sábado, 19 de julho de 2008

Valores

O mundo capitalista nos transformou em contadores de riquezas! Não limito esta visão apenas ao sistema capitalista, bem mais recente, mais ao comportamento humano guiado por posses materiais, notadamente representadas pela figura do ouro e metais preciosos. Transformamo-nos, gradativamente, em seres ocos, cujo único objetivo é o de alcançar bens palpáveis; certo, estou generalizando, porque nem todos são assim.

Apesar dos esforços pontuais recentes, já não se preocupa tanto com o que vai por dentro, tanto na hora de analisar as pessoas à nossa volta, quanto em relação a nós mesmos. Os nossos objetivos, nossos planos, nossas metas pessoais e profissionais não levam em conta nossas preferências e sentimentos, as verdadeiras causas de um sucesso provável.

É preciso ter tesão pelo que se faz, deixando de lado neste caso o significado pejorativo ou sensual atribuido ao termo. É imperativo que os desafios, os empreendimentos, as realizações e seus sucessos e fracassos sejam sentidos, percebidos por nós em sua totalidade, dando-nos a real sensação do dever cumprido, ou não.

Os valores, que já não temos mais, são peças determinantes construir castelos sólidos em uma vida passageira. Esses valores, que "estão fora de moda", são a diferença sutil entre um projeto de sucesso e outro que apenas aparenta ser bem sucedido, porque as imagens se perdem com o tempo e as máscaras, cedo ou tarde, acabam caindo, revelando o que vai por dentro.

Vivemos em um mundo em que valores morais parecem não ter mais o mesmo valor que já tiveram um dia. Perecemos em uma sociedade que reclama de suas mazelas, mas que não se dá o direito e o dever de fazer a sua parte, por estar muito ocupada com detalhes passageiros, que não farão diferença alguma no final da obra.

Somos, e precisamos ser, a cada dia melhores. Roupas, carros, cascas superficiais de nós mesmos, não nos darão nunca a base para que nos lapidemos de forma contínua e permanente. Volte-mo-nos para o que é realmente importante: nós mesmos. Como já foi dito antes, não se pode mudar o mundo todo, mas é perfeitamente factível empreender melhorias significativas em nós mesmos. Basta querer, mas é preciso entender-se e permitir-se, trabalhando cotidianamente, ininterruptamente, por aquilo que realmente conta: você.

Um comentário:

Nana ♠ disse...

A grande verdade é que nesse mundo a gente vale o que a gente tem, pra maioria das pessoas. E só pessoas com brio olham por outro prisma, pelo prisma que todos deviam ver: valemos pelo que somos, pelo nosso caráter, nossa índole, e pelo nosso testemunho de vida!

Beijos!