terça-feira, 27 de abril de 2010

Erros repetidos

Olho à minha volta e vejo erros que se repetem. Não me excluo deles. Mas é preciso melhorar, não é isso o que dizem? Então porque algumas pessoas, não todas, insistem em pisar no prego mais de uma vez? Orgulho, falta de visão, teimosia, orgulho de novo, e tantas outras coisas.

Tem coisas à minha volta que vejo erradas, ou talvez fora do que seria o certo. Não é a mesma coisa. Afinal de contas, para acertar, ou durante a tentativa de acerto, é normal irmos para o caminho errado, quando não sabemos ao certo como chegar onde queremos ir; em tantos casos não sabemos nem ao certo para onde vamos, e aí tanto faz o resultado.

Isso é parte de uma ignorância que tem que passar. Estudamos, trabalhamos, e crescemos. Se isso for feito direito, vem a maturidade, e aí espera-se que tudo corra bem. Queria poder dizer que isso sempre acontece da melhor forma, mas não é verdade.

Com a maturidade vem o crescimento e a colheita dos frutos melhores, certo? Nem sempre! Sei que estou sendo negativista, pessimista, mas com certeza as coisas tendem a melhorar, sabe-se lá quando. Projetos novos aparecem, e os projetos antigos acabam servindo de escola. Isso nos lapida, principalmente no profissional, onde as consequências são mais rápidas.

Espero que esses frutos doces venham logo! Os projetos novos estão caminhando em nossa direção, e isso demandará da nossa experiência. Cresçamos juntos, pois assim os resultados serão melhores. E quem sabe nossos erros serão novos, para nos trazer novos conhecimentos, e não lembrando de erros passados.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caí da cama

Bom dia, dia de feriado. Caí da cama hoje. Na verdade acho que dormi muito mais do que venho dormindo ultimamente, porque ontem "dormi com as galinhas", como se dizia antigamente. Ontem recebi um email, cujo assunto não era novo, mas que gera reflexões. Trata-se de uma "piadinha" sobre os engenheiros, que, por terem usado o conhecimento de forma indevida, acabam sendo punidos por Deus, com falta de tempo, excesso de trabalho e um ciclo restrito de conhecimentos e companhias.

Parece meio nebuloso, resumindo assim tão rapidamente, mas, sendo mais claro, essa história pode ser analisada pelo ponto de vista das prioridades. Já reparou quantas vezes pagamos as contas alheias, antes das nossas? Existem dois livros, "Pai rico, Pai pobre" e "Independência Financeira", cujo autor me foge à memória, cujos ensinamentos sobre finanças passam a seguinte mensagem: pague-se primeiro, antes de dar dinheiro aos outros; ou seja, coloque-se em primeiro lugar.

Esse ensinamento possui uma amplitude muito grande, sobretudo se o aliarmos à visão capitalista do trabalho nos dias atuais. Pense nas seguintes situações: ir ao clube, ir ao cinema, ler um bom livro, curtir a família, ou simplesmente ficar atoa. Para a maioria de nós, achar tempo para ir ao médico, ou fazer qualquer uma das atividades citadas, dentre tantas outras, é um luxo, pois precisamos trabalhar. Claramente, nos colocamos em segundo plano.

E, nesse caminho meio trocado, aparecem doenças modernas, como stress, tendinite, cansaço contínuo, deficit de atenção e tantos outros. Nos alimentamos mal, não nos exercitamos, e vamos nos desenvolvendo ao contrário, rumo às doenças que nos esperam não mais na velhice, mas na pós-adolescência.

O quadro pode parecer trágico, mas é. E precisamos, em conjunto, repensar nosso ambiente. Digo em grupo, pois o solitário que tentar ser diferente, vai ser chamado de atoa, de irresponsável ou coisas do tipo. Na era do empreendendorismo, ainda tão pouco compreendido, preocupar-se com saúde e coisas pessoais, apesar de fundamental, não tem tanto lugar assim nos padrões ainda bagunçados do nosso empresariado.

As coisas já começaram a mudar, é claro. Sempre existem visionários que se preocupam em mudar as coisas para melhor. Nesse caminho, desenvolvem-se as atividades ligadas aos recursos humanos, de tal forma que, pelo menos, volta-se a ter prazer em trabalhar, ao invés de congelar-se em uma rotina obrigatória.

Paguemo-nos primeiramente. E tenhamos prazer pelo que tenhamos que fazer. Acho que são dois bons conselhos. E antes que me questionem, não, não é fácil aplicá-los. Mas, volto mais uma vez, como tantas vezes voltei, a uma frase que me lembro de ter lido quando ainda tinha pretensões de me tornar engenheiro: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez".

terça-feira, 13 de abril de 2010

Força interior

Tenho ocupado parte do meu tempo com reflexões sobre como as coisas são e como poderiam ter sido, para entender porque cheguei onde cheguei. São pensamentos que vem e vão, com entendimento ainda incompleto sobre diversas coisas, e dúvidas diversas sobre os caminhos certos a serem seguidos. Às vezes me pergunto para onde ir, como, quando, e outras dúvidas que vão por esses caminhos.

Acho interessante como as respostas nos aparecem, sob roupagens distintas, quando nos abrimos para ouví-las. Mais surpreendente ainda, é ter a consciência de que as respostas não são novas, nem um pouco, visto que já andam comigo há muito tempo, desde que tive compreensão dos erros que precisam ser corrigidos. Força interior.

Parece coisa retirada do filme Guerra nas Estrelas, algo como "que a força esteja com você", mas é um caminho; se não o correto, parece-me plausível. Já ouvi, sob diversas vozes e diversas crenças, que somos mais fortes e mais sábios do que podemos imaginar. Corrijo-me: podemos ser mais fortes e mais sábios do que já somos, mas a preguiça não nos deixa.

Preguiça, apatia, descontentamento com as coisas à volta, e tantos outros motivos. O fato é que não fazemos a lição de casa e, em razão disto, somos condenados aos reflexos negativos da nossa inatividade. Sim, o orgulho em geral não nos deixa ver, mas somos responsáveis pela nossa evolução ou pelo nosso estado estático.

E nesse dia a dia de reflexões, de pensamentos meus, que às vezes divulgo aos mais próximos, compartilho essas linhas, esses pensamentos, pois que uma das minhas incompreensões é o egoísmo geral em se compartilhar pensamentos, como se a evolução geral fosse barrar a evolução individual. Opinião particular: medo ridículo e ignorante da concorrência alheia, em um assunto onde a concorrência inexiste.

Pense um pouco, e elimine a inveja dos bem sucedidos. Reflita e esforce-se, fazendo o que você já sabe que tem que ser feito. E não se esqueça do respeito mútuo, ao que convido-os a ler a frase que resume todas as religiões: "ama o teu próximo como a ti mesmo". Essa é a força interior.