domingo, 6 de janeiro de 2008

Nacionalismo versus Racionalismo

Sejamos racionais, mesmo nas críticas! Como corrigir o erro, incitando-o? Antes de bater no peito, orgulhando-me da minha bandeira e demais símbolos nacionais, prefiro olhar ao redor, e no interior, e analisar as atitudes, que se fazem distintas, aqui e lá. Dizem que a fuga para outras paragens é o melhor caminho para encontrar lugares melhores, mas aprendi com as poucas experiências que tive, que não há como fugir de si mesmo.

Como fica a consciência, quando deita no travesseiro para o imerecido repouso, quando existe a certeza de que o errado prevaleceu sobre o certo? Que conflito ininterrupto é este que tira o sono dos não justos, pela clara informação de que, fazendo-se o pouco, poderia ter existido a contribuição para a correção do todo? Cada um possui sua parcela de responsabilidade, e o nacionalismo puro e ignorante é uma porção de veneno a se juntar ao caos já existente.

Reflitamos pois, porque o brasileiro não se comporta como tal em outros lugares. Pensemos o motivo de pouparmos o ambiente alheio, enquanto dilapidamos das mais diversas e nocivas formas, o que nos cabe como herança de nascimento. Pobreza, corrupção, falta de ética e outras chagas não são perpétuas e não devem ser tratadas como tal, pois apenas porque algo nos parece grande, não significa que seja impossível. "Por não saber que era impossível, foi e fez".

Racionalismo sim, porque não dá para ser utópico o tempo inteiro, acreditando que tudo se resolverá sem esforços, tal qual ficar rico ganhando na mega sena. Nacionalista sim, porque é preciso crer que a casa pode ser reformada, transformada em uma bela moradia, porque, do contrário, seríamos céticos em todos os lugares, porque não dá para fugir de si mesmo, da idéia certa de que deixamos de fazer nossa parte ao fugir.

O nacionalismo brasileiro precisa de educação, como o seu povo. E neste ponto é preciso entender que o processo educacional se faz desde pequeno, por exemplos, sendo responsabilidade de todos, não apenas da escola. Construir cultura, educação, ética e outras coisas leva tempo, mas é preciso começar, porque, tal qual o dito popular, "de grão em grão, a galinha enche o papo".

Sou nacionalista e quando penso em viajar quero conhecer meu país, porque para fazer compras não preciso ir lá fora. Temos maravilhas, diferenças culturais muito ricas, que precisam ser observadas com emoção, apreciadas como um enólogo aprecia um bom vinho. Ensinemos nossos filhos a serem éticos, "bons homens", como tive a honra de ser ensinado, porque não existe outro caminho.

Grandes caminhadas sempre começam com o primeiro passo e outros ditados. O povo fala o tempo inteiro coisas prontas, ditas por alguém, sei lá quando, mas não se dá o trabalho de refletir sobre elas. Façamos isto, pois, para chegarmos à conclusão de que elas são parte do que somos, por isto sendo ditas. Somos brasileiros e precisamos ser. Mas somos humanos e isto sobre aquilo. Façamos a abolição dos preconceitos, dos erros, corrupção e seus amigos, pois assim, racionalmente, seremos nacionalistas, fazendo o nosso pouco, construindo o nosso muito, corrigindo o todo que se partiu lá longe.

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