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Crenças

Falo por mim mesmo quanto ao que aqui seguirá, sem uma busca tola por concordâncias ou aceitações. Concordo em total amplitude com a idéia de que é impossível agradar a todos, no que alguns, além de discordarem, se colocam em posições ridículas de convencimento alheio, sem refletir sobre o fato de que, na posição de razão mais ampla, deveríamos nos estimular ao pensamento, pois é muito mais útil ao ser humano criar idéias do que simplesmente assimilá-las. Somos hoje copiadores do que nos passam; glutões de coisas incompreensíveis, mas que nos satisfazem a ignorância. Assim nasci, em meio à idéia de que é preciso ir à igreja porque todos vão ou, pior ainda, porque alguém incrustou a idéia simples, sem explicações, de que não ir seria pecado. Confesso, mais à vontade aqui do que junto ao suposto representante do senhor, que assim cresci, conhecendo as missas católicas, os templos "Sei-sho-noe-i" (espero que o google não tenha mentido quanto à escrita), seminários católicos, rez...

Vícios

Tirei recesso, fiquei atoa, adormeci as letras, mas não parei de pensar. Neste jeito contínuo de se viver, em que até nos sonhos somos atormentados por nós mesmos, as reflexões são ininterruptas. Continuo com meu auto-exercício de lapidação de mim mesmo, correndo atrás da perfeição que ainda não tenho, e cujo alcance minha consciência já deixou claro que será fruto de uma longa jornada. Tenho lutado contra meus vícios; pequenos, grandes, ou grandes demais em sua pequenes. São diversos os problemas que ainda precisam de solução, mas que já possuem o caminho adequado, bastando apenas convencer-se de que é possível. Alguém um dia escreveu: "Não sabendo que era impossível, foi e fez". Não me recordo o autor, mas fico pensando que seria melhor mesmo sermos ignorantes em tudo, principalmente sobre as limitações. O que mais nos impede de conseguirmos alcançar algo é o nosso conhecimento sobre as dificuldades. Isso é algo complicado, porque vários de nós, e me incluo aqui, fomos cria...

The love inside the words

It is not so easy to write about something that is made to feel, but we can try. I do not have the right formula to express or to nominate love, but I do realize that it is not a matter of what is said, but how it is said. Like some people say, we can ruin someone´s life with just a "good morning". So let´s think about how we are saying things. I have to talk to a lot of people everyday, and it does not matter where, if it is in my work, in my home or elsewhere. And I have to confess myself that I and not always a too much kindly person. Sometimes whe forget that could be us out there. The words have somethings inside, and we need to be prepared to make these things to be love. It is not that easy, but never impossible. So let´s try, going for some better, that have to start we our day by day. Like John Lennon said "You may say, I´m a dreammer, but I´m not the only one".

Sons

Ouça-se, o que vem de dentro. Sinta-se arrepiar por algo que você não entende, que move suas emoções muito além do que você consegue controlar. Escute o som das coisas à sua volta, de todas elas, a musicalidade da alma que não se ensina nas escolas. Métodos, leis, teorias que nunca conseguirão ensinar o dom dos prodígios, dos verdadeiros musicistas. Às vezes é como se o mundo fosse uma orquestra, de platéia imensa, cheia de surdos, vislumbrados pela maravilha que não entendem, pela beleza que demorarão a entender. Somos o que somos, por mais belo e incompreensível que sejamos, o que nos dá medo pelo desconhecido de nós mesmos. Musicalidade; sons que vem do íntimo, alcançando notas tão profundas que deixam marcas, que não se apagam, que nos fazem como somos, belos, inteiros, perfeitos e imperfeitos, cheios de detalhes e únicos, a cada dia mais, mais intrigantes aos outros e a nós mesmos. Os sons que nos perseguem, e nos fazemos surdos. Deixamos passar o som das crianças, das criaturas, ...

Educar nos novos tempos

Não tenho intenção de criar novos métodos, nem tão pouco de invalidar os já existentes, mas acho que precisamos repensar a forma como estamos educando as novas gerações. Tenho percebido avanços isolados, mas, pelo que parece, a filosofia da nota ainda perdura de forma preocupante. Vejo, às vezes, documentários sobre pensadores, políticos, filósofos e sociólogos de épocas outras do Brasil, pessoas que se destacavam pelo poder de conduzir as letras, seja escrita ou oralmente. Esses personagens da nossa história possuiam uma quantidade de conhecimentos que, por si só, já os fariam respeitáveis. Mas, analisando o nosso atual cenário, perceberemos que possuímos mais conhecimentos que todos eles, dada a velocidade de propagação e assimilação proporcionada pelos novos meios de comunicação. Onde está a diferença então? Vivemos no momento da cópia, do "tudo fácil", em que não se faz obrigatório o pensar. Nosso sistema educacional, ao invés de estimular o trabalho mental com as informa...

Alice no país das maravilhas

Não, eu não fumei! Deu vontade de escrever sobre algo fora do padrão hoje e, por isso, resolvi escrever sobre coisa alguma. Parece estranho mas, pense um pouco, o que é nossa vida senão algo semelhante ao caso da famosa Alice? Meio distante? Quem sabe então possa comparar com o recente filme chamado Matrix. Pense nas teorias existentes sobre a origem e existência do ser humano; posso citar algumas formas de pensamento, que se confundem com religiões: catolicismo, espiritismo, budismo e, inclusive, o filme matrix. Existimos dentro de um ambiente temporário, no qual passamos parte da nossa existência e, depois, vamos para algum lugar, seja ele o céu, inferno, o mundo de lá, o mundo de cá, um criatório de nenéns que movem máquinas ou vamos conhecer o coelho da Alice. Estranho? Talvez não; apenas ilusório, não paupável, fora da nossa realidade. Nossa realidade se resume aos parcos sentidos que temos, o que é pouco. Mas será que, por isso, não existe nada além? E, caso exista, o que será? P...

Texto

Não sabia sobre o que escrever, tão pouco estava com criatividade para inventar um título. A contrário do padrão ao se escrever um texto, costumo criar o título primeiro, como idéia prima para surgirem as letras que formarão a obra. De qualquer forma, desta vez é apenas um texto, como tantos outros, cuja única pretensão é a de colocar idéias e preencher linhas. Linhas e mais linhas que se seguem, mostrando que letras juntas formam alguma coisa, por mais abstrato que isso possa parecer, tal qual um quadro valioso que, por vezes, tem a idéia original apenas de expressar algo, não de valer algo. Assim são os textos, que muitas vezes surgem da nossa necessidade de exteriorizar as coisas, liberar a angústia e a alegria que encerramos em nós mesmos. Um texto apenas, sem razão, sem noção e, dirão muitos, sem propósito. Mas, e daí? Nos preocupamos demais com os que nos rodeiam, perdendo tempo precioso que poderia ser melhor aproveitado. Sejamos nós; apenas. Cantar atoa, escrever atoa, divagar,...