terça-feira, 2 de outubro de 2007

Razão

"Razão é a faculdade de raciocinar, de apreender, de compreender, de ponderar, de julgar.(Wikipédia)"

Façamos uso da ponderação, pois não adianta ser somente sábio; é necessário saber o que fazer com o conhecimento adquirido. Utilizemos o julgamento, porque nem tudo o que vem aos lábios precisa necessariamente ser dito, notadamente se não contiver nada de útil aos demais sentidos. Compreendamos que, mais do que transmitir conhecimentos, sempre transmitimos idéias associadas a eles.

Sempre nos perguntamos como nos devemos portar nas várias situações que a vida nos oferece. Em um tipo delas, temos a oportunidade de falar ou calar, como possibilidade de fazer o bem ou não. Falar não significa apenas emitir sons, neste caso, sendo sim um meio para emitir pareceres, opiniões e idéias que podem ser seguidas, sejam elas boas ou não.

Junto ao poder de fazermos algo, vem a responsabilidade pela forma como as coisas são feitas. Neste ponto não é só bom ser racional, e não é bom ser apenas racional. Algumas coisas, por mais racionais que pareçam, nunca serão perfeitamente analisadas sem o sentimento. Razão não é algo para ser colocado de forma isolada, simplesmente pelo fato racional de que não somos apenas animais racionais, mas sim sentimentais, que se sentem e sentem o mundo.

Palavras e atitudes nos geram a certeza de que estamos fazendo algo certo ou errado. Quando proferí-las? Quando agir? A sapiência nos ensina que o mais ignorante de todos os seres pode se fazer sábio, calando-se. É muitas vezes preciso ouvir, ouvir-se, calar-se e emudecer o impulso puro e simples de se pronunciar. Como diria alguém muito importante para mim "muito ajuda quem não atrapalha". Ajudará a alguém? É preciso ser dito? Sejamos racionais, com sentimento.

Historicamente a razão não caminha de forma tão clara com os sentimentos, mas gera o encantamento destes em sua plenitude. Por mais racionais que sejam os cientistas, em algum momento surpreendem-se com a magnificência de determinadas criações, cujo conteúdo e idéia original supera todas as barreiras imagináveis.

O nascer do sol, para uma criança, é maravilhoso, assim como a sensação do vento batendo no rosto em uma manhã de brincadeiras. Esta criança, ao crescer, passa a entender como o sol se levanta e como o vento se move, possuindo, assim, a razão da existência de ambos. É preciso, então, que não morram as sensações, persistindo apenas a razão. Despertando-se para os sentimentos novamente, agora com o conhecimento das coisas, a antes criança maravilha-se com o levantar do sol e com o vento, ciente de como acontecem, encantando-se, mas em sua plenitude.

O crescimento, o desenvolvimento, a maturidade e tantos outros nomes que denominam a evolução do ser, remetem à aquisição de conhecimento e discernimento, com o preparo necessário para utilizá-los. Em todos os momentos, é preciso que façamos uso de nossa razão adquirida, procurando proferir palavras que realmente edificarão algo ou alguém. Às outras, cuja roupagem é denominada por fofoca, disse me disse, boatos, maledicências e tantas outras denominações, presenteemo-nas com o nosso sábio silêncio.

No exercício do transmitir racional, transformemo-nos em sábios, espalhando as boas informações e os bons sentimentos. Preparemo-nos para o dia em que, tal qual a criança que cresceu em sua plenitude, poderemos olhar as coisas simples à nossa volta e não apenas sentí-las, mas sentir o qual magníficas são, sabendo do motivo que as leva a ser grandes, fazendo-se tão humildes, na certeza de que assim também poderemos nós, quando formos perfeitos.

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