quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eleições 2010 ?

Falta pouco para sabermos quem será o ponto de referência para o próximo governo brasileiro, durante os próximos 4 anos. Não me sinto à vontade com a expressão "quem governará", porque nossa história nos mostra que o cargo de presidente é bem mais representativo de comando, do que gestor de fato. Governa-se hoje em equipe, tornando possível fazer coisas que a incapacidade individual impossibilitaria.

Confesso que também não me sinto à vontade para votar, diante da falta de reais opções, embora seja preciso, pois é necessário tomar uma decisão. A nossa dita democracia nos força a escolher entre supostos representantes do povo, escolhidos anteriormente por um grupo seleto de interesses diversos e questionáveis, que, racionalmente portanto, já decide quem vai nos conduzir durante quatro anos.

O processo eleitoral americano me parece um tanto confuso, mas confesso que gosto da idéia da escolha prévia dos candidatos pelo povo. Isso aumentaria os custos do processo? Talvez; mas será que o futuro do país não é mais valioso? Não valeria à pena? Critica-se tanto a oferta de cargos de confiança, sem a real concorrência de concurso garantida em nossa carta maior, mas, o que, na prática, é o nosso processo eleitoral?

Penso que seria melhor, talvez, um concurso com contrato temporário, para todos os cargos eletivos, com etapas que verificassem a capacidade intelectual para as funções, dinẫmicas de grupo, oratória e outros detalhes, aos moldes das seleções realizadas pelas melhores multinacionais do mercado. Quais seriam os pré-requisitos para um cargo de presidente? Busque-os, referenciando ao presidente de uma multinacional, e faça uma comparação com o que temos em nosso país. Ao menos teríamos uma margem melhor de seleção, entre candidatos realmente aptos às funções a serem exercidas, evitando uma campanha eleitoral focada em crenças religiosas, histórico de governos alheios e demais assuntos de importância menor.

Mas a questão é que temos que agir com o que está à nossa disposição. Infelizmente o nosso processo democrático permite que o presidente utilize o seu tempo disponível à nação em palanques direcionados ao candidato da situação, além de eleger suspostos analfabetos (a simples dúvida deveria ocasionar a impossibilidade ou a verificação, não acham?).

Saúde, educação e segurança são ações básicas de qualquer governo; obrigação da função primária de sua existência. Propagandas, ideologias e religiões à parte, acho que seria prudente refletirmos sobre quais as melhores propostas (não propagandas), além, é claro, dos valores do cotidiano daqueles que estarão nos representando. E não se esqueça de que ações de infraestrutura, sejam estradas, hidrelétricas ou planos econômicos, demandam muitos anos, não podendo, portanto, serem ação de apenas um governo.

A cada um a sua decisão, mas lembrando-se que, no conjunto, a decisão nos afetará a todos. O ponto de interrogação do título não é atoa. Será que as eleições são somente para 2010, ou serão responsáveis pelos caminhos futuros, pelo menos até daqui alguns anos? Pense bem, escolha bem, e lembre-se, mesmo que você escolha se colocar à parte, e não fazer nada, essa é uma escolha com a qual terá que conviver nos próximos anos.

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