quinta-feira, 18 de abril de 2013

Reconstrução

Estou em obras.

Eu confesso que ia completar o primeiro parágrafo e pelas normas que me ensinaram não se faz um parágrafo introdutório de um texto com apenas uma frase. Mas depois de escrevê-la, fiquei pensando e acho interessante essa confissão depois de tantos anos de consciência. Estamos em obras, pois tudo muda e é preciso acompanhar.

Sei lá onde eu li uma vez um escrito assim: "antes eu era menino e pensava e agia como menino. E aí me tornei homem, passando a pensar e agir como homem". Eu diria que estou no processo; estou naquele meio do caminho em que a gente fica analisando as coisas como foram e como poderiam ter sido, mas na certeza de que não podemos parar o processo para pensar, porque precisamos que elas sejam para que se tornem algo, algum dia, de preferência hoje mesmo.

Para quem me conhece a mais tempo sabe que eu mudei muito, mas não mudei nada. Nada diferente das outras pessoas, que tentam ser diferentes o tempo inteiro e acabam descobrindo que são nada mais que uma peça no meio da multidão. E em uma dessas frases motivacionais que li por ai, que agora são ilustradas por figuras e mais figuras na nova mídia social, reaprendi que temos que ser melhores do que fomos ontem, e não melhores que mais ninguém.

Há tempos virei construtor de mim mesmo e como um desenhista que rabisca e joga vários rascunhos fora até chegar à perfeição, eu às vezes volto e reescrevo algumas coisas. Por vezes sozinho, em tantas outras a várias mãos, mas com a certeza de que podem me ajudar a segurar o martelo, mas a responsabilidade pela batida é minha.

Bom, estou em obras, e isso é fato. Como diria minha mãe, na infância que se foi e se faz presente, estou tentando ter boas obras, para que tijolinhos sejam adicionados à minha casa no céu, seja ele onde for, porque essa reflexão seria outro texto. Espero. Não, não espero não. Gostaria que essa casa fosse simples, mas com um teto sem goteiras e um lugar para aquecer. Acho melhor do que desejar uma mansão cheia de furos.

Afinal de contas, obras e reflexões à parte, interesse a quem interessar, o importante é termos a certeza de que estamos agindo, e não apenas esperando, como me aconselhou um amigo esses dias atrás.

E só mais uma frase para terminar, como no começo.