E se você não precisasse de dinheiro?

 Uma pergunta que muita gente já deve ter ouvido, e que eu acredito que a maioria de nós não tenhamos uma resposta imediata: o que você faria, se não precisasse do dinheiro como recompensa? É meio padrão que muitos respondam que iriam viajar, passear, alguns diriam que passariam o dia dormindo, e outras formas de "matar" o tempo.

Me refiro aqui a algo mais profundo, que muitos de nós abandonam na infância, não relacionado ao descanso, mas ao trabalho. "O que você quer ser quando crescer?" O que você faria de trabalho, se pudesse desconectar o termo trabalho do dinheiro como recompensa?

Eu lhe confesso que tenho me feito muito essa pergunta nos últimos dias, assim como devo ser sincero e lhe dizer que não tenho a minha resposta. Sim, a minha, porque essa pergunta é daquelas que não têm certo ou errado, e dizem respeito a cada um de nós.

Nós somos tão condicionados a pensar em trabalho como fonte de dinheiro, que é muito pouco provável você ouvir essa palavra e pensar em sonhos, satisfação pura e simples, realização pessoal, vocação. Se você não se enquadra nesse grupo, meus parabéns, mas existem várias pesquisas que apontam que boa parte das pessoas não faz o que gosta.

Aos mais puritanos da estatística, eu diria que não importam as fontes e dados válidos nesse sentido, porque se meu questionamento fizer sentido para apenas uma pessoa (que pode ser eu, neste caso), o mote da reflexão já se justifica. Em verdade, eu comecei a escrever este texto como pretexto para refletir sobre o tema.

Qual seria o caminho perfeito? Esses dias vi um vídeo em que a pessoa dizia que não sabia o caminho, mas sabia o que não queria fazer. Já é um começo. O que não me deixa satisfeito? O que não me dá prazer? O que não me realiza?

E aí talvez possamos partir para perguntas positivas..... O que eu gosto de fazer? O que me deixa feliz? O que eu poderia fazer eternamente, sem receber nada por isso, sem remuneração de qualquer forma, sem carga horária, sem hora para começar, terminar, descansar.

Acho que um caminho seria usar algo em que, talvez, já estejamos no caminho. Eu sou pai, e sempre quis ser. Esse "trabalho", me consome o dia inteiro, o tempo inteiro. Não recebo nada obrigatoriamente por isso, tenho que ter dedicação integral, fazer horas extras, por vezes trabalhei de madrugada, e fico feliz em ter esse "cargo".

Alguns pontos importantes: gosto de ajudar as pessoas; gosto de compartilhar conhecimento; gosto de explicar meu jeito de ver as coisas, e inclusive por isso eu criei esse blog (mais um trabalho não remunerado que abraço de bom coração).

Não gosto de fazer as coisas sem sentido; não gosto de fazer por fazer, porque tenho que entregar algo. E isso pode ser um caminho para a minha reflexão e para que se acenda essa luz que eu procuro. Talvez isso sirva de referência para a sua reflexão, e nesse ponto cumpro o meu papel e minha vontade de ajudar e compartilhar conhecimento; e de motivar algo que, na minha visão, falta ser estimulado na nossa sociedade: a reflexão (sobre tudo).

Bom, vou continuar nesse pensamento, agora em off. Mas deixo aqui a minha sementinha, e um ponto de reflexão que tem povoado meus pensamentos: Será que realmente nascemos somente para nascer, crescer, acumular bens materiais e, cedo ou tarde, por idade, por mosquito, por seja qual for o motivo, partir?

Tenho a certeza comigo de que não! Algo que já tenho resposta, é que, pelo menos, viemos para cá para sairmos melhores do que chegamos. E isso em si já justifica toda essa reflexão.

Nessa máquina de criar cópias, diferentes, mas que se conduz para um pensamento comum e doutrinado, acho que tem mais coisa do que nos ensinaram nas escolas. Quer ser feliz, como veio para ser? Então talvez essa seja a hora de parar de olhar para fora, e começar a olhar para dentro!

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