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Livre arbítrio

Achei que já tinha falado sobre esse assunto, mas fiquei contente em não achar nada no histórico dos posts já feitos. Comecei esse blog em 2007, porém muito antes eu já refletia sobre tudo, todo dia, o tempo inteiro. Alguns escolhem o divã como terapia, mas eu escolhi a mim mesmo; caminho tortuoso e dificil, mas que tem gerado as mais belas reflexões, crescimento e autodesenvolvimento. Neste processo de amadurecimento, um dos temas que, principalmente de uns tempos para cá, tem sido recorrente nas minhas preleções comigo mesmo, é o tal do livre arbítrio. A alguns pode significar liberdade irrestrita de escolha, a outros um dom dado por um ser maior, que nos permitiu direcionar os caminhos. Para mim, após muitas análises, pensamentos, reflexões e construção do meu pensamento, vejo o tema intimamente ligado à responsabilidade. Mas não era escolha? Ouvi uma vez uma opinião interessante, de que na verdade o livre arbítrio, como é geralmente entendido, não existe. Isso explicado de forma si...

Aos pais e aos filhos

Hoje é um dia daqueles para refletirmos sobre algumas coisas e papéis importantes. Sim, tem as festas, as reuniões, os presentes, e eu recomendo que você aproveite de tudo isso um pouco, enquanto nós podemos, porque, aos que não podem mais, fica bem latente o meu comentário. Pai ou papai, são duas palavras, dois vocativos pequenos, mas que carregam em si um peso tão grande. Não, não digo peso no sentido negativo, mas no sentido de importância, significado, responsabilidade pelo hoje e pelo que há por vir. Se você hoje já é pai, eu o convido a ler esse texto se colocando nos dois lugares: o de pai e o de filho. Se, ainda como muitos, não teve a honra de ocupar essa cadeira, eu o convido a observar o seu ou os que estiverem hoje disponíveis à sua volta. Quando somos mais novos, é normal (e hoje entendo isso) que a imaturidade não nos deixe enxergar algumas coisas. Achamos, no auge da nossa ignorância juvenil, que, por algum motivo inexplicável, devemos receber tudo, sabe-se lá porque, si...

Pequenas tarefas

Minha vida sempre foi uma sequência de inícios e paradas, muitas coisas pelo caminho, tanta coisa para aprender e apreender. Parece autopropaganda negativa, e eu tenho certeza de que muita gente esconderia esse ponto, mas, afinal de contas, como esconder quem somos, de nós mesmos? A maior benção que recebo todos os dias se chama autoconhecimento. É ele que me dá a base para ser melhor a cada dia. Se pararmos para analisar com atenção o nosso caminho, veremos que muitas das nossas grandes conquistas ficaram dormindo por um tempo, enquanto nos ocupávamos com outras coisas, prioritárias daquele dia, prioridades que vão mudando com o tempo, amadurecimento, autoconhecimento, ou mesmo a falta de tudo isso. Bem, hoje comecei o dia pensando sobre isso. Achei listas passadas de prioridades, algumas das quais eu fiz até publicidade de que nunca as abandonaria, mas, advinha só? Eu as deixei de lado por um tempo. Hoje as retomei, e incrementei. E nesse começo da manhã, eu refleti sobre o que estav...

Nos dias em que nada acontece

Você já reparou como é o marketing da vida perfeita das redes sociais? Se você nunca parou para refletir, enquanto passava os dedos para o lado para o próximo view ou enquanto clicava algum curtiu, volte com mais calma e veja que parece que tudo é adrenalina, realizações homéricas todos os dias, emoção à flor da pele o tempo inteiro e sucesso, muito sucesso. Se analisarmos de forma crítica, naturalmente temos tendência a buscar um fuga da realidade quando ela não está do nosso agrado, e falando das redes sociais, mudamos das novelas (que tem tempo que não vejo, mas parecia que todos tinham uma vida bela), para os perfis virtuais de sucesso, seja qual for a comunidade que você está acompanhando. Uma boa parcela desse paraíso vendido nas redes é real, mas não é sobre isso que quero motivar sua reflexão. O que me fez começar a escrever, é o efeito que isso nos causa, sobretudo pela extensão das redes, que são os cursos de "seja top no curso de 2 dias que tenho para você". Veja b...

Nunca é tarde

Nunca é tarde para aprender, ou voltar a aprender, ou dar o primeiro passo, ou retomar uma caminhada. Pode parecer senso comum, mas não é. Às vezes a gente se permite tirar a cara de dentro da piscina para respirar um pouco e, nesses momentos, surgem vários questionamentos. Está tudo certo? Existe algo que precisa ser mudado ou melhorado? (sempre há espaço para melhora) E, talvez, uma pergunta que poucos de nós façamos da forma correta: sou feliz hoje? (tanto na forma quanto no objetivo da resposta). Talvez você se questione porque eu usei o termo "hoje"; foi proposital! O hoje é reflexo do que fizemos no passado. Isso implica entender que, se você não está como gostaria hoje, significa que deixou de fazer algo que poderia ter sido feito de hoje pra trás. Vou até iniciar outro parágrafo, para reforçar a idéia: Entenda! Significa que você não fez algo antes, mas não significa que a situação do hoje é imutável! Entende a diferença? Vou tentar de outra forma: amanhã será hoje, p...

Reforma íntima

Nesses dias uma cena tem consumido parte das mídias sociais, com posições distintas, com defensores e críticas de ambos os lados; situação normal, quando se admite um diálogo sobre um determinado tema, que pode trazer reflexão e crescimento a todos. Como a intensão desse blog é ser, sempre que possível, atemporal, não vou citar personagens, nem data específica, para que possa ficar aqui registrado, como um pensamento a ser analisado. Retomando um pouco do passado, em minha infância, ofensas à família, sobretudo a uma mãe, eram tidas como inaceitáveis, por vezes resolvidas no tapa. De lá para cá, felizmente ou infelizmente, muita coisa mudou, criando um cenário em que tudo parece permitido, inclusive o desrespeito; fala-se de igualdade, porém deixa-se de lado o respeito, em sua essência mais pura. E o porquê do título? Porque eu acho que o foco da discussão está errado. As primeiras perguntas deveriam ser: como EU reagiria se fosse ofendido (de verdade, sem demagogia)? Como EU reagiria ...

E se você não precisasse de dinheiro?

 Uma pergunta que muita gente já deve ter ouvido, e que eu acredito que a maioria de nós não tenhamos uma resposta imediata: o que você faria, se não precisasse do dinheiro como recompensa? É meio padrão que muitos respondam que iriam viajar, passear, alguns diriam que passariam o dia dormindo, e outras formas de "matar" o tempo. Me refiro aqui a algo mais profundo, que muitos de nós abandonam na infância, não relacionado ao descanso, mas ao trabalho. "O que você quer ser quando crescer?" O que você faria de trabalho, se pudesse desconectar o termo trabalho do dinheiro como recompensa? Eu lhe confesso que tenho me feito muito essa pergunta nos últimos dias, assim como devo ser sincero e lhe dizer que não tenho a minha resposta. Sim, a minha, porque essa pergunta é daquelas que não têm certo ou errado, e dizem respeito a cada um de nós. Nós somos tão condicionados a pensar em trabalho como fonte de dinheiro, que é muito pouco provável você ouvir essa palavra e pensar...