segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O NOVO.. MEU NOVO..

O novo acontece de repente! Basta você saber olhar e admirar com simplicidade! Basta ter a sutileza nas palavras, basta ter a sensibilidade de perceber que a vida passa e se não dermos o devido valor em nós mesmos, nos tornamos sombras e muitas pessoas especiais também passarão despercebidas.

A vida é simples.. e cada dia que passa se torna um novo dia.. conhecemos novas pessoas.. temos novas oportunidades.. novos amigos e novos amores!

Amores velhos e desgastados se vão.. e novos vêm.. não por acaso, pois cada um que passa por nossa vida é de certa forma especial e contribuíram para nosso crescimento.. Mas o que é para ser velho.. passa.. e torna-se apenas lembrança! Velhas lembranças dão experiência e sabedoria para a concretização de um novo amor!

Você é meu novo!


★ Minha sintonia perfeita.. meu amor! ★

Escrito por Larissa de Araújo Almeida.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cabelos

Sinta o aroma, sua textura, o brilho que encanta e hipnotiza. Sinta! Deixe-se envolver pela sua graça, pelo poder que nos imobiliza em pensamentos indecifráveis, como uma criança que se encanta mil vezes com a mesma maravilha. Indecifrável! Permita-se deixar levar pela agradável sensação de não ter controle sobre suas emoções, inerte diante de tanta beleza. Permita-se!

Não há padrões, não existem formas perfeitas, apenas são, como são, e encantam pela naturalidade com que se permitem ser, iluminando a todos à sua volta, como o sol que nos aquece e que nos permite sonhar. Não há! Há, sim, a certeza de que precisam ser como são, aceitarem-se em sua beleza íntima, porque apesar de terem várias roupas, vários brilhos, encantam em seu esplendor máximo assim como são, simples, delicados, puros na essência. E, assim, com certeza há!

Os cabelos, longe do que pregam os padrões, têm que ser diversos, belos, sem belezas externas, porque só assim o são, como são; mas, para que padrões? Limitar paredes à liberdade amputa a arte natural que se vê, quando se está disposto a ver, e portanto é algo que deve ser trabalhado no admirador, não na obra admirada. Lisos, cacheados, enrolados, macios no início, e assim devem permanecer, aceitando-se pretos, louros, morenos e pardos, porque não somos iguais, não precisamos e não devemos ser.

Sejamos nós, assim como os cabelos, que são por si só. Aceitemo-nos durante o tempo, com as mudanças, tal qual devem ser aceitos, sem prejuízo à obra, que se torna mais valorosa quanto mais antiga se torna, pois acumula detalhes que a tornam rara, única, e não há tinta, por mais nova que seja, capaz de se comparar à antiguidade que a acompanha.

Cabelos, coisas simples, que caem com o tempo ou perdem a sua cor, como nós. Preocupemo-nos conosco, como temos feito com eles, cuidando com esmero, mantendo nossa cor, nosso aspecto agradável e belo. Cuidemos do que nos deixa belo, nossa essência, nosso interior, porque o externo é como capa, tal qual a tinta, que após algum tempo sai, coisa perene que não se mantém. Cabelos, nós, e sejamos belos, pois é o que nos cabe!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Olhar interior

Quando criança, eu via determinadas coisas que não vejo mais, porque eu mudei. Hoje vejo algumas coisas e, mais importante, as compreendo, mas antigamente não era assim. Não houve mudança alguma nos meus olhos, que continuam os mesmos, mas o tempo trouxe ao interior uma compreensão diferente das coisas; nem maior, nem menor, apenas distinta do que já foi um dia.

Somos todos assim, com percepções exteriores que não passam de reflexos do que vai por dentro, que se modifica constantemente, pela maturidade acumulada, pelo ânimo temporário, pelos sentimentos que vão no coração. Transmutações do que nos controla, cujas impressões precisam ser controladas, porque nem sempre são compartilhadas pelos outros.

Assim se faz um relacionamento, com adequação mútua das visões internas, para que não haja incompreensão pela forma como são vistos os mesmos quadros, sob o mesmo ângulo, mas com encantamentos distintos. E somos preconceituosos, acima de tudo, porque a nossa forma de ver as coisas é sempre a mais correta. Não, não precisamos estar sempre certos, e é preciso entender isto, porque é o detalhe que nos levará a uma convivência mais pacífica.

Guerras, discussões, verdadeiros apocalípses foram travados porque alguns resolveram empreender jornadas para provar que estavam certos, quando deveriam ter refletido como teria sido visto o seu próprio pensamento pelas outras pessoas. Assim teríamos a tão sonhada paz, cujo alcance ainda se faz distante, por não entendermos que ela engloba as diferenças; todas elas.

É preciso olhar, ver, sentir, e entender que não somos únicos, e que as nossas diversidades podem ser somadas, miscigenadas sem que seja necessário que nos anulemos uns aos outros, para que a convivência seja possível. Criamos todos os dias verdadeiros zumbis de sentimentos, zumbis de visão, pessoas inertes frente às impressões diárias; e ainda reclamamos que as pessoas são insensíveis.

Não sentir o mundo, nada mais é do que cegar o que vai por dentro, achando que o exterior nos basta. Construamos visões distintas que se respeitem, para que possamos acrescentar aos que vão conosco, engradecendo-os e nos tornando grandes. O olhar interior é o reflexo da alma, cuja evolução tão trabalhada pelas várias filosofias do homem precisa ser interna, mas, imperiosamente, precisa ser espelhada para o mundo, não como a opção, mas como uma delas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Suas barreiras: você!

Existe um conto que circula na Internet sobre uma empresa que em determinado dia resolve fazer o velório da "pessoa que estava atrapalhando o seu crescimento". Coloca informativos à respeito do velório e forma-se uma fila de funcionários para ver o "morto". Ao olhar para o caixão os funcionários saem atônitos, ao verem sua própria imagem refletida no espelho.

Vivemos em um mundo em que quase todos aceitam tudo sem reclamar, de relacionamentos amputados a empregos que matam sonhos. Estamos nos condenando a cada dia a uma vida sem realizações, porque estas precisam gerar alegria nos corações, e não apenas dinheiro no bolso. Um dia a velhice nos alcançará e seremos mais do que moedas de ouro; seremos o que fizemos de nossos dias produtivos, cercados ou não de recompensas de sentimentos.

Não é preciso que seja sempre assim, um mar de decepções, bastando que nos transformemos em construtores de relacionamentos afetivos, preocupando-nos com todas as partes envolvidas. Quando há foco no material, olha-se para si somente. É preciso olhar ao redor, percebendo que nosso crescimento está atrelado à caminhada conjunta que precisamos empreender.

Suas barreiras? Você mesmo! Porque nossos maiores medos são internos, e os maiores obstáculos a serem transpostos estão relacionados às experiências que tivemos, ou não, um dia. Entenda que a coordenação de ações não é algo a ser escolhido, mas sim um posto de acesso inevitável, porque os mais bem preparados precisam orientar os que estão no começo, e sempre será assim.

Enquanto nos amputarmos diante do medo consciente e inconsciente do nosso ser, continuaremos a adiar o inadiável, demorando mais em um estágio que poderia ser muito melhor aproveitado e transpassado mais rapidamente, retirando o ser inerte, para dar lugar aos líderes de multidões, líderes natos, que orientarão sem cobrança, com seguidores dispostos a todos os sacrifícios.

Pense e responda às seguintes perguntas: Em que você acredita? Quais são seus planos? As respostas são individuais, interiores, mas a diferença é a prática que se faz delas. Temos sempre escolhas, e seremos cobrados por elas. Nosso mais cobrador? O eu, porque somente nós mesmos temos a medida exata do que fizemos e do que deixamos de fazer, mas, principalmente, do que poderíamos ter feito, se não fosse o nosso medo incontrolável de sermos nós mesmos, em tudo o que isto representa.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fortaleza interior

Busque dentro de si mesmo e encontrará toda a força de que precisa! Soa como início de texto ou livro de auto-ajuda mas tem fundo de verdade. Alias, auto-ajuda, deixando de lado o cunho pejorativo do termo, nada mais é do que entender que nós temos as ferramentas necessárias para conseguirmos o que desejamos e, muito ao contrário do que muitos acreditam, sabemos usá-las; apenas não temos a coragem ou o estímulo necessário para tal.

Em várias situações nos surpreendemos a nós mesmos e aos outros. Alcançamos feitos inimagináveis, dos mais simples aos mais complexos, como dar um oi a uma pessoa amada ou inventar a cura para uma doença da humanidade. As barreiras são múltiplas e de intensidades distintas, simplesmente porque não são materiais, mas criadas de acordo com o íntimo de cada um, gerando medos particulares com conseqüências coletivas.

Fortaleza é algo que remete à idéia de uma carapaça, de uma proteção contra os ataques externos, mas não precisa ser assim. No nosso dia a dia, se nos tornarmos inatingíveis, também nos tornaremos inalcançáveis àqueles que poderiam ser nossos aliados na luta cotidiana. É preciso, ao invés de assumirmos o significado primo, entender fortaleza como a capacidade de mantermo-nos fortes, mesmo quando caímos, pois é preciso levantar e continuar a nossa edificação.

O interior por vezes é desconhecido, mas guarda as respostas para nossas dúvidas, nossos questionamentos existenciais sobre nossas reais missões quando aqui. A todos foram dados dons, que devem ser usados de acordo com a potencialidade de cada um, mas potencializados pela certeza de que, usados de forma correta, não trazem benefícios somente pessoais e imediatos, mas propagam-se de forma a permitir que sonhos se realizem.

Tal qual o construtor que idealizou e fez a primeira fortaleza física, precisamos de conhecimento; auto-conhecimento. E é preciso ousar, porque o medo que nos impede de dar o próximo passo, quando controlado, transforma-se em combustível de certeza de que os objetivos podem e serão alcançados, somente dependendo de nós mesmos; da forma como edificamos a nossa fortaleza interior e de como procedemos ao usufruto dela.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A arte de se conhecer

De acordo com a wikipédia, o termo arte vem do latin "ars" significando técnica ou habilidade. De acordo com eu mesmo e de tudo que venho aprendendo durante 29 anos dessa existência, conhecer significa aprender de forma teórica e prática; mas não assumo esta definição de forma absoluta e irrefutável. A arte de se conhecer, como título sugerido por uma amiga, remete, pois, à idéia sobre o desenvolvimento de habilidades que nos permitam entender de forma profunda sobre nós mesmos.

Parece-me meio teórico demais, ou complexo demais; sim, e muito mais que isto. A teoria precede a prática, pelo menos quando existe a preocupação com um final proveitoso. A prática que antecede a teoria, é repleta de realizações desastrosas, pois as quedas não podem ser evitadas, visto serem parte integrante do aprendizado. É claro que quando se conhece sobre um determinado assunto erros também são cometidos, mas erros em momentos mais complexos, em fases mais adiantadas do processo.

Conhecer-se a si mesmo é algo que exige algumas qualidades humanas que em muitas ocasiões são deixadas de lado, como paciência, honestidade, humildade e ética. É preciso ser moral para se conhecer, sob pena de assumir imagens distorcidas sobre o mundo e aplicá-las ao íntimo. Daí as habilidades, inclusive a de filtrar aparências, que nós mesmos criamos.

Conhecer-se é, antes de tudo, assumir que não nos conhecemos, para que, então, possamos nos observar de forma constante e detalhada, inserindo modificações que nos permitam ir além. A técnica da arte que possibilita nosso conhecimento precisa ser aplicada no dia a dia para que nos lapidemos, pois do contrário conheceremos apenas o superficial, pois a essência não aparece a priori.

A arte de se conhecer é algo que não termina; não tem começo e não tem fim, porque com o tempo começamos a entender que seria ilógico partir de nenhum lugar e chegar a lugar algum. Conhecer-se a si mesmo, permite entender o todo, assim como o nosso papel no meio, compreendendo que apenas se conhecer não é arte, mas egoísmo e solidão.

Que possamos refletir sobre nos mesmos, procurando não apenas descobrir nossos motivos interiores, mas entender de onde eles surgiram e quais são suas causas de nascimento. Somente assim, depois de muito tempo, entenderemos porque somos, para que somos e que não somos somente, mas exercemos nosso papel dentro de algo que ainda não podemos compreender, porque, entre outras coisas, ainda não nos conhecemos.