quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eleições 2010 ?

Falta pouco para sabermos quem será o ponto de referência para o próximo governo brasileiro, durante os próximos 4 anos. Não me sinto à vontade com a expressão "quem governará", porque nossa história nos mostra que o cargo de presidente é bem mais representativo de comando, do que gestor de fato. Governa-se hoje em equipe, tornando possível fazer coisas que a incapacidade individual impossibilitaria.

Confesso que também não me sinto à vontade para votar, diante da falta de reais opções, embora seja preciso, pois é necessário tomar uma decisão. A nossa dita democracia nos força a escolher entre supostos representantes do povo, escolhidos anteriormente por um grupo seleto de interesses diversos e questionáveis, que, racionalmente portanto, já decide quem vai nos conduzir durante quatro anos.

O processo eleitoral americano me parece um tanto confuso, mas confesso que gosto da idéia da escolha prévia dos candidatos pelo povo. Isso aumentaria os custos do processo? Talvez; mas será que o futuro do país não é mais valioso? Não valeria à pena? Critica-se tanto a oferta de cargos de confiança, sem a real concorrência de concurso garantida em nossa carta maior, mas, o que, na prática, é o nosso processo eleitoral?

Penso que seria melhor, talvez, um concurso com contrato temporário, para todos os cargos eletivos, com etapas que verificassem a capacidade intelectual para as funções, dinẫmicas de grupo, oratória e outros detalhes, aos moldes das seleções realizadas pelas melhores multinacionais do mercado. Quais seriam os pré-requisitos para um cargo de presidente? Busque-os, referenciando ao presidente de uma multinacional, e faça uma comparação com o que temos em nosso país. Ao menos teríamos uma margem melhor de seleção, entre candidatos realmente aptos às funções a serem exercidas, evitando uma campanha eleitoral focada em crenças religiosas, histórico de governos alheios e demais assuntos de importância menor.

Mas a questão é que temos que agir com o que está à nossa disposição. Infelizmente o nosso processo democrático permite que o presidente utilize o seu tempo disponível à nação em palanques direcionados ao candidato da situação, além de eleger suspostos analfabetos (a simples dúvida deveria ocasionar a impossibilidade ou a verificação, não acham?).

Saúde, educação e segurança são ações básicas de qualquer governo; obrigação da função primária de sua existência. Propagandas, ideologias e religiões à parte, acho que seria prudente refletirmos sobre quais as melhores propostas (não propagandas), além, é claro, dos valores do cotidiano daqueles que estarão nos representando. E não se esqueça de que ações de infraestrutura, sejam estradas, hidrelétricas ou planos econômicos, demandam muitos anos, não podendo, portanto, serem ação de apenas um governo.

A cada um a sua decisão, mas lembrando-se que, no conjunto, a decisão nos afetará a todos. O ponto de interrogação do título não é atoa. Será que as eleições são somente para 2010, ou serão responsáveis pelos caminhos futuros, pelo menos até daqui alguns anos? Pense bem, escolha bem, e lembre-se, mesmo que você escolha se colocar à parte, e não fazer nada, essa é uma escolha com a qual terá que conviver nos próximos anos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Erros repetidos

Olho à minha volta e vejo erros que se repetem. Não me excluo deles. Mas é preciso melhorar, não é isso o que dizem? Então porque algumas pessoas, não todas, insistem em pisar no prego mais de uma vez? Orgulho, falta de visão, teimosia, orgulho de novo, e tantas outras coisas.

Tem coisas à minha volta que vejo erradas, ou talvez fora do que seria o certo. Não é a mesma coisa. Afinal de contas, para acertar, ou durante a tentativa de acerto, é normal irmos para o caminho errado, quando não sabemos ao certo como chegar onde queremos ir; em tantos casos não sabemos nem ao certo para onde vamos, e aí tanto faz o resultado.

Isso é parte de uma ignorância que tem que passar. Estudamos, trabalhamos, e crescemos. Se isso for feito direito, vem a maturidade, e aí espera-se que tudo corra bem. Queria poder dizer que isso sempre acontece da melhor forma, mas não é verdade.

Com a maturidade vem o crescimento e a colheita dos frutos melhores, certo? Nem sempre! Sei que estou sendo negativista, pessimista, mas com certeza as coisas tendem a melhorar, sabe-se lá quando. Projetos novos aparecem, e os projetos antigos acabam servindo de escola. Isso nos lapida, principalmente no profissional, onde as consequências são mais rápidas.

Espero que esses frutos doces venham logo! Os projetos novos estão caminhando em nossa direção, e isso demandará da nossa experiência. Cresçamos juntos, pois assim os resultados serão melhores. E quem sabe nossos erros serão novos, para nos trazer novos conhecimentos, e não lembrando de erros passados.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Caí da cama

Bom dia, dia de feriado. Caí da cama hoje. Na verdade acho que dormi muito mais do que venho dormindo ultimamente, porque ontem "dormi com as galinhas", como se dizia antigamente. Ontem recebi um email, cujo assunto não era novo, mas que gera reflexões. Trata-se de uma "piadinha" sobre os engenheiros, que, por terem usado o conhecimento de forma indevida, acabam sendo punidos por Deus, com falta de tempo, excesso de trabalho e um ciclo restrito de conhecimentos e companhias.

Parece meio nebuloso, resumindo assim tão rapidamente, mas, sendo mais claro, essa história pode ser analisada pelo ponto de vista das prioridades. Já reparou quantas vezes pagamos as contas alheias, antes das nossas? Existem dois livros, "Pai rico, Pai pobre" e "Independência Financeira", cujo autor me foge à memória, cujos ensinamentos sobre finanças passam a seguinte mensagem: pague-se primeiro, antes de dar dinheiro aos outros; ou seja, coloque-se em primeiro lugar.

Esse ensinamento possui uma amplitude muito grande, sobretudo se o aliarmos à visão capitalista do trabalho nos dias atuais. Pense nas seguintes situações: ir ao clube, ir ao cinema, ler um bom livro, curtir a família, ou simplesmente ficar atoa. Para a maioria de nós, achar tempo para ir ao médico, ou fazer qualquer uma das atividades citadas, dentre tantas outras, é um luxo, pois precisamos trabalhar. Claramente, nos colocamos em segundo plano.

E, nesse caminho meio trocado, aparecem doenças modernas, como stress, tendinite, cansaço contínuo, deficit de atenção e tantos outros. Nos alimentamos mal, não nos exercitamos, e vamos nos desenvolvendo ao contrário, rumo às doenças que nos esperam não mais na velhice, mas na pós-adolescência.

O quadro pode parecer trágico, mas é. E precisamos, em conjunto, repensar nosso ambiente. Digo em grupo, pois o solitário que tentar ser diferente, vai ser chamado de atoa, de irresponsável ou coisas do tipo. Na era do empreendendorismo, ainda tão pouco compreendido, preocupar-se com saúde e coisas pessoais, apesar de fundamental, não tem tanto lugar assim nos padrões ainda bagunçados do nosso empresariado.

As coisas já começaram a mudar, é claro. Sempre existem visionários que se preocupam em mudar as coisas para melhor. Nesse caminho, desenvolvem-se as atividades ligadas aos recursos humanos, de tal forma que, pelo menos, volta-se a ter prazer em trabalhar, ao invés de congelar-se em uma rotina obrigatória.

Paguemo-nos primeiramente. E tenhamos prazer pelo que tenhamos que fazer. Acho que são dois bons conselhos. E antes que me questionem, não, não é fácil aplicá-los. Mas, volto mais uma vez, como tantas vezes voltei, a uma frase que me lembro de ter lido quando ainda tinha pretensões de me tornar engenheiro: "Não sabendo que era impossível, foi lá e fez".

terça-feira, 13 de abril de 2010

Força interior

Tenho ocupado parte do meu tempo com reflexões sobre como as coisas são e como poderiam ter sido, para entender porque cheguei onde cheguei. São pensamentos que vem e vão, com entendimento ainda incompleto sobre diversas coisas, e dúvidas diversas sobre os caminhos certos a serem seguidos. Às vezes me pergunto para onde ir, como, quando, e outras dúvidas que vão por esses caminhos.

Acho interessante como as respostas nos aparecem, sob roupagens distintas, quando nos abrimos para ouví-las. Mais surpreendente ainda, é ter a consciência de que as respostas não são novas, nem um pouco, visto que já andam comigo há muito tempo, desde que tive compreensão dos erros que precisam ser corrigidos. Força interior.

Parece coisa retirada do filme Guerra nas Estrelas, algo como "que a força esteja com você", mas é um caminho; se não o correto, parece-me plausível. Já ouvi, sob diversas vozes e diversas crenças, que somos mais fortes e mais sábios do que podemos imaginar. Corrijo-me: podemos ser mais fortes e mais sábios do que já somos, mas a preguiça não nos deixa.

Preguiça, apatia, descontentamento com as coisas à volta, e tantos outros motivos. O fato é que não fazemos a lição de casa e, em razão disto, somos condenados aos reflexos negativos da nossa inatividade. Sim, o orgulho em geral não nos deixa ver, mas somos responsáveis pela nossa evolução ou pelo nosso estado estático.

E nesse dia a dia de reflexões, de pensamentos meus, que às vezes divulgo aos mais próximos, compartilho essas linhas, esses pensamentos, pois que uma das minhas incompreensões é o egoísmo geral em se compartilhar pensamentos, como se a evolução geral fosse barrar a evolução individual. Opinião particular: medo ridículo e ignorante da concorrência alheia, em um assunto onde a concorrência inexiste.

Pense um pouco, e elimine a inveja dos bem sucedidos. Reflita e esforce-se, fazendo o que você já sabe que tem que ser feito. E não se esqueça do respeito mútuo, ao que convido-os a ler a frase que resume todas as religiões: "ama o teu próximo como a ti mesmo". Essa é a força interior.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tire as suas dúvidas

Anda se perguntando se algo é certo ou errado? Tem dúvidas sobre qual religião ou crença seguir, porque acha que todas tem falhas? Vou ser sincero: seja bem vindo ao grupo! Tenho vivenciado uma imensa dificuldade em me enquadrar nos pensamentos padrões, nas verdades absolutas, mutáveis de crença para crença. Como pode uma verdade ser absoluta e, sob diversos ângulos, ser cheia de detalhes a serem ajustados?

Recordo-me de um filme, cujo nome me falha à memória, que em determinada cena o tutor de um adolescente lhe leva a uma cachoeira, e lhe diz que todas as perguntas que ele um dia viesse a ter poderiam ser sanadas ali, na natureza. Nada me parece mais justo e mais adequado. Se por um momento, tomados pela conceituação padrão que nos é imposta desde criança, acharem que sou louco, observem-na.

Tudo caminha certo, do jeito mais simples possível. Os predadores não matam por sede de vingança, loucura ou prazer, mas por necessidade de sobrevivência. As presas, que em diversas situações são os predadores também, sabem que estão indo por um motivo nobre, para a perpetuação de sua espécie e de todo o sistema.

Será que temos o privilégio de sentir o mesmo quando assistimos a um assassinato nos noticiários diários, ou mesmo quando roubamos o que não nos pertence, por mais sutil que seja o roubo, como um sorriso alheio pela fome que se desencadeia de ações tidas por nós como simples? Claro que não! E fico aqui pensando, o quanto devemos invejar os seres irracionais, pois não têm a mesma capacidade que nos acompanha, mas carregam consigo a sabedoria do balanceamento entre as partes envolvidas.

Não, não creio que precisemos alimentar um sentimento tão limitante quanto a inveja; observemo-na. Com a natureza podemos aprender sobre ética, sobre a limitação dos seres mais jovens, sobre o cuidado que devemos ter com eles. Aprendemos sobre leis físicas de ação e reação, e que nossas ações têm sim impacto no futuro que nos espera inevitável.

Aprendemos que é lindo e reconfortante pensar em céu, em paraíso, ou mesmo no inferno para onde irão os maus, mas que isso não é necessário para que sejamos completos. Entendemos, se a isso nos abrirmos, que o "amor ao próximo como a nós mesmos", não reside senão no respeito mútuo na sua mais abrangente expressão, da qual ainda parecemos estar tão distantes!

Em cada ciclo evolutivo nós tivemos a crença que melhor nos explicou sobre o que somos e a que viemos, de acordo com o ciclo de cada um, em diversas maturidades misturadas. Nossa sociedade hoje já se encontra no estágio da integração, da percepção de que o respeito mútuo começa pelo respeito ao meio. Nosso orgulho de ser evoluído, sem nem ao menos sabermos quem somos, orgulho besta de povo ignorante sobre si mesmo, não nos permite entender que não somos deuses, mas apenas mais uma parte, apenas mais um grupo de animais, mesmo que com mais e melhores ferramentas.

Busque as soluções, e tire as suas dúvidas, mas abra o seu coração e a sua mente primeiro. Como se diz, em um provérbio antigo que sei lá de onde veio, mas que casa muito bem com uma frase de Platão que eu sempre adorei ("Só sei que nada sei"): é primeiro necessário esvaziar o copo meio cheio, para que seja possível acrescentar-lhe o conteúdo de outro copo cheio.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Meu presente

Mais um ano vai, mais um ano vem, é só nois na fita e mais ninguém! Sobrevivi a mais um ano, com cabelos, sem muita barriga e as contas vão bem, obrigado. Ganhei uma carteira (continua vazia), algumas camisetas, um sapato e vários sorrisos amigos, que vem me acompanhando ao longo dos anos, graças a Deus.

Um presente, todavia, me encantou em especial. Palavras escritas com atenção, com intenção e com intensidade. Olhos marejados ao proferir uma prece, em um momento não único, mas primeiro de integração. O meu presente, você presente. Em diversos momentos me perguntei se isso aconteceria, e se aconteceria com você.

Nas dificuldades da nossa curta jornada, somente a nós cabe o conhecimento dos degraus já engatinhados. Nas complexidades do dia a dia, em tarefas simples, em que suspiros escondidos de insatisfação substituiem reclamações abertas, cabe somente a nós a tristeza e a alegria de sermos quem somos.

Mas foi lindo, tudo lindo. Um bolo de bombons, um vinho sem muito doce, um ser maravilhoso. Alias, dois. Meu presente, você presente. Possa ser que você nunca entenda meus meios, meus métodos, meus sentimentos e minhas reclamações. Até então poucas vezes senti que o meu silêncio durante as refeições fosse por você meramente aceito, mas nem tudo são flores, no vaso florido da vida a dois.

Detalhes à parte, há coisas sem preço. Não que não possam ser precificadas, o fato é que seria uma afronta, um verdadeiro desrespeito mensurar coisas que precisam ser sentidas, e não vistas. Somos o que somos, e aos que nos rodeiam cabe a aceitação ou não. Simples assim. Eu a tenho aceito, e a recíproca parece ser verdadeira mas, e ai?

E ai que tenho meu presente, você presente. Aniversários são datas comuns para mim, porque são dias como outros. O que mudam os dias não são os nomes especiais que a eles atribuímos, mas as realizações especiais que fazemos ao vivê-los. O de ontem não começou muito bem, mas terminou digno de um rei, não cheio de ouro, mas aquele rei simples, que veio entre nós para entender e ser entendido, para oferecer conhecimento, e compreensão.

O tempo passou, e já não é mais ontem. O ontem morre a cada dia, e o futuro deixa de ser futuro, a cada novo amanhecer. Você, entretanto, hoje é meu presente, dia após dia, e nisso reside minha felicidade nessa data, pós data, e continuamente, você presente, meu presente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saudades da infância

Poxa! Estou aqui pensando na vida e me bateu uma saudade da minha infância! Acho que todo mundo já pronunciou essa frase: "eu era feliz e não sabia". Pense bem, e volte um pouco no tempo, pois cada um, a seu modo, poderá se lembrar de algo, e, quem sabe, acrescentar algo ao texto. A infância é uma época danada de boa, quando não precisamos nos preocupar com contas, compromissos, trabalho e tudo o mais que vem de brinde com a tão esperada maturidade.

Chuva? Não era na época motivo para se esconder dentro do carro ou embaixo de um guarda chuva! Ao contrário, eu sairia correndo, brincando de coisas simples, como corrida de caixinhas de fósforo nas enxurradas. Sujeira? Ah! Fale sério! Qual seria a graça em sair por ai bagunçando, sem se sujar um pouco? Hoje seríamos julgados pela aparência.

E as brincadeiras que deixamos para trás, como pique esconde, pular corda, amarelinha, andar de bicicleta e por aí vai. Acho que hoje muitas crianças devem substituir isso por um computador, na imensa emoção de sentir o vento batendo na cara (aquele que vem do ar condicionado). Não era tudo perfeito, mas era divertido pelo menos.

Hoje eu fico pensando como somos bobos na infância, querendo ter carteira dirigir, ser grande para sair por aí na hora em que quisermos. Acho que se eu soubesse que a diversão iria embora, junto com a maturidade, ou pelo menos uma parte dela, eu teria tentado ser peter pan; e hoje o entendo!

Mas nem tudo são flores, e nem tudo são espinhos. A ignorância infantil nos permite absorver conhecimentos que seriam ignorados, não fosse a falta de experiência. Da mesma forma, a maturidade nos permite aproveitar os conhecimentos adquiridos, o que não seria possível com "cabeça de ovo".

Saudades à parte, estou feliz por tudo o que conquistei e conquistamos. Comparo a vida de hoje com o que foi há séculos e vejo como tudo é mais fácil. Agora nos cabe aproveitar, brincar a vida e fazê-la melhor, para que as futuras gerações possam ter uma saudade da infância como essa, na consciência de que tudo melhorou!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Evoluções

Ontem eu lia um artigo sobre os novos padrões de rede sem fio, e fiquei pensando sobre como as coisas evoluem mais rápido do que imaginamos. Há uns 13 ou 14 anos, quando comecei a ter contato com computadores ligados em rede, tudo era bem mais lento, por assim dizer. Disquetes, modems, e muita, muita paciência.

Acho válido, notadamente pelo momento em que estamos, juntar isso ao resto. Em um sistema capitalista, dominado pelo capital eletrônico e transações imediatas, fica complicado imaginar as coisas "desplugadas", assim como as pessoas. Já não se imagina mais um profissional, ou mesmo um ser humano, sem um celular, um acesso à Internet ou algo que o conecte ao resto do mundo.

Twitter, Linkedin, Orkut, Facebook, e uma série de outras mídias de relacionamento já não são apenas uma opção. Dependendo da sua atividade, ficar fora de uma delas implica em ficar fora do mercado. E pensar que no começo as BBSs eram o topo da comunicação!

Nesse cenário, parece-me ainda que algo não acompanha a tecnologia: a evolução do pensamento humano. Será que ninguém se questiona sobre a necessidade de atualização humana para utilizar as novas tecnologias e também para gerar outras tantas? Será que ninguém se pergunta se isso ou aquilo serve mesmo para alguma coisa, e se a geral vai se beneficiar?

Veja o Brasil. Todos os dias vejo notícias otimistas sobre o mercado de telefonia, sobretudo no que tange à telefonia celular, Internet e acessórios, como se tivéssemos algo a comemorar. Sejamos sensatos ao responder a essa pergunta: será que realmente nós evoluímos? Como material de reflexão, ofereço-lhes apenas alguns pontos: nosso sistema de comunicações é precário e não dá conta de todo mundo ao mesmo tempo; praticamente não temos órgãos reguladores, porque os existentes não dão conta do recado; nossas operadoras são caras, oferecem a mesma coisa e ainda nos fazem crer que nos fazem um favor ao nos oferecer os produtos pelos quais pagamos um absurdo.

Não, realmente não acho que evoluímos. Como velhos e bons brasileiros, continuamos a consumir sucata tecnológica em todos os setores da economia, e ainda analisamos soluções para controle de mercado, como importação de etanol, que deixam claro que estamos ainda importando o que deveríamos exportar.

A solução é simples, e já foi muito discutida: educação. É preciso que tenhamos em mente que o mercado hoje exige conhecimento aplicado, e não mais conhecimento guardado em livros. Planejamento, organização, gerenciamento projetizado e tantas outras coisas são imperativos que dependem de material humano.

A discussão vai longe, e por isso, mais uma vez, deixo-os a refletir. Como podemos aliar a evolução tecnológica, real e diária, à evolução do pensamento humano? Como aliar os bits e bytes à moral da raça que deveria dominar a tecnologia, mas acaba, dia após dia, escrava e refém daquilo que criou? São muitas as opiniões, muitos os argumentos, mas convido-o a ter o seu, próprio. Isso já seria um primeiro passo para contribuir conosco na melhoria humana da nossa caminhada evolucionista.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Otimismo

Já notou que quando se está sem horizonte, sempre é possível olhar para os lados e ver alguém bem? Já passou pela situação de dizer "porque eu não tive essa idéia?"? Alguma vez em sua trajetória pessoal, profissional ou social, você sentiu que alguma coisa surgiu no momento certo, coincidentemente em uma situação em que você estava no seu melhor momento? Ainda não inventaram uma fórmula para o sucesso, mas é fato comprovado (não cientificamente, eu acho, mas se você observar à sua volta é fácil chegar a essa conclusão) que os bem sucedidos acreditavam que era possível.

Quando eu fazia minha primeira graduação, lembro de ver em uma placa de graduandos a seguinte frase: "Não sabendo que era possível, foi e fez". O autor, nesse momento por mim desconhecido, é algo irrelevante, frente ao conteúdo que acompanha a frase. Em diversas situações eu mesmo perdi antes da hora, por achar que o objetivo final era grande demais. Aqui, inclusive, puxo da memória um exemplo infantil, de um filme da Xuxa cujo nome não me recordo. Em frente a um muro que parecia imenso, a solução foi perceber que, na verdade, ele era pequeno; o "medo" de ultrapassá-lo é que o transformava em um desafio aparentemente impossível.

Dizem que no início de um projeto, quando se deseja criar algo novo, os pessimistas não são recomendados como integrantes da equipe. Posteriormente serão convidados, para lapidar as idéias originais. A razão disso é simples, tendo em vista que os pessimistas rejeitam idéias que poderiam ser possíveis, não fosse o receio de tentar. Assim sendo, quando for criar algo, quando tentar dar um passo nunca antes dado, tente esconder a parte pessimista que existe dentro de si mesmo, para que seja possível vislumbrar todas as possibilidades.

Sempre digo que o passado é algo presente em nossa vida, não para vivermos nele, mas no que tange às experiências e lembranças que nos tornaram o hoje, e contribuíram para o nosso desenvolvimento. No meu, e acredito que no de todos, consigo resgatar momentos em que eu simplesmente não acreditei que consegui algo, porque não era o meu padrão, mas em um momento de autoconfiança, eu me lancei com sucesso em novos vôos.

E nisso reside a chave para o sucesso: acreditar em si mesmo. Deixei erros para trás, abandonei vícios e conquistei vitórias. Não, não terminou. Ainda tenho muitas coisas a serem conquistadas, tal qual um descobridor dos mares, que depois de encontrar uma terra nova, como aconteceu no Brasil, ainda tem muita coisa a descobrir nesse novo ambiente de exploração.

Já fui empreendedor, e recomendo o caminho. Não restrinja esse termo incompreendido apenas ao campo profissional, pois nós, seres humanos, fomos criados para sermos grandes. Insira o otimismo em sua vida, como se dele dependesse o seu respirar, para que consiga ver onde os outros não vêem. Desta forma, da próxima vez em que passar por uma situação em que haja o questionamento sobre "eu poderia ter tido essa idéia", a parte bem sucedida será você.

É fácil? Claro que não, mas impossível não é. Você é casado? Lembre-se de que conquistou sua esposa(o). Você tem emprego? Lembre-se de como conquistou seu trabalho. Você acha que não tem nada, está largado às traças e olhando o tempo passar? Lembre-se de que você conquistou o direito à vida e isso, por si só, já é a maior das vitórias. E quando tiver medo de tentar algo, lembre-se de que, por mais engraçado ou irrelevante que possa parecer, você nasceu careca, pelado e sem dente, então o que vier será lucro; para que ter medo de ousar então?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Reencarnação

Mais uma reflexão polêmica. Espero que o preconceito religioso não impeça a leitura por alguns, mas não posso escolher por esses. Estava esses dias conversando sobre o assunto, e acho interessante registrar minha opinião. Primeiramente gostaria de deixar claro que procuro ter a mente aberta a possibilidades, desde que argumentadas de forma lógica e racional. Além disso, para amenizar as opiniões contrárias, gostaria de lembrar que Cristo, como dizem os escritos, viveu toda a sua vida de forma a demonstrar que devemos respeitar as crenças alheias.

Dito isso, gostaria de convidá-lo, ou convidá-la, a refletir sobre as opções que temos de existência. Segundo algumas religiões, como a Católica e Evangélica (ambas de base cristã), o ser humano possui apenas uma única existência material. Por existência material, quero dizer sobre a nossa vida na Terra, muito referenciada pelas coisas do mundo, materiais. Algumas outras, como o espiritismo (também cristã), o induísmo ou o budismo (que alguns dizem estilo de vida, e não religião), o homem possui várias existências.

Primeiramente gostaria de colocar alguns pontos, confesso até então sem muita argumentação contrária em discussões realizadas com religiosos do primeiro grupo. Deus, tido como nosso Pai, ama a todos de forma igual, sem distinções, e, como pai, nos criou à sua imagem e semelhança, de forma que temos garantido que estamos sob sua proteção, que nos vê e está em todos os lugares. Assim sendo, e considerando uma existência única, o que implica que não temos responsabilidade pelas coisas que vieram antes, como considerar sua justiça e amor, se alguns nascem com tanto, e outros com tão pouco?

Como poderiam ser explicadas as chagas humanas, os infanticidios, e toda sorte (ou nem tanto) de coisas erradas que acontecem no mundo, versus a riqueza e a saúde de tantos outros? Convido-os, também, a pensar sobre os desastres naturais; qual seria o seu propósito? Alguns me responderiam que isso é fruto do chamado pecado capital, a que os convido a refletir sobre a seguinte pergunta: se nem com a morte do filho de Deus na cruz, nos livramos desse pecado, a todos é garantido o inferno eterno?

Por fim, se assim considerarmos e, pois, teremos uma existência fatalista, seria errado pensar que apenas o arrependimento e uma extrema unção seria capaz de nos tirar do inferno, garantindo a eterna felicidade. Isso contraria o ideal de justiça, pois poderíamos matar e roubar a vida inteira e nos arrependermos para ter os céus, além de ir contra a teoria de livre arbítrio, que nos diferencia de robos, visto não haver razão em nossa evolução, já que ficaremos confinados, sem propósito certo, por um tempo indeterminado, chamado eternidade.

Além disso, seria também injusto considerar a evolução de hoje frente à da época cristã, já que nós não fizemos nada para merecer tal diferenciação. Pela luz da lógica e razão, pois, considerar apenas uma vida é, no mínimo, decretar uma falta de propósito em nossa existência, ao que os convido a nos prostrarmos em meditação eterna, tentando, ao mínimo, transcender aos limites dos olhos.

Não consegui ser resumido, pois o assunto em si vem de séculos de pensamentos. Mas vamos à segunda parte. Volto-me à Física para comentar sobre a lei de ação e reação. Se aplicarmos uma determinada força em algo, ela voltará na mesma intensidade. Lembro também do livre arbítrio, que nos dá a capacidade de escolher caminhos, e também de uma citação que muito me agrada "Só sei que nada sei", de Platão (pelo menos é o que dizem).

A teoria evolucionista, e a reencarnação, preconiza que somos criados ignorantes, passando por vidas múltiplas e contínuas, em que, por nossas escolhas, chegamos à perfeição. Alcançada essa glória, ao invés de virarmos anjos celestiais em contemplação eterna, colocamo-nos à disposição para ajudar os irmãos em sua busca pela perfeição, a todos garantida. Assim sendo, se eu matar alguém hoje, passarei por situações posteriores que me farão compreender o meu erro, de forma e compensá-lo à frente, seja nessa ou em outra vida; uma ação gera uma reação.

Desta forma, a justiça é feita, hoje ou amanhã, pois o nosso ser não se limita à morte da matéria. Além disso, esse pensamento explica os males da sociedade, e as causas naturais, que tem o propósito de iluminação coletiva pelas catástrofes, gerando comoção das massas e evolução de todos. A retirada de um cenário de contemplação eterna também nos convida ao trabalho pela nossa melhora, para que possamos ser úteis no futuro, além de chegarmos mais rápido à perfeição, diminuindo nossas "penas", por assim dizer. Seremos perfeitos antes ou mais tarde, pela nossa própria escolha; livre arbítrio.

Confesso, como disse à minha interlocutora dias atrás, que estou aberto a novas idéias. Tendo em vista, contudo, que as disponíveis atualmente são essas, cabe-me refletir e pensar que, à luz dos conhecimentos e compreensão que tenho, parece-me mais lógico preencher minhas dúvidas com algo que tenha propósito coletivo, já que as religiões nos ensinam a cuidar do próximo.

Gostaria de novas idéias, ao que convido o leitor a pensar e, caso tenha pontos de acréscimo ao que aqui foi escrito, exerça o seu dom de livre arbítrio, em prol de nossa melhora geral. O assunto é vasto, e seria pretensão minha imaginar esgotá-lo em poucas linhas. Pretensão semelhante a pensarmos, em nossa ignorância humana, crer que, em um universo dentre tantos universos, sejamos o único planeta habitado por criaturas inteligentes. Não estamos sós, e nunca estaremos. Não sei tudo, e ainda estou no meu caminho, mas essa certeza já me acompanha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Não achei título

Eu precisava escrever, somente. Após 163 textos, em um dia de baixa, não consigo pensar em nada para colocar no título. Aos que acharam que eu o tinha perdido por ai, fica o conforto da minha confusão interna. Por vezes usei esses posts como terapia, na esperança vã de superar ou entender alguma coisa. Até que para entender funcionaram bem, pois fico a refletir sobre as coisas após as letras, e até mesmo antes delas.

Ouço a chuva cair lá fora, enquanto ocupo-me aqui com meus pensamentos. Fico tentando entender a razão das coisas, inclusive das mais complicadas, que são de dificil resolução, e que, nos meus tempos de adolescência pura, eu procurava resolver com algumas horas de sono, deitado sob as cobertas. Puro desconhecimento das coisas.

Confesso que ainda tenho essas vontades, mas elas nunca funcionaram. Já tinha ouvido que dormir nas horas de problemas apenas posterga a solução, e hoje sei que é verdade. Ainda tenho resquicios da adolescência, período esse tão rico em dúvidas e aprendizados, mas tive que aprender que, por mais dificil que possa parecer, às vezes é preciso engolir em seco e continuar a andar.

Gostaria de ter respostas para tudo, e para todos, sobretudo para aqueles que mais amo, que estão mais próximos de mim. Mas essa falta de compreensão das coisas não me permite ser eu mesmo ainda, e ainda busco uma forma de o ser, sem que isso se sobreponha aos que estão à minha volta. Já tentei ser demais, mas não deu. Já tentei ser omisso, e sempre me machuquei. Na esperança de encontrar um meio termo, tenho procurado corrigir meus erros e melhorar os meus acertos, e acho que isso pode ser um caminho.

Deixei muitos pelo caminho, e esses muitos não foram somente pessoas. Oportunidades que não mais voltam, que vez ou outra assombram minhas reflexões sobre o que me tornei, ou sobre quem sou hoje. Lembro-me daquele conto sobre um cara no bar, que começa a se ver em vários momentos da vida e chega à conclusão de que está melhor do que todos. Assim sou eu hoje, embora não esteja 100%.

E aqui penso que 100% seria pedir demais. Como poderemos nós, com nossa limitada compreensão das coisas, dos sentimentos e das pessoas, esperar algo completo? Poderemos, no máximo, alcançar momentos isolados de felicidade, que nos darão o combustível necessário para os próximos passos, na espera de que os sorrisos voltem.

Tenho procurado ser bom, mas não é fácil. E sei que não agrado a todos, e nem poderia, porque cada um quer uma coisa, às vezes na direção e velocidade muito distinta da minha, ou da nossa. Procuro encontrar pontos em comum, mas às vezes parece-me que eles simplesmente não existem. E então me lembro dos sorrisos passados, das alegrias, dos perfumes e de momentos como aquele eternizado na foto, sob luzes e fotos, momento único nosso, que ninguém jamais vai entender.

Bom, se deixar eu vou adiante, sem hora para parar. Mas como disse acima, o dever nos chama o tempo inteiro, e já não podemos virar as costas e deixar o tempo passar; não se já temos compreensão sobre isso. Vou-me, mas deixo aqui meu texto sem título, na esperança de que eu mesmo possa entender onde o perdi, se é que o perdi, e que possa completar o tão comentado livro da minha vida, em várias vidas.