quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Conselhos

Quantas vezes ouvi dizer que, se houvesse um conselho oportuno, desastres poderiam ser evitados! Diz-se muito também coisas como "se eu tivesse a maturidade que tenho hoje, naquela época, teria feito melhor"; eu mesmo já disse muito isto e ainda digo. A verdade é que a história sobre o tempo nos trazer preparo não é apenas história, mas fato que pode ser comprovado ao longo do tempo.

À medida em que caminhamos, muitas vezes escolhemos ignorar os conselhos de pessoas mais preparadas que nós, como pais, irmãos, amigos e profissionais. Não precisam ser necessariamente mais velhas, porque tempo sozinho não implica em qualidade de experiências, razão pela qual precisamos ser humildes em muitas situações, aceitando sabiamente instruções de pessoas mais novas.

Conselhos são como manuais da vida, que podem permanecer nas prateleiras ou não. A forma como resolvemos lê-los e aproveitá-los faz toda a diferença na velocidade em que conseguiremos atingir nossos objetivos e, até mesmo, se chegaremos lá. Mas permitir-nos uma segunda opinião exige a maturidade de quem aprendeu que não se vive sozinho e que não é ofensivo tentar ajudar alguém, portanto é permitido ser ajudado.

Hoje vejo pessoas em situações semelhantes às que passei; algumas iguais até. Reflito sobre as coisas que passaram e começo a entender quando meus pais me falavam coisas que pareciam sem sentido; intromissões de quem não queria me deixar viver por conta, mas que na verdade intencionavam uma proteção para os tombos inevitáveis.

Quando se cai, aprende-se a caminhar, a desviar de obstáculos e, principalmente, a levantar e continuar a jornada. Mas não precisamos cair sempre para adquirir todos os conhecimentos disponíveis. Melhor do que cair é observar o que nos rodeia, lendo os avisos que nos são dados, porque alguns tombos são de difícil recuperação. Avisos, dicas, conselhos de pessoas que já passaram por algo e, mesmo que a elas não haja volta, podem exercer o papel orientador, para que nem tudo se perca.

Caminhemos, pois, no sentido da melhoria geral, mas sejamos humildes, sem precisarmos ser seguidores cegos, porque é preciso que sejamos nós mesmos. Quando pensarmos que alguém deseja apenas interferir de forma indevida em nossa vida, calmamente raciocinemos, reflitamos como se sábios fôssemos, porque "se eu tivesse a maturidade que tenho hoje, naquela época, teria feito melhor".

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