terça-feira, 8 de julho de 2008

Projetos

Pare, pense: o que é a vida senão uma seqüência ininterrupta de projetos a serem iniciados, colocados em prática e concluídos? Já comecei muitos, deixei uns pelo caminho por concluir, e comemorei o final de vários. Alguns me deixaram na vontade, na dúvida de como teria sido se eu os tivesse permitido começar.

É assim, depende de nós mesmos dar o pontapé inicial, dominando o nosso medo interior, que nos impede de alçar novos patamares em nossas vidas. Projetos, planos, realizações; listas e mais listas de coisas, conhecimentos e experiências que precisam ser adquiridas, até que consigamos mostrar para nós mesmos e para os nossos e outros que podemos ser algo melhor, através de atos e realizações.

Não sou perfeito, não cheguei lá ainda. Não estou pronto, não sei tudo, não dou conta de tudo. Tenho me sentido impotente diante de tanta coisa que não dou conta de controlar, tantas interpéries não calculadas que insistem em tomar o rumo da minha vida. É difícil controlar tudo e, o mais importante, é preciso entender que não podemos controlar tudo e, em várias situações, é preciso se deixar levar.

Não fui o primeiro da sala, não me formei primeiro e também não fiquei no curso que meus pais queriam. Não me mantive puro diante das tentações desnecessárias, não deixei de fazer coisas erradas e não tenho hoje, o que talvez eu pudesse ter, não fosse minha teimosia em fazer as coisas do jeito complicado. Não consegui sucesso, ainda, não cheguei ao topo, mas consigo olhar para cima e me ver lá, desde que eu faça esforço e consiga manter o foco.

É complicado olhar à volta e ver tantos prontos, tantos se dando bem, tantos com tanto, fazendo aparentemente tão pouco. Não sabemos a história de cada um, o quanto se esforçaram para chegar onde estão, e por saber de algum, me admiro pela história deles. Tenho muito a aprender com eles e elas, não mais apenas com meus pais, que já foram minha única fonte de inspiração.

Hoje trabalho-me para exercitar a humildade dos grandes, cuja maturidade já lhes permitiu entender que, para ser grande, é importante entender que não se é, pelo menos não sozinho, crescendo solitariamente. Somos o que somos para sermos para os outros, não para nós, e por isto mesmo é necessário que aprendamos a admirar as conquistas alheias, lutando pelas nossas, utilizando o externo como algo positivo que todos podem alcançar, desde que façam o dever de casa.

Humildade, ausência de orgulho, paciência, resignação. Crescer não é fácil, mas é preciso. Continuo buscando minhas metas, tomando minhas decisões e lutando pela minha felicidade. O que me consola são os sorrisos que planto, cujos frutos não alimentam apenas à minha parca necessidade, mas se espalham como inspiração coletiva para nós, que tanto precisamos disto.

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