Dia de perda

 Hoje foi um dia de perda! Perdi dinheiro, perdi um pouco da confiança, e perdi contra meu autocontrole! Se você leu o último texto (se não leu, pare e leia, e depois volte aqui), entende comigo que o importante é sair da caixinha de que não se pode errar. Primeiras perguntas que me vieram à cabeça: onde errei? porquê? de que forma? Qual foi o gatilho?

Se você tirar um tempo para pesquisar na Internet, vai achar um pouco de senso comum quando à mudança de hábitos ruins: ataque o gatilho mental da ação, não o resultado! E é interessante chegar à conclusão, depois de refletir um pouco, buscar um pouco mais de conhecimento, analisar a situação, de que o gatilho do meu erro, foi não querer errar, ou seja, não aceitar que podemos errar. Mas você não escreveu no último texto, que devemos estimular o erro? Questionará o leitor ativo, que aceitou a recomendação do primeiro parágrafo.

Veja, nem tudo é tão simples, sobretudo a construção de si mesmo. A maioria das pessoas passa a vida inteira passando, sendo espectadoras da própria vida, porque, entre outras coisas, tem medo de subir no palco e estrelar. Se você, como eu, ainda não conseguiu dar autógrafos no teatro da vida, mas já conseguiu subir os degraus que te separam da ação, você já é um vitorioso.

Todos temos dias de perdas e, se você for um pouco mais pessimista, pode talvez chegar à conclusão de que todos os dias são esses dias. Mas o que você tira deles? Costumo ensinar aos meus filhos que uma nota 10 em uma prova, em que você simplesmente não aprendeu a matéria, é um zero. Ao contrário, se você leva um tombo, levanta e sacode a poeira, entende o motivo da queda, e trabalha para que continue caindo, mas não pelo mesmo motivo, uma hora se dará conta de que não cai mais com tanta frequência.

As quedas, as perdas, os erros, são a aula necessária para que despertemos da inércia, colocando o cérebro e o sentimento para funcionar, nos incomodando a sair da nossa zona de conforto, para que, só assim, possamos nos desenvolver (algo que alguns chamam de amadurecer). 

Hoje eu perdi, mas aprendi com o erro, e triste, cheguei à conclusão de que já cometi esse mesmo erro no passado. Mas hoje foi menor, então não foi da mesma forma, então eu evoluí. Assim, através da análise do ontem e do hoje, chego à conclusão de que não foi um dia de perda, mas um dia de evolução, para que amanhã eu possa cair, possa errar, possa me testar, mas por motivos diferentes, evoluindo, me desenvolvendo, e sendo mais forte a cada dia.

E você? Como tem encarado seus dias de perda? Tem aprendido com seus erros? Tem analisado a cena, como um jogador de xadrez, que analisa o jogo do lado de fora? Se não, te convido a esse exercício, e posso afirmar que você vai se surpreender com o quanto pode evoluir e melhorar. Lembre-se: não perde quem cai, perde quem se deixa caído, se recusando a ter a atitude de se levantar e continuar a caminhada!

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