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domingo, 16 de junho de 2019

Foco

E se alguém estivesse falando algo para você, mas você estivesse "em outro planeta"? Isso lhe soa familiar? Eu estava aqui buscando título para esse texto e, inclusive, o assunto para ele, para terminar com a inércia de mais ou menos dez dias sem escritos. Enquanto isso ouvia um vídeo no YouTube, que falava sobre objetivo, sobre manter-se motivado ou algo assim, para conquistar as coisas, acho que com viés financeiro.

Sabe quando você passa a perceber que as palavras entram no ouvido como zumbidos indecifráveis? Me veio então, repentinamente, a ideia de foco. Como é interessante analisar o quanto nos desligamos do mundo quando estamos em busca de algo que nos rouba a atenção. E talvez esse início de pensamento seja algo que possa ser explorado de diversas formas.

Quando comecei esse blog eu queria fugir de algumas coisas e encontrar outras; na verdade eu queria passar o tempo. E o tempo passou, eu deixei ele de lado e depois o reencontrei. Nesse meio tempo achei um canal no YouTube e o fiz maior que o projeto inicial desse blog, e criei outro, que até agora não virou grande coisa.

Outros projetos vieram e estão se desenvolvendo, e em meio a tantas atividades, além da rotina que o mundo cobra, a gente vai se desligando, como fazíamos quando crianças. Assisti há pouco um vídeo sobre desenho, de um artista que parece desenhar a realidade. Até recomendo: Charles Laveso. Procure lá no YouTube que ele tem um canal com muitas coisas legais.

O interessante da sua orientação, me meio a um comentário bem longo em resposta à estagnação de outro artista, é a importância de se curtir o processo de criação. Curiosidade ou não, em outro canal sobre um mochileiro, a ideia é entender que estamos vivos, e curtir o processo. O que seria o foco, nesse cenário?

Eu entendo como eleger algo que, naquele momento, vai lhe dar vida! Quantas vezes e quantos dias se passaram com a sensação de que apenas passaram! Não houve foco, apenas execução mecânica por obrigação, e no final, depois de horas intermináveis que nunca terminavam, o dia acabou ser ter sido vivido! O sentimento de dia jogado martelou na cabeça, gerando aquele questionamento: "Será que estou fazendo a coisa certa?".

Então reflita. Você tem dado foco nas atividades que faz, por menores que sejam? Ah...mas a gente tem que focar em ganhar dinheiro, em relaxar, em....não....qualquer coisa....Quando você lava a louça você curte o momento, focando nele? Ou quebra os pratos aleatoriamente, ao se perceber fazendo algo sem sentido?

Tudo tem sentido, porque comer em pratos limpos é algo que todos nós apreciamos! Você faz exercícios pensando nas contas!? Foque nos exercícios! Você beija pensando nas últimas fofocas da Internet? Foque no seu amor!

A parte ruim dessa recomendação, por assim dizer, é que os seus dias passarão mais rápido! A parte boa, de tudo isso, é que você se sentirá mais pleno, mais dono do seu dia, e perceberá o quanto suas experiências serão mais enriquecedoras!

Aqui estou em mais um texto! Eu esqueci de tudo e foquei nele! Resultados? Quais serão? Não me importa, pois apenas me preocupei em curtir a jornada!

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Convicção

Confissão particular: eu sempre pesquiso o histórico do Blog ao escrever um novo texto, seja para evitar idéias iguais, seja para ter certeza de que quero mesmo falar sobre um assunto novamente.

Há 11 anos mais ou menos eu escrevi um texto sobre a mesma idéia de hoje; título "Vocações", caso se interesse por ler. Muita água rolou desde lá e parece que não aprendi ainda o conteúdo do que escrevi, porque ouvi a expressão que enfeita o título dessas letras hoje, com a mente fervilhando em análises e certezas, provavelmente como devo ter feito anos atrás.

Memórias de lado, as reflexões são assim, como as ondas do mar que vem e vão, e nos martelarão nas idas e vindas, até que consigamos provar o entendimento, através das atitudes. Então vamos ao pensamento de hoje, ou ao que fez os dedos coçarem e eu me sentar somente para esse texto.

Você faz o que você gosta? Se eu lhe perguntasse isso, ou melhor, se você mesmo tivesse que responder a si mesmo o que tantas vezes deve ter perguntado aos outros, qual seria a sua resposta? Usando a mesma sinceridade que gostaria de receber de alguém a quem fizesse essa questão, a que conclusão chegaria?

Vou arriscar, sem muito medo de errar, pelo menos para a maioria das pessoas. Você provavelmente responderá que não faz o que gosta, ou talvez não como gostaria. Mas porque isso? Porque deixamos as coisas acontecerem, aceitamos as opções que nos foram colocadas e, escolhendo entre algo que não era nosso, mas era dito como as únicas opções, de uma forma ou de outra escolhemos errado.

Lembro-me de um filme muito bom - "Amor sem escalas (título traduzido)" - em que em meio a um momento "ruim" de uma demissão, o funcionário se vê recebendo essa mesma pergunta que lhes coloco aqui. A resposta é que gostaria de cozinhar; porque então não aproveitar a chance que a vida estava a lhe dar? Um salve aqui para uma amiga analista que queria ser padeira e foi! É uma das pessoas que guardo com felicidade pela felicidade dela, por mais que tenhamos tido nossos embates e desavenças. Fico feliz porque ela conseguiu colocar seu sonho na linha de produção.

Mas retomando......

Parei alguns instantes a pensar, como alguém que busca oxigênio para voltar a caminhar e daí a correr. Será que realmente querermos ser felizes? Até quando culparemos o mundo pelos passos que não demos? Tenho vergonha, é muito difícil, dá trabalho, e tantas outras desculpas. Claro que dará trabalho, mas a idéia é essa, não é Arnold? "Se quiser alcançar algo que os outros não alcançaram, precisará fazer coisas que eles não se dispuseram a fazer", o problema é que, nesse caso, os outros somos nós!

Então, será que você tem algum sonho de criança, adolescente ou adulto guardado? Fotografia, esportes, culinária, ou apenas reflexões? Quando é que vai colocar em prática? Ou não vai? O tempo vai passando e não vai voltar. O velho de amanhã vai olhar para a criança de hoje, que não é mais criança e olha para a criança do ontem, e vai lhe perguntar: Você viveu de verdade? Você foi feliz? Você pelo menos tentou? Tentou seguir suas convicções? Ficam aí as perguntas, como lição de casa, inclusive para mim, que vou ali me sentar e refletir um pouco sobre essa reescrita mais de 10 anos depois.