domingo, 22 de julho de 2007

Amor

Este é um tema antigo, complexo e completamente atual, mas vou arriscar algumas palavras sobre o assunto. O que é amar? Alguns diriam que é gostar muito de alguém ao ponto de doer, apesar de que isto pode ser paixão. Outros diriam se tratar de algo desprovido de uma necessidade de retorno, com o objetivo de se fazer o bem a alguém. Acho que fico com a segunda opção.

O amor, seja ele fraternal, maternal ou entre dois seres que constituem um relacionamento a dois, abre uma sensibilidade que nos permite enxergar as coisas de forma mais clara, mais aberta, livre de preconceitos. Através deste sentimento, podemos analisar as coisas pelo que são e não pela casca que o mundo resolveu atribuí-las.

Tudo tem defeitos, tudo tem rachaduras. Quando focamos apenas nos defeitos, sem nos permitir ver o todo, deixamos de ver que eles fazem parte da individualidade das coisas. Ao entendermos que uma diferença é a responsável por tornar algo único, começamos a captar a idéia de que é justamente isto que a faz especial. O amor faz isto, não apenas por um amante, mas principalmente pelos amigos e as outras pessoas à nossa volta. Nos faz perceber que também temos rachaduras e que querer bem aos outros nos dá um sentimento simplesmente sem descrição poética, pois faltariam palavras.

Existem algumas palavras um pouco antigas mas que cabem reflexão: "ama o teu próximo como a ti mesmo". Sem pregação religiosa, pense em quantas vezes você olhou e tratou com indiferença alguém porque as rachaduras daquela pessoa impediam que você se deixasse gostar ou gostasse dela. E fazemos isto quase todos os dias com a pessoa que mora no espelho. Demoramos a entender que somos belos pelo que somos e podemos ser muito mais pelo que podemos ser, se nos permitirmos amar; se nos deixarmos amar a nós mesmos.

"Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita" (San Kenn)

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