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Codinome

Tentei pensar em um título, pensar em um nome. Começar de trás pra frente, porque geralmente se nomeia depois da coisa pronta. Aí me lembrei do nome, e do codinome, que sei lá porque motivo tomou o lugar do nome, que sempre achei forte, exótico, diferente de um jeito especial. O mundo das voltas, mas não volta. E talvez nunca iremos entender suas voltas, quando ele gira nos pregando peças, trazendo à tona lembranças que há muito tempo dormiam em nosso interior, fazendo-se presentes sem notarmos a sua presença. Não acredito em coincidências, não acredito em acasos. Acho que, quando algo está pronto, Ele mexe os seus pauzinhos para que as pontas se ajustem, favorecendo o nó necessário à costura da vida. Muitas vezes não entendemos como o entrelaçar de linhas soltas há tanto tempo possa por vezes trazer algum produto que seja útil. Linhas que se soltaram, que se amarraram em outras pontas, mudaram de cor, de forma, e já não são as mesmas. Mas talvez esteja aí o segredo. Se as mesmas fosse...

Amor de mãe

Certa vez ouvi uma explicação sobre o fato de que nunca sentiremos o outro. As terminações nervosas levam os sinais para o cérebro, de forma individual, logo o que sentimos do outro é o sentimento nosso, refletido ao tocar o outro, nunca o outro em sua plenitude. Isso se alinha com frases que já ouvi como "você nunca saberá o sabor da maça que eu comi" ou "ninguém pode viver a minha morte". Dito isto, deixo claro que, como homem, não tenho como opinar ou testemunhar sobre o "amor de mãe". Mas, como então, escrever sobre ele, de forma a não parecer leviano ou repetidor de palavras alheias? Deixemos que o interior se expresse ao exterior, e vejamos o resultado que se forma! Diante dessa restrição deveras importante, posso afirmar que fui usuário e beneficiário do "amor de mãe" e, com consciência plena, de várias mães. Primeiro, e natural, daquela que me concebeu em seu ventre, que me carregou no interior primeiro, e depois em seu colo, em seus braç...

A chuva

 A chuva não pede permissão... ela chega. Engraçado... ela não perde permissão... ela só vai. Ela não avisa se vai vir, se vai ser intensa, se vai tomar conta de tudo, mas ela vem, se faz presente, e se vai. Ela não avisa se, dessa vez, vai só chegar suave, como chuvisco, mal tirar a poeira do tempo, e sumir de novo, sem nova agenda programada. E nessas indas e vindas, ela deixa sua marca, deixa seu cheiro, deixa seu toque, e sua presença. Como quem não se importa com o impacto que sua presença, ou sua ausência, causa, ela vem, livre, no seu ritmo, e toma seu caminho sem dar satisfação mas.... Mas ela deixa saudade, e deixa desejo, e deixa um querer de retorno. No começo fica aquela revolva: porque veio? porque não veio? porque não foi mais forte? porque não veio com mais suavidade? Mas ela se vai, e deixa saudade. Ela poderia ser mais fraca.... mas talvez seja a sua força que limpa de verdade, que tira as ervas e pragas onde e que precisavam ser removidas. Ela poderia ser mais for...