terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Música

Resolvi, mais uma vez, buscar o dicionário para saber a definição do termo. Achei essa interessante: "Arte e técnica de combinar sons de maneira agradável ao ouvido." Mas o que é agradável ao meu ouvido, o é ao seu? Possivelmente não, mas como diria um professor de música, a possibilidade de novos acordes beira o infinito.

Fico olhando um músico tocando um violino, que não possui demarcações fixas de notas, e penso até onde pode ir a criatividade de alguém, usando seus sentidos no auge de sua sensibilidade artística. Dou graças pelo fato de não gostarmos sempre da mesma coisa. Imagina que tédio seria o mundo, se fôssemos um som de uma nota só? Sentir o som, como cada um sente distintamente, é uma dádiva do ser humano que o aproxima dos aclamados anjos e santos.

Sons, vibrações, técnica e arte. Combinar a arte para gerar arte, agradável aos ouvidos semelhantes, não requer apenas técnica, mas sentimento. É preciso que nos coloquemos disponíveis para ouvir, para sentir o mundo à nossa volta, expresso em sua forma mais sutil e ampla através dos sons. Gosta de ópera, rock, blues, sertaneja, ou qualquer outro? Experimente sentar-se junto à caixa de som, em um volume em que ache o melhor, fechar os olhos e curtir.

São poucas as distrações que nos completam como a música. Somos músicos naturais, nos chiados contínuos e incompreensíveis aos outros, em nossa melodia diária de tocar o mundo. Somos, e somos, porque é preciso ser mais do que apenas essa massa corpórea que nos cerca, prisão limitada do espírito que nasceu para ir ao longe.

Quando quiser viajar, quando precisar relaxar ou se sentir alerta, quando quiser viver em lugares ainda não vistos, distantes de uma realidade às vezes dura, não tenha receio de se entregar ao seu "agradável ao ouvido". Não precisa ser o mesmo do meu, e é bom que não seja, pois assim poderemos festejar a diversidade, dando-me e dando-te a oportunidade de nos mostrar que existe mais além do que conhecemos, capaz também de nos encantar.

Música, expressão maior de nossa complexidade, ilustrada de forma clara pelos prodígios, e em sua sutilidade por nós mesmos. Somos músicos, e sejamos, no teatro, no churrasco, embaixo do chuveiro.

Nenhum comentário: