que vale é o cotidiano, por bem ou por mal. Mas vale a reflexão. Vejo meu sobrinho com alguns meses; minhas avós para lá dos 80 e 90 anos. Me faz pensar que idade não significa nada, pois que, na mesma idade que eu há muitos conhecidos e desconhecidos, em situação melhor ou pior; mesmo a situação faz parte do ponto de vista. Tenho aprendido, notadamente nos últimos anos, que não se deve esperar das pessoas um nível de maturidade e conhecimento equiparado ao nosso, e explico o porquê. Somos diferentes, simplesmente. Nessa diferença, é fato que o limite da perfeição atual de cada um é diferente. Sendo assim, como comparar coisas diferentes? Seria orgulho, no mínimo, ac

Crenças

Falo por mim mesmo quanto ao que aqui seguirá, sem uma busca tola por concordâncias ou aceitações. Concordo em total amplitude com a idéia de que é impossível agradar a todos, no que alguns, além de discordarem, se colocam em posições ridículas de convencimento alheio, sem refletir sobre o fato de que, na posição de razão mais ampla, deveríamos nos estimular ao pensamento, pois é muito mais útil ao ser humano criar idéias do que simplesmente assimilá-las. Somos hoje copiadores do que nos passam; glutões de coisas incompreensíveis, mas que nos satisfazem a ignorância. Assim nasci, em meio à idéia de que é preciso ir à igreja porque todos vão ou, pior ainda, porque alguém incrustou a idéia simples, sem explicações, de que não ir seria pecado. Confesso, mais à vontade aqui do que junto ao suposto representante do senhor, que assim cresci, conhecendo as missas católicas, os templos "Sei-sho-noe-i" (espero que o google não tenha mentido quanto à escrita), seminários católicos, r

Vícios

Tirei recesso, fiquei atoa, adormeci as letras, mas não parei de pensar. Neste jeito contínuo de se viver, em que até nos sonhos somos atormentados por nós mesmos, as reflexões são ininterruptas. Continuo com meu auto-exercício de lapidação de mim mesmo, correndo atrás da perfeição que ainda não tenho, e cujo alcance minha consciência já deixou claro que será fruto de uma longa jornada. Tenho lutado contra meus vícios; pequenos, grandes, ou grandes demais em sua pequenes. São diversos os problemas que ainda precisam de solução, mas que já possuem o caminho adequado, bastando apenas convencer-se de que é possível. Alguém um dia escreveu: "Não sabendo que era impossível, foi e fez". Não me recordo o autor, mas fico pensando que seria melhor mesmo sermos ignorantes em tudo, principalmente sobre as limitações. O que mais nos impede de conseguirmos alcançar algo é o nosso conhecimento sobre as dificuldades. Isso é algo complicado, porque vários de nós, e me incluo aqui, fomos cr