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Mostrando postagens de Julho, 2008

Valores

O mundo capitalista nos transformou em contadores de riquezas! Não limito esta visão apenas ao sistema capitalista, bem mais recente, mais ao comportamento humano guiado por posses materiais, notadamente representadas pela figura do ouro e metais preciosos. Transformamo-nos, gradativamente, em seres ocos, cujo único objetivo é o de alcançar bens palpáveis; certo, estou generalizando, porque nem todos são assim. Apesar dos esforços pontuais recentes, já não se preocupa tanto com o que vai por dentro, tanto na hora de analisar as pessoas à nossa volta, quanto em relação a nós mesmos. Os nossos objetivos, nossos planos, nossas metas pessoais e profissionais não levam em conta nossas preferências e sentimentos, as verdadeiras causas de um sucesso provável. É preciso ter tesão pelo que se faz, deixando de lado neste caso o significado pejorativo ou sensual atribuido ao termo. É imperativo que os desafios, os empreendimentos, as realizações e seus sucessos e fracassos sejam sentidos, perce

Construção de sonhos

Vou confessar: tentei vários inícios para esse texto, mas não achei nenhuma idéia que fosse sensacional e merecesse ser colocada aqui. Então vou partir para algo mais impessoal, porque assim fica mais fácil expor a idéia que realmente desejo colocar. Afinal de contas, quando se detalha demais algo, corre-se o risco de tornar-se incompreensível. É comum falarmos sobre sonhos quando dormimos, mas não é a isto que me refiro. Outra utilização comum está ligada aos nossos anseios, projetos, visões, desejos pessoais ou conjuntos de ter, realizar ou ser algo ou alguém. Isto sim é interessante para ser analisado, porque apesar de parecer algo extremamente complexo, não passa de uma consequência de auto-conhecimento. Pesquise sobre grandes nomes da História e existirá algo em comum: eles acreditavam nas suas próprias idéias e, sobretudo, em si próprios. Ter confiança em si mesmo não é algo simples, porque infelizmente somos ensinados a aceitar as coisas como são, respeitando o padrão da socie

Caminhos

A vida nos leva para rumos que às vezes não compreendemos; levamos a vida para caminhos que não esperávamos, sendo surpreendidos por atitudes inesperadas. Escolhas, decisões, pessoas e situações; coisas que vão passando pela nossa tela interativa diária, que nos permitem crescer de forma mais rápida ou mais lenta, apressando às vezes o dinamismo com que nos tornamos seres mais puros. Caminhos existem muitos, através dos quais alcançamos os nossos objetivos, embora seja imperativo, primeiramente, que eles existam. Não se pode chegar no final, sem definir qual será ele; ou melhor, é possível, mas qualquer um parecerá satisfatório, sendo, ao mesmo tempo, qualquer um deles o final não desejado. Nossas insatisfações, nossas reclamações de nós mesmos, na maioria dos casos não passam de desconhecimento do que somos e, principalmente, do que pretendemos ser. Não traçamos um rumo provável, com coisas desejáveis e, quase sempre, quando o fazemos não nos colocamos com a postura adequada para qu

Projetos

Pare, pense: o que é a vida senão uma seqüência ininterrupta de projetos a serem iniciados, colocados em prática e concluídos? Já comecei muitos, deixei uns pelo caminho por concluir, e comemorei o final de vários. Alguns me deixaram na vontade, na dúvida de como teria sido se eu os tivesse permitido começar. É assim, depende de nós mesmos dar o pontapé inicial, dominando o nosso medo interior, que nos impede de alçar novos patamares em nossas vidas. Projetos, planos, realizações; listas e mais listas de coisas, conhecimentos e experiências que precisam ser adquiridas, até que consigamos mostrar para nós mesmos e para os nossos e outros que podemos ser algo melhor, através de atos e realizações. Não sou perfeito, não cheguei lá ainda. Não estou pronto, não sei tudo, não dou conta de tudo. Tenho me sentido impotente diante de tanta coisa que não dou conta de controlar, tantas interpéries não calculadas que insistem em tomar o rumo da minha vida. É difícil controlar tudo e, o mais impo

Desabafo

Tem tempo que não faço isso, e acho que a primeira vez em público, mas colocar as angústias e insatisfações para fora é bom; algo como um tipo de terapia pessoal e individual, em que se compartilha as coisas ruins com os outros. Afinal de contas, não permanecemos o tempo inteiro felizes, assim como não acredito que consigamos atingir o ápice da nossa felicidade por enquanto. Trabalho, família, amigos, planos para a vida profissional e vida pessoal; são muitas as coisas que nos passam pela cabeça. São problemas em busca de soluções, decisões em busca de atitudes, pessoas à nossa volta que não compreendem o quanto podem nos influenciar, positiva e negativamente. E nós, que nos deixamos levar por idéias, opiniões e situações, sobre as quais temos sim o poder de escolha. Ninguém é obrigado a fazer nada e, ao contrário do que muitos acreditam, todos temos escolhas. Mas escolher, implica em responsabilidades, o que poucos desejam assumir. Escolher pelo melhor caminho nem sempre implica em