quarta-feira, 29 de abril de 2009

Curvas

Doces, delicados contornos que se estendem, que acompanham o horizonte ao próximo, contínuos caminhos que nos conduzem o pensamento. Detalhes, perfeições e imperfeições, características únicas que transformam o erro no belo, na mágica que envolve os sentimentos.

Cores, nem sempre cores, filhas da luz que bate aqui e ali, ocultando e tornando mistério o que toca. Nuances percebidas facilmente, facilmente ocultas, reféns da interpretação do coração que pulsa, que pulsa, que pulsa acelerado ou calmo, à espera de um perfume que atice os pêlos.

Pêlos em pé, embebidos pelo seu perfume que me vem aos pensamentos, que alimenta minha doces lembranças de nós, que decora minhas intenções futuras, nossos sonhos a dois. Sentimentos que se desencadeiam, frutos de curvas, de formas perfeitas que me brilham os olhos.

Perfeitos olhos que te veem, que te percebem mesmo na escuridão, auxiliados pelo tato, pelas mãos, braço, corpo, pele que segue as curvas, as minhas e as suas, que se unem em momentos de suor, levando-nos com delicadeza, com força, com intensidade.

Curvas, simples curvas, simples contornos de complexidade desconhecida, que nos impressionam os sentidos, que nos levam, me levam, te levam. Amo-te, pelas curvas físicas e espirituais, que se desenrolam em nosso caminho, desenhando curvas, idas e vindas em nossos passos, levando-nos.

Leve-me, levo-te, pelas minhas e suas curvas, pelas nossas que desenhamos, momento a momento, sentido a sentido, respirando compassada e descompassadamente, e assim se vão, as curvas de nós, dos nossos pensamentos, de nós mesmos no mais profundo de nossa essência, para que um dia não tenhamos a limitação da escrita para conseguirmos descrever, tantas coisas, com suas respectivas significações, e não apenas uma palavra: "curvas".

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