Ansiedade

 Achei curioso nunca ter escrito sobre esse tema. Vi em um vídeo esses dias, sobre ansiedade, um comentário (não me recordo a referência usada pelo locutor) de que 99% das coisas com que nos preocupamos, nunca chegarão a acontecer.

Acredito que já tenha feito essa referência, mas até no filme do Kung Fu Panda há uma explicação sobre o presente, passado e futuro: O que é, o que já passou e o que ainda não chegou a ocorrer. Na minha análise, a ansiedade mora no limiar entre onde estamos e onde pensamos que poderemos estar (inclusive considerando os pensamentos).

Através da ansiedade, abdicamos de fazer o que precisa ser feito agora, para ficar pensando em como pagaremos as contas, como faremos o almoço, o que comeremos, o que vestiremos, se alguém irá gostar ou não de nós e tantas outras coisas que moram em um futuro que, talvez, e muito provavelmente, nem chegará a se tornar realidade.

O motivo para que esse futuro não se converta em realidade é simples: para que o futuro aconteça, precisamos agir no presente. Se você perde tempo pensando sem produzir, calculando sem ação, planejando sem agir, tudo o que está por vir, não se torna obra.

Fiz questão de reforçar o verbo. Pensar sem produzir é diferente de pensar sobre si e sobre as coisas de forma produtiva e construtiva; planejar o que se vai fazer, colocando em prática as etapas necessárias para que o fruto aconteça, é uma etapa importante da realização. Mas jogar tempo fora, antecipando pensamentos e emoções sem razão, aí a coisa fica perigosa.

É importante refletir sobre a ansiedade, porque muitos de nós a cultivamos sem a aceitação dela em nossa construção e desconstrução, e seus efeitos podem ser tão bons quanto danosos, em alguns casos dando abertura a situações como a depressão.

Arrisco a dizer que não conheço alguém que não tenha tido pelo menos um simples momento de ansiedade, de antecipação improdutiva do futuro, de preocupação com algo que ainda não chegou. Acho até que isso faz parte do ser humano, e, assim como o medo, pode ser um sentimento que nos propulsione a pensar e colocar as coisas em prática.

Mas quero lhe convidar a refletir sobre a referência do primeiro parágrafo. Se a maioria das coisas com que gastamos o tempo presente, tentando inutilmente antecipar o futuro, não chegará a acontecer, porque jogar esse tempo precioso fora? Se uma parede se constrói empilhando tijolos (fui simplista, eu sei), pensar sobre como empilhá-los, sem colocar um em cima do outro, não vai nos dar uma boa parede e nem parede nenhuma.

É no presente que as coisas acontecem. É agora que levantamos o peso para que, talvez, no futuro, os músculos apareçam. Então lhe convido a deixar um pouco de lado sua ansiedade (eu sei que é bem difícil), e agir. E, para não se assustar, não se proponha a sair andando centenas de kilometros de uma vez. Dê apenas um passo; leia apenas uma página do livro; ouça apenas uma música e dê apenas um sorriso.

Naturalmente, e sem se agredir, você colocará parte da sua ansiedade de lado e começará a ver as coisas acontecendo. E, sabe, assim como deixei minha ansiedade de lado e fiz esse texto, posso lhe afirmar que, quando olhar as coisas começando a virar realidade, as obras acontecendo, um sentimento de realização passará a tomar conta de você. E, quer saber? Esse sentimento é muito melhor do que aquele que a ansiedade nos trás!

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