domingo, 22 de abril de 2018

Desenferrujando

Mais uma vez, tem tempo que não escrevo. Isso aqui passou de um caso da rotina para um colega distante que fez ou outra retorna para batermos um papo. Coisas da pressa da vida, que a vê em si mesma passando sem retorno.

Acabei de ver uma entrevista do Silvio Santos; rever seria o correto. Inspiração ainda viva de que o excesso de dinheiro e bom sucesso não deve ser motivo para deixar as coisas simples de lado. Alguém já construiu uma boa casa sem um bom alicerce? Não são os móveis de luxo que sustentam a casa!

Estou ainda na construção do meu, para conseguir plantar a minha árvore. Vez ou outra mudo o sentido das coisas sem mudar nada, seguindo o caminho tentando não pegar atalhos. Não é fácil entender-se a si mesmo e formar suas próprias conclusões.

Coloquei o nome nesse caderno de reflexões, desde o início, porque era o que eu precisava, o que eu queria fazer e o que acho que faltava nas pessoas na época; ainda falta. Queria deixar minha contribuição porque acho que não falta dinheiro às pessoas, mas refletir, pensar e gerar pensamento, falta muito.

Mas são apenas palavras gerando palavras, pensamentos em busca de pensamentos, que porventura possam trazer clareza ao meu pensamento. Eu já usei muitos ditados nesse blog, e hoje tenho um amigo que gosta deles. Interessante os caminhos traçados.

"Só sei que nada sei"; meu favorito. Reflete sabedoria e humildade, além de, sobretudo, autoconhecimento. "Não li e não lerei"; não é um diatado mas tenho usado muito nos grupos de bate-papo, quando inúmeras mensagens são colocadas ao vento.

"Um homem só é completo quando planta uma árvore, cria um filho homem e escreve um livro". Eu diria que os três projetos estão em andamento, na certeza de que serão concretizados.

Quanto a não ler, eu não costumo voltar e reler as letras acima antes de salvar. Logo, se notar alguma falha, "que jogue a primeira pedra".

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Educadores

Em uma pesquisa no dicionário sobre os termos educação e educar, tiro como parte do entendimento a condução do indivíduo ao aperfeiçoamento intelectual e moral. Moral, que no meu entendimento deriva da ética, aplicada à sociedade, e se traduz nos bons costumes, nas atitudes que seriam aceitas como corretas para o comportamento humano em sociedade.

Diante disto, assumo papel de educador, considerando a responsabilidade tripla de pai, responsável por conduzir os filhos a um estágio evolutivo melhor, no que tange ao comportamento em sociedade. Também pelo contato en sociedade, entendo a minha responsabilidade de educador nas várias relações diárias, visto minhas atitudes terem relação direta na vida de várias pessoas.

Acredito sim em educar somente por palavras, mas a fixação é limitada e não é método de aplicação geral. É como educação à distância; tem o público certo. Vejo educação como o ensino pelo exemplo, podendo voltar aos meus três educandos primários, que me assistem e me copiam.

A nossa sociedade de títulos parece ter se esquecido da importância da educação na formação do caráter e na melhoria da própria sociedade. Não se dá conta das implicações dos atos e palavras, jogando exemplos ao vento, sem se preocupar se são positivos ou negativos.

E agora explico a motivação do texto, para que não seja entendido como pensamento dentro do próprio pensamento, sem proveito algum. Nos últimos dias um assunto viralizou (terminologia moderna) nas diversas mídias, com julgamento sobre uma atitude do cotidiano.

Partindo direto ao questionamento, é certo ou errado subtrair o que não lhe pertence? Não questiono o outro lado da moeda, pois que o princípio da razoabilidade em si já qualifica o abuso na utilização da máquina pública para coibir o ato de erro humano. Todavia, e o ensejo à reflexão que vejo desperdiçado?

O que me vem à cabeça ao explicar aos meus filhos que posso pegar um chocolate alheio, com a desculpa do valor insignificante, é que os educarei para seguirem meu exemplo. E dado o conceito subjetivo de valor, como determinar o que é muito ou pouco?

Certo é, que os meus três, assim como os quatro dela, assim como os milhares que viram algo sobre a notícia, entenderão que, diante da aceitação pública, apenas um chocolate não tem problema. Entendendo moral como bons costumes da sociedade, para a atualidade está certo; e isto preocupa.

Não é certo e nunca será, e talvez os organizadores da "operação sonho de valsa" deveriam pensar que se todos estão dispostos a doar um bombom, multiplicando pela nossa população, estaríamos dispostos a doar milhões, no que nos resta a impotência para reclamar dos desvios que afetam saúde, educação e tantas outras áreas sociais.

Não é exagero, mas sim a lógica. Para mim o pouco é um bombom, para você possa ser uma caixa deles e por aí vai. Bom, no que me compete, não estou disposto a doar um bombom, e acho que para o dono qualquer clips faz falta. Se não fizer ou for de sua vontade, que dê, mas que não lhe tomem, seja na sua presença ou ausência.

Preocupe-mo-nos com os nossos exemplos e juízos de valor, porque somos educadores pelo exemplo todo o tempo. Lembremo-nos que os grandes montantes começam nas migalhas, para entendermos que não há diferença entre os pequenos e grandes roubos.

E se algum dia eu lhe roubar nas pequenas coisas, sinta-se à vontade para me avisar por justa causa, pois prefiro ser educado, mesmo que nos erros, a seguir achando que existem falhas aceitáveis, por serem de valor reduzido. Assim posso me corrigir e educar também corretamente.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ano Novo. Caderno Novo.

Dizem que inspiração não tem hora para aparecer. Aqui estou eu, duas e meia da manhã, escrevendo um texto em uma telinha, porque a minha me acordou e não quer me deixar dormir. Conferi o dia: 31/12; último dia do ano.

Amanhã começa uma nova etapa de 365 dias nas nossas vidas. Ganharemos um caderno novo de 365 páginas, para escrever, ou quem sabe reescrever, uma bela redação. Alguns de nós seremos presenteados com páginas em branco, outros com linhas, talvez com capa ou mesmo sem ela. Em comum, a possibilidade de nos colocarmos em cada página.

Como faremos isso? Sugiro que pensem antes de escrever. A escrita a lápis pode ser apagada, mas a marca do lápis permanece impressa na folha. A escrita a caneta pode ser rabiscada, mas você saberá o que havia por trás do rabisco; pelo menos por um tempo. Procure fazer uma letra bonita, seja organizado, sem manchas ou sujeira, porque outras pessoas vão ler sua história.

Eu lhe diria para fazer uma obra de arte, cheia de encanto, magia, aventura, romance e vários gêneros misturados. São muitas páginas, use sua imaginação! Mas use, porque ao virar as páginas e escrever novas, para manter a sequência da leitura, as páginas que passaram ficarão em branco.

Então eu lhe diria, acima de tudo, escreva. Nenhuma obra de arte fica pronta no rascunho e é preciso colocar as idéias para fora. Use as linhas; serão vinte e quatro por página. Talvez você escreva na segunda, talvez somente após a décima segunda, mas se não  rabiscar nada, lá se irá mais uma página em branco.

Rascunhos, rabiscos, desenhos, porquê não? Uma borracha aqui, um retorno de pensamento ali, e você chegará na última página, como essa. Deixe sua mensagem, para que ela possa ser lida. Se você não se fizer lembrar, ninguém se lembrará.

Curioso que ganharemos o caderno, mas e os lápis? A caneta? As tintas? A inspiração? Bom, nada vem tão de graça. Corra atrás do material da sua história. Mas repito: não deixe de escrever, pois sua história com certeza será lida, mesmo que você não se dê conta disso.

Desejo a todos alegria, crescimento pessoal, material e espiritual. Desejo que no meio às madrugadas sua inspiração lhe acorde e lhe faça criar; e também ao longo do dia. Desejo que ao final das trezentos e sessenta e cinco páginas do caderno que ganhará amanhã, você tenha a certeza não de que fez uma obra de arte, mas de que você aproveitou as oportunidades que teve para se escrever. Porque a parte mais doce de cada conquista é o caminho que se percorre para que ela se torne realidade.

Feliz 2013, Feliz 2014 e que sejamos felizes!