sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sons

Ouça-se, o que vem de dentro. Sinta-se arrepiar por algo que você não entende, que move suas emoções muito além do que você consegue controlar. Escute o som das coisas à sua volta, de todas elas, a musicalidade da alma que não se ensina nas escolas. Métodos, leis, teorias que nunca conseguirão ensinar o dom dos prodígios, dos verdadeiros musicistas.

Às vezes é como se o mundo fosse uma orquestra, de platéia imensa, cheia de surdos, vislumbrados pela maravilha que não entendem, pela beleza que demorarão a entender. Somos o que somos, por mais belo e incompreensível que sejamos, o que nos dá medo pelo desconhecido de nós mesmos.

Musicalidade; sons que vem do íntimo, alcançando notas tão profundas que deixam marcas, que não se apagam, que nos fazem como somos, belos, inteiros, perfeitos e imperfeitos, cheios de detalhes e únicos, a cada dia mais, mais intrigantes aos outros e a nós mesmos.

Os sons que nos perseguem, e nos fazemos surdos. Deixamos passar o som das crianças, das criaturas, animais, vegetais, o som do vento que nos leva a cenários já vistos e nos cria paisagens desejadas. O som do amor; sentimento incompreendido em sua totalidade, tal qual a vista parca de um iceberg, que esconde sua essência à procura dos verdadeiros interessados.

Somos sons, somos nós, música que nos encanta a alma e que nos alimenta o crescimento, o desenvolvimento. E não, não é preciso entender, conhecer, saber, basta fechar os olhos e sentir, deixar que os sons diversos que nos fazem como somos, nos ensinem a sermos, seres, seres humanos como jamais fomos, permitindo nossa essência, nosso eu, nossa verdadeira natureza gerar músicas, melodias, orquestras que ficarão pelos séculos, assim como a música da natureza, que se perpetua.

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