sábado, 8 de agosto de 2009

A Internet

Um dia alguém sonhou em conversar com o outro lado do mundo sem sair de casa. Bom, para ser sincero isso funcionaria também para o telefone, o telégrafo, e por aí vai. Digamos que, em um determinado momento, algo grandioso ocorreu, e redes de computadores, interligadas, possibilitaram ao homem expandir fronteiras sociais, comerciais e tantas outras.

Quem imaginou, na época em que tínhamos que esperar quase um mês para uma carta retornar, que o correio, como era anteriormente conhecido, ficaria obsoleto? E as compras? Antes uma atividade de lazer, através da qual não apenas adquiriam-se coisas novas, mas também relacionamentos novos, tornou-se algo prático, e frio. Passamos a utilizar essa ferramenta como respiramos, chegando ao ponto de que tudo parece impossível sem ela.

Não é dificil ver pessoas paradas em escritórios quando ela resolve tomar um tombo! Também não é tão complicado assim ver uma família inteira com cara de nada para fazer, quando a energia acaba e lá se vão os bits e bytes. A verdade é que não soubemos fazer da ferramenta uma peça apenas, e a tornamos a parte essencial, que deveria ser nós mesmos.

Livros, uma música de um violão, uma gaita, um piano; histórias contadas à luz de velas e tantas outras cenas que me vêem à cabeça, hoje tidas como "coisas dos meus avós". Quem sabe não devamos refletir sobre nós mesmos? A idéia não é que nos tornemos avós? Não é o caminho natural para todos, que nos casemos, tenhamos filhos e, com o passar do tempo, fiquemos vivendo, no máximo, a dois?

Parece triste, mas não é! A experiência acumulada, que nos permite aprender como utilizar ferramentas magníficas como a Internet, como diria a propaganda do cartão, "não tem preço". Mas o martelo, sem aquele que o utiliza, perde sua razão de ser, e por isso só talvez devêssemos pensar que a Internet, por mais brilhante que possa parecer, depende dos seres humanos.

Quando ela cair, lembre-se que alguém precisa levantá-la. Quando novos sites forem criados, são pessoas por trás deles. Quando pensar em não ter mais nada para fazer porque a energia acabou, saia de casa para caminhar e conversar com as pessoas, porque nós ainda existimos! Talvez assim possamos resgatar a idéia original de troca de informações e experiências, livres de correntes de emails, SPAMs que nos tiram do sério, e tantas outras utilizações erradas da ferramenta correta.

Há séculos isto seria escrito em um livro, e lentamente divulgado, quando o feito, a não tantas pessoas. Bendita a Internet, que me possibilita registrar minhas idéias e deixá-las para reflexões. Bendito seja o homem, que a criou, sabe-se lá sob qual inspiração! Bits e bytes, levem isso ao máximo de pessoas, para que possamos desligar a TV, cortar a energia, e, mesmo assim, continuarmos cientes e certos de que nós somos o fator importante, não os objetos criados por nós.