quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caí da cama

Bom dia, dia de feriado. Caí da cama hoje. Na verdade acho que dormi muito mais do que venho dormindo ultimamente, porque ontem "dormi com as galinhas", como se dizia antigamente. Ontem recebi um email, cujo assunto não era novo, mas que gera reflexões. Trata-se de uma "piadinha" sobre os engenheiros, que, por terem usado o conhecimento de forma indevida, acabam sendo punidos por Deus, com falta de tempo, excesso de trabalho e um ciclo restrito de conhecimentos e companhias.

Parece meio nebuloso, resumindo assim tão rapidamente, mas, sendo mais claro, essa história pode ser analisada pelo ponto de vista das prioridades. Já reparou quantas vezes pagamos as contas alheias, antes das nossas? Existem dois livros, "Pai rico, Pai pobre" e "Independência Financeira", cujo autor me foge à memória, cujos ensinamentos sobre finanças passam a seguinte mensagem: pague-se primeiro, antes de dar dinheiro aos outros; ou seja, coloque-se em primeiro lugar.

Esse ensinamento possui uma amplitude muito grande, sobretudo se o aliarmos à visão capitalista do trabalho nos dias atuais. Pense nas seguintes situações: ir ao clube, ir ao cinema, ler um bom livro, curtir a família, ou simplesmente ficar atoa. Para a maioria de nós, achar tempo para ir ao médico, ou fazer qualquer uma das atividades citadas, dentre tantas outras, é um luxo, pois precisamos trabalhar. Claramente, nos colocamos em segundo plano.

E, nesse caminho meio trocado, aparecem doenças modernas, como stress, tendinite, cansaço contínuo, deficit de atenção e tantos outros. Nos alimentamos mal, não nos exercitamos, e vamos nos desenvolvendo ao contrário, rumo às doenças que nos esperam não mais na velhice, mas na pós-adolescência.

O quadro pode parecer trágico, mas é. E precisamos, em conjunto, repensar nosso ambiente. Digo em grupo, pois o solitário que tentar ser diferente, vai ser chamado de atoa, de irresponsável ou coisas do tipo. Na era do empreendendorismo, ainda tão pouco compreendido, preocupar-se com saúde e coisas pessoais, apesar de fundamental, não tem tanto lugar assim nos padrões ainda bagunçados do nosso empresariado.

As coisas já começaram a mudar, é claro. Sempre existem visionários que se preocupam em mudar as coisas para melhor. Nesse caminho, desenvolvem-se as atividades ligadas aos recursos humanos, de tal forma que, pelo menos, volta-se a ter prazer em trabalhar, ao invés de congelar-se em uma rotina obrigatória.

Paguemo-nos primeiramente. E tenhamos prazer pelo que tenhamos que fazer. Acho que são dois bons conselhos. E antes que me questionem, não, não é fácil aplicá-los. Mas, volto mais uma vez, como tantas vezes voltei, a uma frase que me lembro de ter lido quando ainda tinha pretensões de me tornar engenheiro: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez".

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