terça-feira, 21 de outubro de 2008

Alice no país das maravilhas

Não, eu não fumei! Deu vontade de escrever sobre algo fora do padrão hoje e, por isso, resolvi escrever sobre coisa alguma. Parece estranho mas, pense um pouco, o que é nossa vida senão algo semelhante ao caso da famosa Alice? Meio distante? Quem sabe então possa comparar com o recente filme chamado Matrix.

Pense nas teorias existentes sobre a origem e existência do ser humano; posso citar algumas formas de pensamento, que se confundem com religiões: catolicismo, espiritismo, budismo e, inclusive, o filme matrix. Existimos dentro de um ambiente temporário, no qual passamos parte da nossa existência e, depois, vamos para algum lugar, seja ele o céu, inferno, o mundo de lá, o mundo de cá, um criatório de nenéns que movem máquinas ou vamos conhecer o coelho da Alice.

Estranho? Talvez não; apenas ilusório, não paupável, fora da nossa realidade. Nossa realidade se resume aos parcos sentidos que temos, o que é pouco. Mas será que, por isso, não existe nada além? E, caso exista, o que será? Pode ser muita coisa, inclusive uma legião de jedis ou outras criaturas dos variados filmes que nossa imaginação criou, que povoam os nossos sonhos de olhos abertos.

Isso me faz pensar que nós, seres humanos, travamos verdadeiras batalhas por conta das nossas crenças, como crianças tentando se convencer sobre a profundidade da metafísica. Como pode haver verdade absoluta entre seres tão aquém do conhecimento absoluto? Como podemos nós, na nossa ignorância infantil, dizer que isso ou aquilo é melhor ou pior do que o do outro?

Pobre Alice, cuja cabeça ficou a prêmio; pobres de nós, que não sabemos onde está a nossa. Alias, pensando bem, fico com inveja da Alice, porque conheceu um monte de coisa em suas perambulações. Ou não, inveja não. Acho que fico apenas com saudades da minha infância, quando não era errado sonhar acordado, e todos à minha volta, amigos e amigas na nossa sapiência infantil, achavam normal pensar que o mundo poderia ser algo melhor, independentemente do que realmente o mundo fosse, porque, no fim, não é isto o que importa.

Um comentário:

Nana ♠ disse...

E eu pensava que o coelho da Alice fosse uma lebre.

Beijo, Gansolino! =***