Nunca é tarde

Nunca é tarde para aprender, ou voltar a aprender, ou dar o primeiro passo, ou retomar uma caminhada. Pode parecer senso comum, mas não é. Às vezes a gente se permite tirar a cara de dentro da piscina para respirar um pouco e, nesses momentos, surgem vários questionamentos.

Está tudo certo? Existe algo que precisa ser mudado ou melhorado? (sempre há espaço para melhora) E, talvez, uma pergunta que poucos de nós façamos da forma correta: sou feliz hoje? (tanto na forma quanto no objetivo da resposta).

Talvez você se questione porque eu usei o termo "hoje"; foi proposital! O hoje é reflexo do que fizemos no passado. Isso implica entender que, se você não está como gostaria hoje, significa que deixou de fazer algo que poderia ter sido feito de hoje pra trás.

Vou até iniciar outro parágrafo, para reforçar a idéia: Entenda! Significa que você não fez algo antes, mas não significa que a situação do hoje é imutável! Entende a diferença? Vou tentar de outra forma: amanhã será hoje, portanto você pode fazer algo hoje, para amanhã ser um hoje diferente.

Eu fiquei pensando sobre isso há uns dias atrás e resolvi retomar o aprendizado de coisas que me dão prazer ao aprender. Você precisa de uma certificação? Ótimo! Então existe a possibilidade de fazê-la em algo que gosta, não apenas no que o mercado pede. E talvez o mercado até peça o que você gosta, mas você não tirou a cabeça para respirar e se dar conta disto.

Mas e se esse conhecimento sobre algo que se gosta não for imediatamente aproveitado? Vou lhe resumir uma história conhecida antes de lhe responder. Há vários anos ele largou a faculdade e, como não tinha mais que cumprir a grade, resolveu fazer aulas de caligrafia. Naquele momento era só algo que ele queria fazer porque achou interessante, mas que não tinha aplicação prática imediata. Anos depois, ele, Steve Jobs, usou esse conhecimento na Apple para inventar algo que ninguém tinha.

Voltando ao que seria a minha resposta, filosofias à parte, acredito que não viemos aqui só para trabalhar e entregar algo para o mercado; viemos para sairmos melhores do que entramos. E, nesse sentido, qualquer conhecimento bem aprendido e apreendido, será um diferencial em algum momento na sua vida.

E porque essa reflexão toda? Porque hoje fiquei rindo de mim mesmo, enquanto começava a ler um livro que eu teria provavelmente lido, há mais de 20 anos, em um curso que eu acabei desistindo. E desta vez não foi por nota, não foi porque um professor orientou ou porque alguém mandou; foi porque eu quis aprender algo!

Se eu vou chegar até fim, realmente não importa, porque hoje entendo que as notas não necessariamente medem o quanto algum conhecimento te preenche e te faz feliz. O importante é ter a sensação gostosa de voltar a aprender algo por vontade própria, algo que brilhe os olhos quando eu resolver falar à respeito.

Para fechar, um convite: tire a cabeça da piscina e se pergunte se tem algo que você quer aprender por você (sempre tem). Dedique o tempo que tiver, mesmo que seja 5 minutos por dia. Se você passa o dia inteiro fazendo algo pelos outros, não é possível que não consiga arranjar tempo para fazer algo para você! Depois me conta se a sensação de aprender algo para você foi boa!

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