terça-feira, 18 de novembro de 2008

The love inside the words

It is not so easy to write about something that is made to feel, but we can try. I do not have the right formula to express or to nominate love, but I do realize that it is not a matter of what is said, but how it is said. Like some people say, we can ruin someone´s life with just a "good morning".

So let´s think about how we are saying things. I have to talk to a lot of people everyday, and it does not matter where, if it is in my work, in my home or elsewhere. And I have to confess myself that I and not always a too much kindly person. Sometimes whe forget that could be us out there.

The words have somethings inside, and we need to be prepared to make these things to be love. It is not that easy, but never impossible. So let´s try, going for some better, that have to start we our day by day. Like John Lennon said "You may say, I´m a dreammer, but I´m not the only one".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sons

Ouça-se, o que vem de dentro. Sinta-se arrepiar por algo que você não entende, que move suas emoções muito além do que você consegue controlar. Escute o som das coisas à sua volta, de todas elas, a musicalidade da alma que não se ensina nas escolas. Métodos, leis, teorias que nunca conseguirão ensinar o dom dos prodígios, dos verdadeiros musicistas.

Às vezes é como se o mundo fosse uma orquestra, de platéia imensa, cheia de surdos, vislumbrados pela maravilha que não entendem, pela beleza que demorarão a entender. Somos o que somos, por mais belo e incompreensível que sejamos, o que nos dá medo pelo desconhecido de nós mesmos.

Musicalidade; sons que vem do íntimo, alcançando notas tão profundas que deixam marcas, que não se apagam, que nos fazem como somos, belos, inteiros, perfeitos e imperfeitos, cheios de detalhes e únicos, a cada dia mais, mais intrigantes aos outros e a nós mesmos.

Os sons que nos perseguem, e nos fazemos surdos. Deixamos passar o som das crianças, das criaturas, animais, vegetais, o som do vento que nos leva a cenários já vistos e nos cria paisagens desejadas. O som do amor; sentimento incompreendido em sua totalidade, tal qual a vista parca de um iceberg, que esconde sua essência à procura dos verdadeiros interessados.

Somos sons, somos nós, música que nos encanta a alma e que nos alimenta o crescimento, o desenvolvimento. E não, não é preciso entender, conhecer, saber, basta fechar os olhos e sentir, deixar que os sons diversos que nos fazem como somos, nos ensinem a sermos, seres, seres humanos como jamais fomos, permitindo nossa essência, nosso eu, nossa verdadeira natureza gerar músicas, melodias, orquestras que ficarão pelos séculos, assim como a música da natureza, que se perpetua.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Educar nos novos tempos

Não tenho intenção de criar novos métodos, nem tão pouco de invalidar os já existentes, mas acho que precisamos repensar a forma como estamos educando as novas gerações. Tenho percebido avanços isolados, mas, pelo que parece, a filosofia da nota ainda perdura de forma preocupante.

Vejo, às vezes, documentários sobre pensadores, políticos, filósofos e sociólogos de épocas outras do Brasil, pessoas que se destacavam pelo poder de conduzir as letras, seja escrita ou oralmente. Esses personagens da nossa história possuiam uma quantidade de conhecimentos que, por si só, já os fariam respeitáveis. Mas, analisando o nosso atual cenário, perceberemos que possuímos mais conhecimentos que todos eles, dada a velocidade de propagação e assimilação proporcionada pelos novos meios de comunicação. Onde está a diferença então?

Vivemos no momento da cópia, do "tudo fácil", em que não se faz obrigatório o pensar. Nosso sistema educacional, ao invés de estimular o trabalho mental com as informações disponíveis, se limita a dar manutenção em um método arcáico, que visa ensinar a cartilha.

Acredito realmente que existe um trabalho em cima do desenvolvimento dos livros, das cartilhas, dos métodos e demais acessórios educacionais mas, penso que é mais importante saber o que fazer com todas as impressões que nos são passadas, vindas de todas as direções, do que simplesmente tê-las. De que adianta decorar fórmulas, se não se sabe o que fazer com elas? De que adianta tirar um dez, acertando cálculos de geometria, se nos falta a ética na hora de escolher um material para construir um prédio?

Não acho, tenho plena convicção de que os livros são condutores, mas não o devem ser em 100% do processo educacional, porque é preciso ir além do que está escrito neles. Do contrário, como surgirão as novas versões? Ou nos limitaremos a reeditá-los, corrigindo apenas erros de português?

Mas, para fazer pensar, é preciso criar educadores. Tire os livros das mãos dos nossos professores e teremos poucos que ainda conseguirão transmitir algo; já vi vários professores escravos do método, porque, aparentemente, não sabem sobre o que ensinam e não tem paixão pelo que fazem.

Assim sendo, antes de escolher sua profissão e chegar à conclusão que quer ser educador, pense se você terá amor pelo que faz. Pense se conseguirá transmitir conhecimento para a vida e não para as conquistas de notas. Além disso tudo, pense, inclusive, mesmo que já esteja perto de uma formatura: você deixaria seu filho ser educado por um professor como você?

Ainda acho que tudo tem solução, mas precisamos de trabalho, mas associado ao pensar. Pensar, refletir, criar, pois tudo isso não é apenas preciso, mas é necessário e imperativo, se desejamos sair do estágio atrasado no qual nos encontramos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Alice no país das maravilhas

Não, eu não fumei! Deu vontade de escrever sobre algo fora do padrão hoje e, por isso, resolvi escrever sobre coisa alguma. Parece estranho mas, pense um pouco, o que é nossa vida senão algo semelhante ao caso da famosa Alice? Meio distante? Quem sabe então possa comparar com o recente filme chamado Matrix.

Pense nas teorias existentes sobre a origem e existência do ser humano; posso citar algumas formas de pensamento, que se confundem com religiões: catolicismo, espiritismo, budismo e, inclusive, o filme matrix. Existimos dentro de um ambiente temporário, no qual passamos parte da nossa existência e, depois, vamos para algum lugar, seja ele o céu, inferno, o mundo de lá, o mundo de cá, um criatório de nenéns que movem máquinas ou vamos conhecer o coelho da Alice.

Estranho? Talvez não; apenas ilusório, não paupável, fora da nossa realidade. Nossa realidade se resume aos parcos sentidos que temos, o que é pouco. Mas será que, por isso, não existe nada além? E, caso exista, o que será? Pode ser muita coisa, inclusive uma legião de jedis ou outras criaturas dos variados filmes que nossa imaginação criou, que povoam os nossos sonhos de olhos abertos.

Isso me faz pensar que nós, seres humanos, travamos verdadeiras batalhas por conta das nossas crenças, como crianças tentando se convencer sobre a profundidade da metafísica. Como pode haver verdade absoluta entre seres tão aquém do conhecimento absoluto? Como podemos nós, na nossa ignorância infantil, dizer que isso ou aquilo é melhor ou pior do que o do outro?

Pobre Alice, cuja cabeça ficou a prêmio; pobres de nós, que não sabemos onde está a nossa. Alias, pensando bem, fico com inveja da Alice, porque conheceu um monte de coisa em suas perambulações. Ou não, inveja não. Acho que fico apenas com saudades da minha infância, quando não era errado sonhar acordado, e todos à minha volta, amigos e amigas na nossa sapiência infantil, achavam normal pensar que o mundo poderia ser algo melhor, independentemente do que realmente o mundo fosse, porque, no fim, não é isto o que importa.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Texto

Não sabia sobre o que escrever, tão pouco estava com criatividade para inventar um título. A contrário do padrão ao se escrever um texto, costumo criar o título primeiro, como idéia prima para surgirem as letras que formarão a obra. De qualquer forma, desta vez é apenas um texto, como tantos outros, cuja única pretensão é a de colocar idéias e preencher linhas.

Linhas e mais linhas que se seguem, mostrando que letras juntas formam alguma coisa, por mais abstrato que isso possa parecer, tal qual um quadro valioso que, por vezes, tem a idéia original apenas de expressar algo, não de valer algo. Assim são os textos, que muitas vezes surgem da nossa necessidade de exteriorizar as coisas, liberar a angústia e a alegria que encerramos em nós mesmos.

Um texto apenas, sem razão, sem noção e, dirão muitos, sem propósito. Mas, e daí? Nos preocupamos demais com os que nos rodeiam, perdendo tempo precioso que poderia ser melhor aproveitado. Sejamos nós; apenas. Cantar atoa, escrever atoa, divagar, imaginar e perceber o mundo. Cada um ao seu jeito.

Para mim, este pequeno texto já me basta como válvula de escape, gostem ou não. Afinal de contas, se o propósito deste blog é causar reflexão, aqui fica uma: de que adianta ter um monte de coisa, se não podemos ser nós mesmos?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Tempo

Comecei, apaguei, comecei de novo, apaguei outra vez. É complicado escrever sobre o tempo, enquanto ele mesmo passa. Cheguei à conclusão de que não chegamos a conclusões na maioria das vezes, nos limitando a assimilar o que nos passam, como verdades e enganos absolutos; ou quase. A nossa preguiça mental é tamanha, que nos impede de criar algo que fuja ao que já somos, impondo barreiras quanto ao que podemos e poderíamos ser.

Fui ali; resolver problemas. O tempo continuo passando e já estou alguns minutos mais velho. Trágico, ou nem tanto, porque o dito popular me torna mais maduro, e corrige meus problemas. Chego a pensar como é doce a ilusão popular de que o tempo, em sua insignificância isolada, consegue solucionar tudo. Fácil seria esperar pelas fortunas morais e materiais, enquanto nos regozijamos junto ao ócio exacerbado de nossa inércia total.

Não, não acredito que em um sistema em que o movimento tudo cria e modifica, possa existir razão em acreditar que o simples passar dos segundos, minutos ou qual seja a ordem de grandeza da movimentação temporal, seja capaz de gerar algum resultado que não somente o envelhecer dos corpos. Seria por demais cômodo, ter a certeza de que podemos nos limitar a nós mesmos.

O tempo é um professor, mas não por si só, e sim pelas experiências que nos permite abraçar. Cabe-nos, entretanto, a responsabilidade pela assimilação das aulas, assim como a prática dos conteúdos. Coloco-me aqui como um exemplo, a não ser sempre seguido. Tenho passado por aprendizados em que me coloco na posição de mal aluno, e em outras chego a quase mestre.

Mestres e alunos, em uma simbiose de ensinamentos de mão dupla, pois com a gama de conhecimento disponível, é impossível ser apenas professor. E assim vai o tempo, conduzindo-nos para o inevitável futuro que algo ou alguém maior nos reserva, em que nos encontraremos com aquele fator que nos impede hoje de crescer, mas que será perfeito um dia, transformando-se em mola propulsora do crescimento de outrém: nós mesmos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

First of many

I decided to initiate a new fase in this blog. As a way of practicing my not well trained English, I will write some texts in this language, from now one. Maybe it could be good for anyone for training reading too, and so I would not only helping me, but anyone else either.

Because of the time that I stopped my learning in this idiom, I will maybe do something wrong, but I think that is the way we all learn: by making mistakes and trying not to do it again. So, as a thinker and also a student, I will accept corrections, and I will be also thankfull.

To practice is the way that all of us use to make better on something. Sports, intelectual, professional skills and a lot of things need to be done several times for us to achieve what could be accepted like been good in something. In the beginning it is difficult, and, for writing, for example, the words disappear. We need to think about several ways to express the same thing, and, sometimes, we stay out of the right word ou meaning.

Like walking, we fall and need to stand up, to be better in the future. Well, that is all for the moment, because I also do not have to much to say for now. I am happy to have this to show others that is not impossivel to restart and we always can came back to do things to used to be like breathing.

domingo, 24 de agosto de 2008

Momentos ideais

Diz-se que a sorte é a união da oportunidade com o preparo adequado. Há outra "teoria", que preconiza que as oportunidades não surgem, mas são criadas, pelo esforço individual de cada um. Ora, se a preparação é uma atividade que depende de um esforço específico, chega-se à conclusão de que a sorte, comumente interpretada como um ato ocasional sabe-se com qual origem, nada mais é do que uma ação que pode ser planejada, cujos resultados são perfeitamente mensurados.

Passamos pela vida, sem interagir com ela, em várias situações. Deixamos os grandes amores, as grandes lições, as ótimas colocações e tantas outras coisas irem, sem nem terem vindo, em função do nosso ócio físico e mental. Colocamos a culpa em um destino incontrolável, como forma de racionalização, quando deixamos de nos permitir que nos tornemos melhores.

Sejamos racionais, sejamos honestos, mas com o nosso eu. Passemos de uma vez por todas a assumir nossas responsabilidades em nossas próprias vidas, oferecendo-nos meios para que possamos dar o próximo passo no momento certo. Não é necessário que criemos novas ferramentas; basta-nos utilizar adequadamente as que já temos.

Quantas vezes sentamos em uma sala de aula de corpo presente, com o pensamento longe, deixando passar o conhecimento que era exposto? Em quantas inúmeras situações nos ocupamos com atividades fúteis, relegando a segundo plano nossas obrigações primárias? Olhemos para trás, fazendo um mapa sincero de onde poderíamos nos encontrar, se tivéssemos realmente dado a devida a atenção a tudo o que já esteve em nossas mãos!

Existem exceções, claro. São as pessoas que não nasceram em berço de ouro, que não tiveram tantas oportunidades quanto nós mesmos, mas que nos causam admiração, para não citar inveja, pela carga negativa que o termo e o sentimento a que se refere carrega. São pessoas que entenderam desde o início, ou antes de nós, que muito mais importante do que a quantidade é a intensidade com que se absorve as impressões do mundo.

O que nos impede de sentir um perfume em sua essência, além de nós? O que nos impede de não apenas ver, mas apreender o visual a nossa volta, além da nossa própria visão turva? E se nós mesmos somos os responsáveis pelos nossos resultados, porque ainda não largamos o ócio improdutivo, para nos permitir carros do ano, amores e todo o resto de conquista, como conhecimento e autoconhecimento?

A sorte, reflitamos, não é para poucos. As riquezas, materiais ou não, não se limitam a poucos privilegiados. A felicidade, que tanto buscamos através de diversos estímulos, está mais próxima do que pensamos ou vislumbramos. Hoje tenho um momento daqueles ótimos, em que consigo ver que se tomar as decisões certas, terei um futuro brilhante.

Hoje? Sabe quantos momentos deste eu tive em minha vida? Todos! E, infelizmente, não soube aproveitá-los, absorvendo apenas uma ínfima parte do que poderia ter captado. Mas não acho que devamos lamentar apenas, pois, como já foi dito, não podemos corrigir o passado, mas é sempre possível, através de nós mesmos, desenvolver um presente glorioso, e um futuro fruto dele, cheio de realizações. Assim, no futuro, nosso passado será digno de lembranças boas, recordações de conquistas, e usufruto das glórias!

domingo, 3 de agosto de 2008

Incompreensão

É impossível agradar a todos. Em vários momentos tentei em vão conciliar pessoas, situações e filosofias e, a cada dia, me convenço mais de que não posso me culpar por não conseguir deixar felizes todos à minha volta. Nesses momentos, procuro refletir sobre o que considero importante, de forma a satisfazer meus ideais, sem assustar demais o mundo com minhas idéias próprias.

Motivar-se não é algo tão simples em um mundo de situações e pessoas variadas; níveis evolutivos distintos que se confrontam e procuram co-existir de forma perfeita. Não acredito na perfeição terrena, achando, inclusive, que estamos muito longe dela. Em momentos bem únicos nos damos o doce prazer de começar a entender o que seria a perfeição que nos está prometida, mas ainda não passa de um entendimento sobre arte, vindo de uma criança.

Somos verdadeiros e constantes incompreendidos, porque dentro da nossa limitada capacidade do mundo que nos cerca, não conseguimos aceitar que outros têm entendimentos diferentes, querendo tudo à nossa volta do nosso jeito, num misto de egoísmo e orgulho exacerbado. Incompreensão é algo que nos cerca em nossa caminhada, sobretudo a falta de entender o que nós mesmos somos e pretendemos ser.

A evolução, a maturidade, não pode se limitar a um crescimento aparente. Crescimento isolado, tão comum no ciclo natural das coisas, nos limita a coisas, engrenagens de uma máquina que não pára. Somos, em diversas situações, convidados, e até mesmo forçados a olhar mais profundamente as coisas. Nesses momentos, em que nosso interior se confronta com o que nos cerca, acabamos tendo que abrir os olhos e entender que é preciso dar o próximo passo, sob a pena individual da estática de nós mesmos.

Incompreensão, compreensão, entendimento mútuo, individual, particular. Essas coisas, que nos limitamos a analisar sob o nosso próprio olhar, apenas, nada mais são do que visões distintas do complexo em que estamos inseridos e que, forçosamente, fazemos parte, tendo nossas responsabilidades. Procuremos, pois, não incompreender o alheio, mas perceber que fazemos parte dele, muito mais do que imaginamos, assim como ele mesmo nos influencia.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Processo de contenção de idéias

Bom dia. Resolvi responder um comentário com um post novo, já servindo para movimentar esta casa cheia de teias. Dentro do propósito deste "projeto pessoal", acho que isto se torna mais edificante do que uma simples resposta a um comentário pertinente.

Parece-me contraditório escrever sobre um "processo de contenção de idéias" em um lugar que se propõe a estimulá-las, mas, afinal de contas, a análise do comportamento humano não pode se restringir aos momentos felizes ou aos de sucesso. A História, inclusive, já nos mostrou que as tragédias são férteis para a geração das mais diversas obras de arte.

Mas, pensando assim, não se tem, então, um processo de contenção, mas de estímulo. Certo pensar assim, pois que o ser humano tem, em sua essência, o poder e as ferramentas para prover a criação de toda sorte de invenções, em seu benefício ou de outrem. Passamos, pois, por fases, tal qual a lagarta que se isola em seu casulo, para permitir que surja a beleza do bater de asas de uma borboleta.

Assim me encontro, em um dos meus altos e baixos de movimentação constante, em que alegram-me determinadas conquistas, enquanto trabalho arduamennte pela sustentação destas mesmas e para a edificação de novas, caminhando por degraus de conquistas diárias, que estimulam minha alma, mas sugam minhas energias materiais, tornando necessária a fuga temporária de determinadas atividades.

Queria eu ter uma vitalidade infinita, potencializada, sempre no ápice, em todos os momentos. Não sou assim. Preciso, ainda no estágio em que me encontro, de momentos de relaxamento, férteis estímulos ao meu pensamento, em que faço balanço das derrotas e vitórias, procurando entender que os suores aparentemente despejados em vão, são os mesmos que serão analisados futuramente como os degraus imperativos para alcancar os altares em que me encontrarei.

Processo de contenção de idéias; não, e não também aos motivos sabíveis e cabíveis, direcionados por um olhar parco e rápido, de uma coisa mais complexa do que se pode imaginar, cuja extensão ainda não nos é perceptível. Mas não também para a complexidade, pois que prego a simplicidade da existência, seja no pensar como no agir, nessa nossa vida em que todos somente querem ter.

Contenho-me agora, aguardando e trabalhando pela explosão de tudo o que posso ser. Aos meus incentivadores, aos meus impulsionadores, notadamente pelas suas críticas, meus agradecimentos. Convoco-os para um acompanhamento de mim, disto e de si próprios, pois que os momentos por mim utilizados para reflexões não são somente meus, assim como não apenas eu os posso ter. Sejamos críticos de nós mesmos, porque, como me disseram um dia, para alcançar o próximo passo, é preciso deixar de lado a nossa zona de conforto.

sábado, 19 de julho de 2008

Valores

O mundo capitalista nos transformou em contadores de riquezas! Não limito esta visão apenas ao sistema capitalista, bem mais recente, mais ao comportamento humano guiado por posses materiais, notadamente representadas pela figura do ouro e metais preciosos. Transformamo-nos, gradativamente, em seres ocos, cujo único objetivo é o de alcançar bens palpáveis; certo, estou generalizando, porque nem todos são assim.

Apesar dos esforços pontuais recentes, já não se preocupa tanto com o que vai por dentro, tanto na hora de analisar as pessoas à nossa volta, quanto em relação a nós mesmos. Os nossos objetivos, nossos planos, nossas metas pessoais e profissionais não levam em conta nossas preferências e sentimentos, as verdadeiras causas de um sucesso provável.

É preciso ter tesão pelo que se faz, deixando de lado neste caso o significado pejorativo ou sensual atribuido ao termo. É imperativo que os desafios, os empreendimentos, as realizações e seus sucessos e fracassos sejam sentidos, percebidos por nós em sua totalidade, dando-nos a real sensação do dever cumprido, ou não.

Os valores, que já não temos mais, são peças determinantes construir castelos sólidos em uma vida passageira. Esses valores, que "estão fora de moda", são a diferença sutil entre um projeto de sucesso e outro que apenas aparenta ser bem sucedido, porque as imagens se perdem com o tempo e as máscaras, cedo ou tarde, acabam caindo, revelando o que vai por dentro.

Vivemos em um mundo em que valores morais parecem não ter mais o mesmo valor que já tiveram um dia. Perecemos em uma sociedade que reclama de suas mazelas, mas que não se dá o direito e o dever de fazer a sua parte, por estar muito ocupada com detalhes passageiros, que não farão diferença alguma no final da obra.

Somos, e precisamos ser, a cada dia melhores. Roupas, carros, cascas superficiais de nós mesmos, não nos darão nunca a base para que nos lapidemos de forma contínua e permanente. Volte-mo-nos para o que é realmente importante: nós mesmos. Como já foi dito antes, não se pode mudar o mundo todo, mas é perfeitamente factível empreender melhorias significativas em nós mesmos. Basta querer, mas é preciso entender-se e permitir-se, trabalhando cotidianamente, ininterruptamente, por aquilo que realmente conta: você.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Construção de sonhos

Vou confessar: tentei vários inícios para esse texto, mas não achei nenhuma idéia que fosse sensacional e merecesse ser colocada aqui. Então vou partir para algo mais impessoal, porque assim fica mais fácil expor a idéia que realmente desejo colocar. Afinal de contas, quando se detalha demais algo, corre-se o risco de tornar-se incompreensível.

É comum falarmos sobre sonhos quando dormimos, mas não é a isto que me refiro. Outra utilização comum está ligada aos nossos anseios, projetos, visões, desejos pessoais ou conjuntos de ter, realizar ou ser algo ou alguém. Isto sim é interessante para ser analisado, porque apesar de parecer algo extremamente complexo, não passa de uma consequência de auto-conhecimento.

Pesquise sobre grandes nomes da História e existirá algo em comum: eles acreditavam nas suas próprias idéias e, sobretudo, em si próprios. Ter confiança em si mesmo não é algo simples, porque infelizmente somos ensinados a aceitar as coisas como são, respeitando o padrão da sociedade. Mas o que é certo e o que é errado?

Certo e errado são idéias criadas pelos homens, que mudam de acordo com a compreensão que passam a ter sobre as coisas da natureza. Os certos se modificam, à medida que o ser humano adquire maturidade, conhecimentos científicos e, principalmente, evolução moral. Partindo disto, chega-se a uma conclusão simples de que, na prática, não há verdades absolutas.

Porque então aceitar a idéia de que algo é impossível? Porque então acreditar que sonhos são apenas sonhos inalcançáveis, sem possibilidade de concretização? Sonhos são, primeiramente, projetos, e como tal devem ser tratados. Projetos precisam de organização, trabalho, objetivo e atividades de correção, até que o produto final apareça.

Contruir sonhos passa pela fase de se convencer de que o mundo não é ruim como muitos pintam. Posteriormente, é preciso colocar idéias em prática, de forma organizada. Lutar e trabalhar por objetivos é fundamental, porque nada se consegue sem esforço. E depois é só colher os frutos, dos sonhos já realizados.

Parece meio mecânico? Controlado demais? Claro, porque os sonhos são, acima de tudo, algo que empolga nossa imaginação. Portanto, além de tudo o que já foi dito, é preciso sentir, antes, durante e depois, porque somos seres humanos, humanos, não apenas seres, cujos sonhos, mais do que realizações, precisam ser aceitos, verdadeiramente, como sonhos a serem realizados.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Caminhos

A vida nos leva para rumos que às vezes não compreendemos; levamos a vida para caminhos que não esperávamos, sendo surpreendidos por atitudes inesperadas. Escolhas, decisões, pessoas e situações; coisas que vão passando pela nossa tela interativa diária, que nos permitem crescer de forma mais rápida ou mais lenta, apressando às vezes o dinamismo com que nos tornamos seres mais puros.

Caminhos existem muitos, através dos quais alcançamos os nossos objetivos, embora seja imperativo, primeiramente, que eles existam. Não se pode chegar no final, sem definir qual será ele; ou melhor, é possível, mas qualquer um parecerá satisfatório, sendo, ao mesmo tempo, qualquer um deles o final não desejado.

Nossas insatisfações, nossas reclamações de nós mesmos, na maioria dos casos não passam de desconhecimento do que somos e, principalmente, do que pretendemos ser. Não traçamos um rumo provável, com coisas desejáveis e, quase sempre, quando o fazemos não nos colocamos com a postura adequada para que nossas conquistas aconteçam.

Abandonamos ideais, deixamos de lado nossos anseios, nossas inspirações, nossos motivos interiores, reflexos de nós mesmos, necessários para o nosso eu. Colocamo-nos em uma jaula virtual que nos impede de ser, e que nos condena a uma rotina desgastante, onde o desgaste afeta não o nosso físico, mas o que ia dentro do nosso coração. Adormecemo-nos, e o que era possível realidade, torna-se sonho inalcançável.

É preciso mudar, é preciso escolher, é necessário que sejamos nós. Libertemos o eu, para que ele consiga existir em sua plenitude, arriscando nosso comodismo em prol de nós mesmos. Nossa zona de conforto desconfortável precisa ser deixada para trás, transformando-se em história; contos futuros do passado quando colocaremos nossas vivências para os que virão.

Assim estaremos no caminho, nos caminhos que a vida nos trás e que podemos escolher, ou não, a forma como serão percorridos. Decidir, mais importante do que escolher, é levar adiante as metas propostas, para que possam se transformar em coisas prontas, que trarão, independente do resultado, frutos de crescimento e desenvolvimento.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Projetos

Pare, pense: o que é a vida senão uma seqüência ininterrupta de projetos a serem iniciados, colocados em prática e concluídos? Já comecei muitos, deixei uns pelo caminho por concluir, e comemorei o final de vários. Alguns me deixaram na vontade, na dúvida de como teria sido se eu os tivesse permitido começar.

É assim, depende de nós mesmos dar o pontapé inicial, dominando o nosso medo interior, que nos impede de alçar novos patamares em nossas vidas. Projetos, planos, realizações; listas e mais listas de coisas, conhecimentos e experiências que precisam ser adquiridas, até que consigamos mostrar para nós mesmos e para os nossos e outros que podemos ser algo melhor, através de atos e realizações.

Não sou perfeito, não cheguei lá ainda. Não estou pronto, não sei tudo, não dou conta de tudo. Tenho me sentido impotente diante de tanta coisa que não dou conta de controlar, tantas interpéries não calculadas que insistem em tomar o rumo da minha vida. É difícil controlar tudo e, o mais importante, é preciso entender que não podemos controlar tudo e, em várias situações, é preciso se deixar levar.

Não fui o primeiro da sala, não me formei primeiro e também não fiquei no curso que meus pais queriam. Não me mantive puro diante das tentações desnecessárias, não deixei de fazer coisas erradas e não tenho hoje, o que talvez eu pudesse ter, não fosse minha teimosia em fazer as coisas do jeito complicado. Não consegui sucesso, ainda, não cheguei ao topo, mas consigo olhar para cima e me ver lá, desde que eu faça esforço e consiga manter o foco.

É complicado olhar à volta e ver tantos prontos, tantos se dando bem, tantos com tanto, fazendo aparentemente tão pouco. Não sabemos a história de cada um, o quanto se esforçaram para chegar onde estão, e por saber de algum, me admiro pela história deles. Tenho muito a aprender com eles e elas, não mais apenas com meus pais, que já foram minha única fonte de inspiração.

Hoje trabalho-me para exercitar a humildade dos grandes, cuja maturidade já lhes permitiu entender que, para ser grande, é importante entender que não se é, pelo menos não sozinho, crescendo solitariamente. Somos o que somos para sermos para os outros, não para nós, e por isto mesmo é necessário que aprendamos a admirar as conquistas alheias, lutando pelas nossas, utilizando o externo como algo positivo que todos podem alcançar, desde que façam o dever de casa.

Humildade, ausência de orgulho, paciência, resignação. Crescer não é fácil, mas é preciso. Continuo buscando minhas metas, tomando minhas decisões e lutando pela minha felicidade. O que me consola são os sorrisos que planto, cujos frutos não alimentam apenas à minha parca necessidade, mas se espalham como inspiração coletiva para nós, que tanto precisamos disto.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Desabafo

Tem tempo que não faço isso, e acho que a primeira vez em público, mas colocar as angústias e insatisfações para fora é bom; algo como um tipo de terapia pessoal e individual, em que se compartilha as coisas ruins com os outros. Afinal de contas, não permanecemos o tempo inteiro felizes, assim como não acredito que consigamos atingir o ápice da nossa felicidade por enquanto.

Trabalho, família, amigos, planos para a vida profissional e vida pessoal; são muitas as coisas que nos passam pela cabeça. São problemas em busca de soluções, decisões em busca de atitudes, pessoas à nossa volta que não compreendem o quanto podem nos influenciar, positiva e negativamente. E nós, que nos deixamos levar por idéias, opiniões e situações, sobre as quais temos sim o poder de escolha.

Ninguém é obrigado a fazer nada e, ao contrário do que muitos acreditam, todos temos escolhas. Mas escolher, implica em responsabilidades, o que poucos desejam assumir. Escolher pelo melhor caminho nem sempre implica em seguir o caminho mais fácil, mas com certeza isto trará melhores frutos, sorrisos mais satisfatórios e comemorações mais realistas e prazerosas.

Crescer não é fácil. Amadurecer tem a parte boa, porque nos tornamos mais preparados para os desafios vindouros e atuais, mas nos tornamos parte de algo que não podemos simplesmente deixar de lado. As contas, as cobranças, são o de menos. O mais importante é que pessoas passam a depender da gente, seres que serão muito prejudicados caso não façamos a nossa parte.

Começamos a entender que estamos aqui por um motivo simples: preparação. Nada mais claro do que nos lapidarmos a cada dia, nos tornando mais fortes, mais preparados, dispostos e capazes para enfrentar o que nos espera, por nós mesmos e, principalmente, pelos outros; filhos, irmãos, pais, namoradas e namorados, esposos e esposas, enfim, uma série de pessoas que conhecemos ou não, e que contam muito com o nosso sucesso, porque dele dependem suas vidas.

Sucesso não é só fama, poder, dinheiro. Ser bem sucedido é chegar junto às pessoas que nos amam e ser querido. Estar no topo é ser reconhecido pelas pessoas que nos admiram, pelas que nem nos conhecem e, mesmo pelas que não nutrem os melhores sentimentos por nós, ser detestado, por ser bom no que se faz, por fazer algo que contribui para alguma coisa.

Eu acho que sou capaz de muita coisa, e confesso que em muitas situações não tenho sido reconhecido a contento. Mas, e daí? Orgulho inocente e infantil, que nos leva a crer que apenas o reconhecimento alheio nos traz realização; auto-realização é algo que depende de nós mesmos e do quanto podemos nos transformar naquilo em que acreditamos ser o ideal.

E os nossos ideais? Para onde foram? Eu ainda acredito na bondade das pessoas, no amor, em um mundo sem guerras, sem todo o tipo de sordidez que vejo todos os dias. Acreditem comigo se quiserem; não o façam, se isto os fizer bem. Continuo eu, assim, meio diferente e único, como todos nós, seguindo o que acho certo, porque, no final, meus ideais, minhas realizações, minhas conquistas e evoluções, serão um patrimônio meu, reflexo da forma como passei por aqui, das contribuições que deixei.

Para mim isso basta, e me deixa feliz. Doce ignorância dos que se contentam com pouco, na grandeza do homem que se transforma, pouco a pouco, no anjo que habita seus sonhos, traduzindo amor em atitudes, em crescimento, em benéfices que serão multiplicadas aos tempos, como exemplos da divindade em que muitos acreditam, mas que poucos entendem dever ser procurada e encontrada em si próprios, como filhos do criador, à sua imagem e semelhança.

sábado, 31 de maio de 2008

Aniversário dos anjos

Acordei pensando em um anjo hoje, refletindo sobre a diferença do dia de um aniversário para o resto. Conclusões, pensamentos, certezas sobre algumas coisas a serem colocadas em prática. Será este um dia especial? Será este mais um?

Aniversário não é um dia à parte; é um dia comum, como todos os outros, sem nada de mais. Estanho então comemorá-lo como um acontecimento único? Não tanto! Pensemos um pouco nos anjos, naqueles seres perfeitos em que um dia nos tornaremos, e entenderemos o motivo pelo qual o aniversário, assim como todos os outros dias, são normais; assim como todos os dias ditos festivos.

Geralmente em datas comemorativas nos mostramos mais alegres, mais solícitos, mais tudo um pouco de bom que carregamos em nossa essência e que, em momentos específicos, permitimos aflorar, mostrando-nos aos outros como realmente somos ou queremos ser. Por que deixar essas benéfices para dias isolados? Porque carregar o ouro que nos cabe e nos pertence em apenas um dia por ano?

Feliz dia, felizes dias todos do ano em que temos que viver nossa solidão conjunta, trabalhando por nós mesmos e pelos outros. Dia de aniversário é comum, sendo único a ser seguido nos outros, porque nos lembra algumas coisas, as quais lembro ao me lembrar do meu anjo.

Somos únicos, belos, perfectíveis e seres que merecem admiração. Os dias nos lembram que estamos vivos, e que viver é bom, por mais dificuldades que tenhamos, por maior que seja o peso que nos cabe na nossa jornada evolutiva. Somos, por fim, todo o potencial que vemos à nossa volta, porque tudo faz parte de tudo, integrando-se de essência em essência.

Feliz aniversário meu anjo, porque você merece. Feliz, porque a você, assim como a todos, foi dado o dom da vida, o dom do sorriso e, principalmente, o dom da consciência sobre todos os presentes e sobre aquele mais valioso, que insiste em te acompanhar, e o fará sempre: você.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O que faz você feliz?

Ser feliz? Estar feliz? O que é felicidade? O que faz você feliz? Há pessoas que têm tudo, pessoas despossuídas que possuem a essência, a razão da existência de um sorriso. Existem pessoas fisicamente ricas, desesperadas à procura de um motivo que lhes faça brilharem os olhos.

Parafraseando o poeta, temos razões que a própria razão desconhece, fazendo de nós seres mutantes em busca de nossa própria razão. A felicidade, este estado de espírito totalmente indecifrável pelas palavras e perfeitamente compreensível pelos sentimentos, é algo efêmero que move nossas conquistas e desejos, nossas buscas mais íntimas por aquilo que não sabemos dizer, mas que nos acompanha em nossa jornada.

Felicidade se resume, externamente, em um sorriso. Por complexo se demonstra por lágrimas, arrepios, sensações múltiplas de bem estar íntimo que se fazem transbordar, deixando ao mundo a expressão de seres em sintonia com o ambiente, em conjunção com os cenários e personagens das histórias que eles integram.

O que me faz feliz, ou o que causa a sensação de que estou completo, mesmo por alguns instantes. Alguns fios de cabelo esvoaçando ao vento, um sorriso já conhecido, cenários incrivelmente belos, obras do mais delicado artista, ou situações e coisas jamais sentidas ou presenciadas, mas que têm o dom de nos desprover de nossas armas; defesas contra aquilo que, ainda, não nos permitimos conhecer.

Felicidade, ser feliz, permitir-se. É preciso que nos permitamos, para saber entender que somos o que somos, e na simplicidade mora tudo, inclusive, nós mesmos. Sejamos felizes, tal qual gostaríamos que fôssemos, respeitando-nos a nós mesmos. O que faz você feliz? Deixe de buscar respostas e sinta, porque os sentimentos, para serem compreendidos, necessitam serem sentidos. Pergunte ao amor.

domingo, 11 de maio de 2008

O belo dentro da fera

Há um mês eu escrevi, e um mês depois eu volto, para pensar sobre nós, sobre eu, sobre o que sou no íntimo. Vejo-me por fora, pela imagem distorcida e limitada que o espelho me fornece. Sinto-me por dentro, por uma compreensão ainda parca, fruto de um coração e uma mente em conflito, cuja maturidade ainda não alcançada, impede o pássaro de sorver o mel das grandes alturas e dos grandes vôos.

O belo, oculto em sua essência, tal qual o ouro que se esconde no rio, misturado ao barro a ser mexido, revolvido para que seja possível o seu brilho, que reluz, que se mostra, capaz de iluminar e brilhar os olhos mais incrédulos da beleza infinita que nos cerca. Conduzimo-nos, no mais frequente do dia a dia, a redutos de solidão externa e interna, fazendo-nos dormir, transformando-nos em zumbis de um mundo que não nos conhece, do ser que não sabemos que somos.

A fera, que deixamos à tona, essa parte ainda bruta de nós mesmos, que por instinto se faz forte, dominante da nossa ingenuidade diante do eu, diante do que talvez um dia possamos ser mas que ainda nos parece distante. Essa nossa essência original, semente de toda a maravilha, pedra bruta a ser lapidada, para que se torne possível a construção de jóias humanas.

Somos assim, aversos ao melhor que podemos ser, por incompreensíveis e incompreendidos, tornados frios e quentes, com a chave na mão, diante da única porta que nós leva a nós mesmos: o eu. E para sermos mais, para nos tornarmos o que nos povoa os sonhos, as metas que julgamos distantes, faz-se presente o belo, dentro da fera ainda exposta, gritando por liberdade.

Um dia talvez entendamos, e com certeza este dia chegará, porque tudo evolui, tudo cresce, tudo gera frutos. E assim, aos poucos o belo domina a fera, que se amansa, tornando-se doce, e bela, numa mistura do que fomos e do que nos tornamos, deixando ao redor o perfume da essência humana, que se descobre natural, naturalmente perfeita, na amplitude que a perfeição se permite revelar.

O belo, dentro da fera, aguarda oculto o momento de sua libertação, cabendo a nós, livre arbitrários de nosso próprio destino, permitir que as flores do auto-conhecimento se permitam desabroxar, amplificadas pela harmonia dos amores, sejam eles compreensíveis ou não aos olhos do gentio.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Crítica às religiões

Vou criticar algo polêmico que, ao longo da História, nos deixou um legado de sofrimento e atraso social. Alguém já disse: a religião é o ópio do povo! Antes que me crucifiquem apressadamente, é pertinente colocar que fui criado católico, mas ao longo do tempo conheci várias formas de pensamento. Hoje, frequentando centro espírita, auto-denomino-me espiritualista, como um termo incompleto para definir-me, na tentativa que tenho de ser estudioso das coisas do ser e do coração.

Mas porque criticar algo que, em muitos casos, ajuda as pessoas? Pelas próprias pessoas. Sonho com o dia em que a liberdade de pensamento e de todo o resto virá acompanhada da sensação e dever de responsabilidade das pessoas com o seu próximo. Isto é incompatível com limites, sejam eles quais forem. As religiões, pelas suas características individualistas, limitam, definindo padrões de comportamento e, prejudicialmente, padrões para assimilação de conhecimentos.

Não existem excessões, nem me incluo como uma. Temos o comportamento questionável e reprovável de tentar convencer as pessoas de que estamos certos. Mas em um mundo em que usamos uma porcentagem insignificante da nossa capacidade cerebral, quem está certo? Já disse Platão: "Só sei que nada sei".

As religiões não deveriam pregar conhecimentos, nem tão pouco crenças, pois assim prejudicam seus fiéis. Limitá-los a um rótulo incompleto tolhes a capacidade analítica, impedindo o surgimento de reflexões geradoras de mentes criativas. O problema, aqui, é que o ser humano, para crescer e se desenvolver, precisa de autoconhecimento, que só virá com muito pensamento sobre si, assim como no pensar sobre seu papel no mundo.

Grandes nomes da moral Histórica passaram por nós: Gandhi, Madre Teresa, Chico Xavier, Buda, Jesus Cristo e tantos outros. Não deixaram escritos; pelo menos não foram letras que os perpetuaram. Deixaram seus exemplos de moral, comportamento a ser seguido, por si só refletores do que pregaram aos seus seguidores. Não precisamos, pois, de bons oradores, nem de bons escritores sobre o ser humano.

É preciso desenvolver exemplos, tornar-se exemplo. Faça, não fale, porque o velho ditado de "faça o que eu falo, mas não o que eu faço" vem servindo de base para nossas religiões. Não sejamos católicos, evangélicos, budistas ou outros termos; sejamos éticos e morais!

Porque, no final das contas, todas as religiões tem o mesmo ensinamento; porque não seguí-lo? "Ame, respeite, seja indulgente e empático com o seu próximo, assim como a ti mesmo!"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Quer dizer que você é dessas pessoas?"

Estou aqui mais uma vez atendendo a pedidos; desta vez comentando sobre algo que tenho ouvido com frequência, e que pode ser tomado como uma dessas manias interessantes que, sabe-se lá como, alguém começou e várias pessoas resolveram seguir. "Quer dizer que você é dessas pessoas?"

Surgem aqui dois pensamentos, sendo o primeiro uma auto-reflexão oriunda de um questionamento subsequente a esta pergunta: será que sou? E aí me pergunto também: sou como? Dúvidas e mais dúvidas que me levam a pensar sobre como fui, como tenho sido e para onde pretendo ir. A outra reflexão dá uma amplitude maior à discussão, tentando abranger as manias que nos perseguem no cotidiano.

Como são as pessoas que nos rodeiam? Quais são seus hábitos e até onde eles nos causam impressões positivas e negativas? Tenho visto e feito parte de muitas "intrigas"; comentários despreocupados que podem causar uma turbulência incalculável em um ambiente, seja ele qual for. Quando procuramos saber como realmente são as pessoas, chegamos à conclusão de que somos todos iguais, ao mesmo tempo muito diferentes.

Somos todos dessas pessoas, porque como humanos somos certos e somos errados, em busca da razão que ainda não nos pertence, mas da qual um dia todos beberemos. Somos assim, mas não como gostaríamos que fôssemos, e tão pouco como os outros gostariam. Mas então, porque se preocupar com os outros, se ainda precisamos de tanto auto-trabalho? Resposta simples, pois no fundo nos preocupamos, como preocupação de mãe e verdadeiros irmãos, mascarada por uma incompreensão de nós mesmos, tão necessária e imperativa para nos conhecermos como um verdadeiro social.

Manias, e são muitas. Porque, como consequência de nossas preocupações cotidianas com os problemas alheios, inventamos formas de nos tornarmos iguais, e assim nos fazemos. Mas nos sentimos únicos, pois assim somos, e todas as manias são vistas e entendidas de formas distintas, por isto sendo efêmeras. Moda, gestos, termos e nós mesmos, tudo passando no dinamismo que nos acompanha, cuja velocidade ainda não conseguimos acompanhar.

Mas um dia nos perguntaremos, em um momento de busca de nós mesmos, "será que sou como essas pessoas?", e a resposta, boa ou ruim, nos dará o alimento necessário de que precisaremos para subir ao próximo degrau. Neste momento teremos crescido, nos desenvolvido, aumentando nossa compreensão sobre nós mesmos, nos colocando, então, a um passo mais próximo do que nos espera. Não apenas mais um passo, mas um, e cada um único, com seu valor individual e, principalmente, como valor no conjunto do que já fomos, do que estamos sendo e, principalmente, do que nos tornaremos.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Vocações

Definição minha: vocação nada mais é do que fazer aquilo que se gosta. É preciso então saber e colocar em prática. A grande maioria das pessoas peca nas duas situações, por não se conhecerem e por não se permitirem arriscar o temporário por aquilo em que o coração acredita ser melhor.

Crítica pessoal: o capitalismo, ou melhor, a mentalidade capitalista na qual a maioria das pessoas se enclausura, torna as pessoas focadas apenas nos resultados, principalmente financeiros, causando o esquecimento de que, na verdade, é o meio que produz e é nele em que devem ser concentrados os esforços, os desejos e, notadamente, os sonhos.

Vocação é algo que não combina com pressa, mas com prazer. A simplicidade de que são dotadas as coisas naturais, não implica em facilidade isenta de trabalho, mesmo nos casos em que se opte por fazer exatamente o que brilha os olhos. Vivemos em um ambiente de mutação constante, cujo dinamismo depende de seus agentes, sendo que todos nós somos agentes individuais, co-responsáveis pelo sucesso coletivo.

Parece divagação, principalmente quando visto por aqueles que acreditam que os valores materiais trazem todo o resto. Desafio-lhes a responder uma pergunta simples: quando conseguir tudo o que deseja de material, qual será o seu objetivo? Viverá em busca do que? O vazio com certeza preencherá a resposta de muitos.

Conheça-te a ti mesmo, é o que já foi dito há tempos. Digo então: conheça-te e modifique-se, para que consiga suprir os vazios constantes que ainda fazem parte do seu conjunto. A escolha dos preenchimentos é única e individual, mas existem vários momentos, que permitem uma correção gradativa, em que, com a maturidade, aprendemos a nos otimizar, tal qual um diamante bruto que recebe o devido cuidado para virar jóia rara.

Vocação: a busca e a solução. Metas, objetivos, desejos e cotidiano. Tudo temporal, efêmera trajetória que nos leva a nós mesmos, onde, um dia, entenderemos que, sem fazer aquilo que nos leva ao brilho dos olhos, estaremos desperdiçando o doce tempo que nos foi ofertado. Sejamos, pois, mais flexíveis com nós mesmos, permitindo-nos.

Àqueles que prefiram o caminho mais longo, deixo-lhes duas certezas: a de que o livre arbítrio lhes é um direito e a de que o tempo lhes ensinará que negar-se a si mesmo atrasa a evolução. Sigam, então, o coração, porque nele residem as respostas para todas as perguntas, mesmo as que ainda estão por vir.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sonhos

Pensei em escrever sobre nossos sonhos, anseios, desejos, mas, sei lá por qual motivo, lembrei-me de quando era criança, do quão gostosos eram aqueles sonhos de padaria; recheio de doce de leite, goiabada e tantos outros. Fugi um pouco do objetivo na primeira frase mas, isto nos serve para entendermos o quanto todas as coisas, das mais simples às mais complexas, estão e são interligadas.

O que são sonhos? Vou permitir-me um conceito próprio, livre de qualquer interpretação ou pesquisa externa. Afinal de contas, aqui sou o criador, então, porque não criar? Desde já deixo livre sua aceitação, mas antes que as críticas venham, que sejam elaboradas novas definições. Cada uma vai ser única e individual mesmo, e este é o objetivo.

Sonho é algo interior, íntimo e individual. Um desejo parcialmente realizado de conseguir algo, de se chegar a determinado objetivo, de sentí-lo em sua plenitude, e dar-se por satisfeito. Algo que move o ser para novas realizações, tendo como finalidade única a satisfação de um desejo pessoal.

Bom, vou explicar meus motivos. Primeiramente, sonhos não podem ser compartilhados, por mais que se tente dizer o contrário e mesmo que se encontrem exemplos na História. Podemos citar a liberdade como exemplo, porque o conceito de ser livre reside no interior de cada um. Para alguns, ser livre é ter muito dinheiro para se comprar o que se quiser, enquanto para mim isto seria uma escravidão monetária.

Além disto, o sonho é sim algo já parcialmente conquistado, pela simples sensação de que nós temos de que ele nos pertence. Falta colocá-lo em prática, torná-lo material, mas em nosso íntimo já o usufruímos, conseguímos fazer planos mentais de sua utilização. Justamente por isto, digo ser o sonho um motivador, uma mola propulsora de ações e, aqui, reside um senso comum.

"Não deixe morrer seus sonhos", é o que dizem. Mate seus sonhos e não passará de matéria, é o que eu colocaria. Hoje apenas somos, às vezes sozinhos, outras tantas vezes em grupo, mas ignorar o que nos vai no íntimo, como realizações adormecidas, implorando o despertar, é a mesma coisa que virar as costas para nós mesmos. Não faço referência exclusiva a dinheiro, casa, carros, roupas ou um emprego dos sonhos. Sinta-se e perceberá que os sonhos são muito mais que isto.

Em sua grande parte, sonhamos felicidade, o que não pode ser alcançado pela matéria apenas, sendo esta um subsídio necessário, pelo mundo em que estamos. Um sonho é um estado de espírito, possível apenas por nos permitirmos, em determinados momentos, sentir. E volto à História, porque muitos sonhos tentaram ser compartilhados, em vão. Não somos iguais e nunca seremos, este é o belo! Liberdade, igualdade, fraternidade, mesmo quando entendermos esses termos e ações em sua plenitude, filosoficamente, religiosamente, e tantos outros mente, nunca serão sentidos e esperados da mesma forma.

Nascemos únicos, indivíduos em formação e desenvolvimento contínuo. Sonhamos únicos, por mais polêmica que isto gere, e precisamos aprender, isto sim, a miscigenar nossos sonhos de forma colaborativa, para que o meu não se sobreponha ao seu, mas o respeite. Assim, quem sabe um dia, os sonhos de igualdade, fraternidade e, principalmente, de um amor em sua plenitude, poderão ser alcançados por todos, de acordo com a compreensão e a realização interior que compentem a cada um de nós. Até lá, sonhe, sinta, e, porque não, delicie-se com seus sonhos mesmo parcialmente, tal qual nos permitíamos na nossa infância.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Caixas

Nossa vida é feita de caixas, por mais esdrúxulo que isto possa parecer. Mas posso ser mais claro do que isto, para que fique compreensível, bem ao gosto popular. Colecionamos situações, sentimentos, lembranças e coisas materiais; claro, existem também os momentos edificantes que nos tornam melhores, mas, em geral, e na nossa maioria, adoramos juntar coisas, mesmo que elas não nos sirvam para muita coisa além de enfeitar nossas prateleiras do tempo.

E onde guardá-las? Aí vêm as caixas. Bom, para guardar tanta coisa precisamos de espaço, mas como, neste caso, o espaço é meio virtual, acabamos por acumular caixas mentais, com um monte de coisa desnecessária, arquivos estes que são carregados conosco o tempo inteiro. Pense um pouco e reflita: qual o resultado?

Como em um jogo, acertou quem pensou que excesso de bagagem gera peso extra. Sim, nos tornamos burrinhos de cargas supérfluas, que nos impossibilitam de alcançar horizontes mais altos, porque subir torna-se penoso. Mas então, qual a solução? Como nos livrarmos da nossa bagagem, sem a sensação de jogar fora o que demoramos tanto para construir?

Aqui aparece a necessidade de estudarmos a História. Não digo decorar datas ou escrever nomes em papéis para fazer provas. A História é muito mais útil do que deixa transparecer nosso parco sistema educacional. É preciso olhar atrás, no ontem, nos anos e nos séculos que se foram, para que encontremos as personagens que deixaram um rastro de sorrisos e realizações.

Entenderemos, assim, que as suas caixas não foram jogadas fora, como quem despreza o lixo, mas foram compartilhadas, tal qual se deve fazer com as grandes descobertas e realizações. Qual seria, do contrário, o significado da maturidade, da evolução? São coisas que, como o conhecimento, precisam ser distribuídas, permitidas a todos, para que todos possam subir a montanha; não apenas uns, que ainda cobram pedágio, como acontece hoje.

Pois bem, continuo aqui ouvindo alguém arrumando caixas, como se o mais importante no mundo fosse carregar as glórias conquistadas; âncoras que nos prendem ao passado, impedindo novas incursões ao futuro próspero, novo e, sobretudo, mais leve. Adoro uma frase antiga: "Só sei que nada sei", e devo dizer que, Platão, ao assumir isto, entre outras interpretações se colocou livre da carga de conhecimentos que se acumulava sobre ele. Assumiu sua ignorância, frente à quantidade de coisas a aprender.

Tenho as minhas caixas, deixo algumas delas aqui. Estou compartilhando algumas e outras ainda me pesam. Faz parte da maturação, aprender a lidar com as mágoas, os insucessos e, inclusive, com o passado glorioso que tivemos, mas que já foi. Então é isto; sigamos em frente. Porquê, afinal de contas, como diriam os bêbados: "o mundo gira".

sábado, 1 de março de 2008

Sinta

Sinta as coisas que acontecem ao seu redor, não deixe apenas que elas fiquem lá, como decoração do seu mundo estático. Perceba que cada detalhe tem sua função e que não nos conhecemos por completo até descobrirmos todos os nossos e todos os outros. Entenda o significado de tudo, mesmo que para isto tenha que abdicar dos seus próprios entendimentos momentaneamente, porque julgar que já se sabe tudo é o primeiro passo para a escuridão.

Coisas, ambientes, pessoas, objetos, animais, pessoas, você, eu. Tudo, em partes, por algum motivo, junto vira tudo novamente. Cenários independentes, interdependentes, isoladamente se influenciando de forma constante, com um dinamismo tão impressionante que os olhos não conseguem acompanhar. Segredos guardados, sutilezas imperceptíveis, mas somente àqueles que não se permitem sonhar, vislumbrar coisas fora da realidade, misturando-as ao cotidiano real. Porque, o que é o real?

Crianças já fomos, na nossa infância constante e ininterrupta, que não pára e nos acompanha, até que tenhamos a certeza de que grandes nos tornamos; mas não é agora. Todos grandes, muitos pequenos, quase todos, mas pequenos se fazem grandes, não pelo momento que foi aproveitado, mas pela forma, conteúdo, pela junção dos fatos, das idéias, da aplicação do que somos realmente, mas que os olhos não conseguem ver.

Sinta, porque não há outro meio! Sinta, porque ninguém conseguirá lhe explicar a sensação que não existe através das palavras. Sinta, porque as lágrimas que banham uma emoção podem ter significados infinitos, inundando-nos de maravilhas, desesperos e glórias, mas não as entenderemos nos livros.

O mundo, todo visível, todo oculto, belezas livres, de acesso restrito. Amantes, crianças, ser humano, enfim. Para se ter acesso ao que nos cabe, é preciso permitir-se, então permita-se. Ou não. Sim, fique aí, espere, deixe que o tempo passe. Viverá, sobreviverá, o tempo vai passar, sim, mas não, não terá a certeza, aquela sensação de quem se permite sentir, de que não se passou pelo tempo, fez-se parte dele, em toda a sua essência, em seu todo, misturando-se, colaborando, existindo e coexistindo, construindo-o. Sinta, por fim, porque, afinal, em que você acredita?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O NOVO.. MEU NOVO..

O novo acontece de repente! Basta você saber olhar e admirar com simplicidade! Basta ter a sutileza nas palavras, basta ter a sensibilidade de perceber que a vida passa e se não dermos o devido valor em nós mesmos, nos tornamos sombras e muitas pessoas especiais também passarão despercebidas.

A vida é simples.. e cada dia que passa se torna um novo dia.. conhecemos novas pessoas.. temos novas oportunidades.. novos amigos e novos amores!

Amores velhos e desgastados se vão.. e novos vêm.. não por acaso, pois cada um que passa por nossa vida é de certa forma especial e contribuíram para nosso crescimento.. Mas o que é para ser velho.. passa.. e torna-se apenas lembrança! Velhas lembranças dão experiência e sabedoria para a concretização de um novo amor!

Você é meu novo!


★ Minha sintonia perfeita.. meu amor! ★

Escrito por Larissa de Araújo Almeida.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cabelos

Sinta o aroma, sua textura, o brilho que encanta e hipnotiza. Sinta! Deixe-se envolver pela sua graça, pelo poder que nos imobiliza em pensamentos indecifráveis, como uma criança que se encanta mil vezes com a mesma maravilha. Indecifrável! Permita-se deixar levar pela agradável sensação de não ter controle sobre suas emoções, inerte diante de tanta beleza. Permita-se!

Não há padrões, não existem formas perfeitas, apenas são, como são, e encantam pela naturalidade com que se permitem ser, iluminando a todos à sua volta, como o sol que nos aquece e que nos permite sonhar. Não há! Há, sim, a certeza de que precisam ser como são, aceitarem-se em sua beleza íntima, porque apesar de terem várias roupas, vários brilhos, encantam em seu esplendor máximo assim como são, simples, delicados, puros na essência. E, assim, com certeza há!

Os cabelos, longe do que pregam os padrões, têm que ser diversos, belos, sem belezas externas, porque só assim o são, como são; mas, para que padrões? Limitar paredes à liberdade amputa a arte natural que se vê, quando se está disposto a ver, e portanto é algo que deve ser trabalhado no admirador, não na obra admirada. Lisos, cacheados, enrolados, macios no início, e assim devem permanecer, aceitando-se pretos, louros, morenos e pardos, porque não somos iguais, não precisamos e não devemos ser.

Sejamos nós, assim como os cabelos, que são por si só. Aceitemo-nos durante o tempo, com as mudanças, tal qual devem ser aceitos, sem prejuízo à obra, que se torna mais valorosa quanto mais antiga se torna, pois acumula detalhes que a tornam rara, única, e não há tinta, por mais nova que seja, capaz de se comparar à antiguidade que a acompanha.

Cabelos, coisas simples, que caem com o tempo ou perdem a sua cor, como nós. Preocupemo-nos conosco, como temos feito com eles, cuidando com esmero, mantendo nossa cor, nosso aspecto agradável e belo. Cuidemos do que nos deixa belo, nossa essência, nosso interior, porque o externo é como capa, tal qual a tinta, que após algum tempo sai, coisa perene que não se mantém. Cabelos, nós, e sejamos belos, pois é o que nos cabe!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Olhar interior

Quando criança, eu via determinadas coisas que não vejo mais, porque eu mudei. Hoje vejo algumas coisas e, mais importante, as compreendo, mas antigamente não era assim. Não houve mudança alguma nos meus olhos, que continuam os mesmos, mas o tempo trouxe ao interior uma compreensão diferente das coisas; nem maior, nem menor, apenas distinta do que já foi um dia.

Somos todos assim, com percepções exteriores que não passam de reflexos do que vai por dentro, que se modifica constantemente, pela maturidade acumulada, pelo ânimo temporário, pelos sentimentos que vão no coração. Transmutações do que nos controla, cujas impressões precisam ser controladas, porque nem sempre são compartilhadas pelos outros.

Assim se faz um relacionamento, com adequação mútua das visões internas, para que não haja incompreensão pela forma como são vistos os mesmos quadros, sob o mesmo ângulo, mas com encantamentos distintos. E somos preconceituosos, acima de tudo, porque a nossa forma de ver as coisas é sempre a mais correta. Não, não precisamos estar sempre certos, e é preciso entender isto, porque é o detalhe que nos levará a uma convivência mais pacífica.

Guerras, discussões, verdadeiros apocalípses foram travados porque alguns resolveram empreender jornadas para provar que estavam certos, quando deveriam ter refletido como teria sido visto o seu próprio pensamento pelas outras pessoas. Assim teríamos a tão sonhada paz, cujo alcance ainda se faz distante, por não entendermos que ela engloba as diferenças; todas elas.

É preciso olhar, ver, sentir, e entender que não somos únicos, e que as nossas diversidades podem ser somadas, miscigenadas sem que seja necessário que nos anulemos uns aos outros, para que a convivência seja possível. Criamos todos os dias verdadeiros zumbis de sentimentos, zumbis de visão, pessoas inertes frente às impressões diárias; e ainda reclamamos que as pessoas são insensíveis.

Não sentir o mundo, nada mais é do que cegar o que vai por dentro, achando que o exterior nos basta. Construamos visões distintas que se respeitem, para que possamos acrescentar aos que vão conosco, engradecendo-os e nos tornando grandes. O olhar interior é o reflexo da alma, cuja evolução tão trabalhada pelas várias filosofias do homem precisa ser interna, mas, imperiosamente, precisa ser espelhada para o mundo, não como a opção, mas como uma delas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Suas barreiras: você!

Existe um conto que circula na Internet sobre uma empresa que em determinado dia resolve fazer o velório da "pessoa que estava atrapalhando o seu crescimento". Coloca informativos à respeito do velório e forma-se uma fila de funcionários para ver o "morto". Ao olhar para o caixão os funcionários saem atônitos, ao verem sua própria imagem refletida no espelho.

Vivemos em um mundo em que quase todos aceitam tudo sem reclamar, de relacionamentos amputados a empregos que matam sonhos. Estamos nos condenando a cada dia a uma vida sem realizações, porque estas precisam gerar alegria nos corações, e não apenas dinheiro no bolso. Um dia a velhice nos alcançará e seremos mais do que moedas de ouro; seremos o que fizemos de nossos dias produtivos, cercados ou não de recompensas de sentimentos.

Não é preciso que seja sempre assim, um mar de decepções, bastando que nos transformemos em construtores de relacionamentos afetivos, preocupando-nos com todas as partes envolvidas. Quando há foco no material, olha-se para si somente. É preciso olhar ao redor, percebendo que nosso crescimento está atrelado à caminhada conjunta que precisamos empreender.

Suas barreiras? Você mesmo! Porque nossos maiores medos são internos, e os maiores obstáculos a serem transpostos estão relacionados às experiências que tivemos, ou não, um dia. Entenda que a coordenação de ações não é algo a ser escolhido, mas sim um posto de acesso inevitável, porque os mais bem preparados precisam orientar os que estão no começo, e sempre será assim.

Enquanto nos amputarmos diante do medo consciente e inconsciente do nosso ser, continuaremos a adiar o inadiável, demorando mais em um estágio que poderia ser muito melhor aproveitado e transpassado mais rapidamente, retirando o ser inerte, para dar lugar aos líderes de multidões, líderes natos, que orientarão sem cobrança, com seguidores dispostos a todos os sacrifícios.

Pense e responda às seguintes perguntas: Em que você acredita? Quais são seus planos? As respostas são individuais, interiores, mas a diferença é a prática que se faz delas. Temos sempre escolhas, e seremos cobrados por elas. Nosso mais cobrador? O eu, porque somente nós mesmos temos a medida exata do que fizemos e do que deixamos de fazer, mas, principalmente, do que poderíamos ter feito, se não fosse o nosso medo incontrolável de sermos nós mesmos, em tudo o que isto representa.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fortaleza interior

Busque dentro de si mesmo e encontrará toda a força de que precisa! Soa como início de texto ou livro de auto-ajuda mas tem fundo de verdade. Alias, auto-ajuda, deixando de lado o cunho pejorativo do termo, nada mais é do que entender que nós temos as ferramentas necessárias para conseguirmos o que desejamos e, muito ao contrário do que muitos acreditam, sabemos usá-las; apenas não temos a coragem ou o estímulo necessário para tal.

Em várias situações nos surpreendemos a nós mesmos e aos outros. Alcançamos feitos inimagináveis, dos mais simples aos mais complexos, como dar um oi a uma pessoa amada ou inventar a cura para uma doença da humanidade. As barreiras são múltiplas e de intensidades distintas, simplesmente porque não são materiais, mas criadas de acordo com o íntimo de cada um, gerando medos particulares com conseqüências coletivas.

Fortaleza é algo que remete à idéia de uma carapaça, de uma proteção contra os ataques externos, mas não precisa ser assim. No nosso dia a dia, se nos tornarmos inatingíveis, também nos tornaremos inalcançáveis àqueles que poderiam ser nossos aliados na luta cotidiana. É preciso, ao invés de assumirmos o significado primo, entender fortaleza como a capacidade de mantermo-nos fortes, mesmo quando caímos, pois é preciso levantar e continuar a nossa edificação.

O interior por vezes é desconhecido, mas guarda as respostas para nossas dúvidas, nossos questionamentos existenciais sobre nossas reais missões quando aqui. A todos foram dados dons, que devem ser usados de acordo com a potencialidade de cada um, mas potencializados pela certeza de que, usados de forma correta, não trazem benefícios somente pessoais e imediatos, mas propagam-se de forma a permitir que sonhos se realizem.

Tal qual o construtor que idealizou e fez a primeira fortaleza física, precisamos de conhecimento; auto-conhecimento. E é preciso ousar, porque o medo que nos impede de dar o próximo passo, quando controlado, transforma-se em combustível de certeza de que os objetivos podem e serão alcançados, somente dependendo de nós mesmos; da forma como edificamos a nossa fortaleza interior e de como procedemos ao usufruto dela.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

A arte de se conhecer

De acordo com a wikipédia, o termo arte vem do latin "ars" significando técnica ou habilidade. De acordo com eu mesmo e de tudo que venho aprendendo durante 29 anos dessa existência, conhecer significa aprender de forma teórica e prática; mas não assumo esta definição de forma absoluta e irrefutável. A arte de se conhecer, como título sugerido por uma amiga, remete, pois, à idéia sobre o desenvolvimento de habilidades que nos permitam entender de forma profunda sobre nós mesmos.

Parece-me meio teórico demais, ou complexo demais; sim, e muito mais que isto. A teoria precede a prática, pelo menos quando existe a preocupação com um final proveitoso. A prática que antecede a teoria, é repleta de realizações desastrosas, pois as quedas não podem ser evitadas, visto serem parte integrante do aprendizado. É claro que quando se conhece sobre um determinado assunto erros também são cometidos, mas erros em momentos mais complexos, em fases mais adiantadas do processo.

Conhecer-se a si mesmo é algo que exige algumas qualidades humanas que em muitas ocasiões são deixadas de lado, como paciência, honestidade, humildade e ética. É preciso ser moral para se conhecer, sob pena de assumir imagens distorcidas sobre o mundo e aplicá-las ao íntimo. Daí as habilidades, inclusive a de filtrar aparências, que nós mesmos criamos.

Conhecer-se é, antes de tudo, assumir que não nos conhecemos, para que, então, possamos nos observar de forma constante e detalhada, inserindo modificações que nos permitam ir além. A técnica da arte que possibilita nosso conhecimento precisa ser aplicada no dia a dia para que nos lapidemos, pois do contrário conheceremos apenas o superficial, pois a essência não aparece a priori.

A arte de se conhecer é algo que não termina; não tem começo e não tem fim, porque com o tempo começamos a entender que seria ilógico partir de nenhum lugar e chegar a lugar algum. Conhecer-se a si mesmo, permite entender o todo, assim como o nosso papel no meio, compreendendo que apenas se conhecer não é arte, mas egoísmo e solidão.

Que possamos refletir sobre nos mesmos, procurando não apenas descobrir nossos motivos interiores, mas entender de onde eles surgiram e quais são suas causas de nascimento. Somente assim, depois de muito tempo, entenderemos porque somos, para que somos e que não somos somente, mas exercemos nosso papel dentro de algo que ainda não podemos compreender, porque, entre outras coisas, ainda não nos conhecemos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Coisas que não fizemos

Acabei de ler um texto interessante, que me fez pensar sobre como nos colocamos diante das nossas experiências. Vou aproveitar e citar algo que copiei da Internet e que, para ser sincero, não tenho certeza se foi originalmente dito assim, mas preciso da idéia apenas: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." (Charlie Chaplin)

O que me importa nessas letras todas é o termo "intensamente", que pressupõe um mínimo de integração com as várias situações que aparecem, pois é no mínimo complicado ser intenso, sem se doar ao ato por completo, de coração, procurando não apenas dar-lhe vida, mas ser com ele. Nessa hora acho que poucas vezes fui intenso, e perdi muito com isto.

Optei pelo título "coisas que não fizemos", pois achei apropriado para dar a idéia de que deixamos o tempo passar. Triste aceitar isto, mas a maioria de nós deixa o tempo passar apenas, envelhecendo sem desenvolvimento, fazendo pouco uso das ferramentas que lhe são colocadas à mão. Eu demorei para entender o poder das letras e a força da leitura. Me arrependo muito, porque eu poderia ter muitas coisas que hoje não tenho, como uma independência financeira.

Nestes momentos, em que um filme da minha vida passa em minha cabeça, procuro me perguntar se realmente teria sido bom eu ter evoluído antes do que foi o meu tempo. Será que eu teria conhecido as pessoas que conheci, os amores que tive e aprendido tudo o que sei? Com certeza os caminhos seriam outros e num aproveitamento extremo de tudo que eu tive, eu teria deixado de ter o que veio em seguida aos meus erros.

Tudo acontece certo, por mais que não entendamos isto, mas deixamos de lado oportunidades que, talvez, poderiam nos fazer melhores. As coisas que não fizemos, como os livros que não lemos, referenciando o artigo lido, não são situações hipotéticas que deixamos de vivenciar; muito pelo contrário. Estes momentos que perdemos, ou que aproveitamos muito pouco, nada mais são do que as vivências que tivemos, mas cujo proveito interior foi quase nulo. Nos livros, seria como ler uma história tal qual um zumbi, bloqueando a mente para refletir sobre o cerne da questão tratada na obra.

A essência, não a casca, assim como quando entendemos que o tempo passa e as coisas não voltam. Nunca teremos tempo suficiente para absorver tudo, por isto é imperativo que consigamos um meio de nos absorvermos a nós mesmos. O autoconhecimento é o caminho, porque só ele nos dá a base para que construamos o nosso modo de pensar, a nossa opinião e, assim, consigamos ter a certeza de que somos únicos. Do contrário, seremos apenas leitores de letras, fantoches de uma peça de marionetes, guardados pelos verdadeiros artistas em uma caixa, quando o show termina.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Sorriso

Já escrevi uma vez sobre o assunto, mas nunca é demais falar sobre coisas importantes. Vou começar este texto com uma situação aparentemente triste, que alguns já devem ter recebido por email ou lido em algum site. Não a inventei e não estou copiando na íntegra, então pode faltar algo; mas o importante aqui é a essência dela.

Um menino certa vez tinha um amiguinho em fase terminal, no hospital, e diversas vezes pediu à mãe que o levasse para vê-lo. Como a mãe, sabendo que o filho sofreria, negava ao filho o pedido, este resolveu fazer a visita escondido. Foi ao hospital e voltou chorando, dizendo à mãe que seu amigo havia morrido em seus braços. A mãe, em tom repreensivo, lhe perguntou: "Não lhe disse que não era para ir? Acha que valeu a pena?". O menino enxugou algumas lágrimas e lhe respondeu: "Valeu sim, porque quando entrei no quarto ele me disse: - Eu sabia que você viria!".

Percebem o sorriso? Não? A maioria de nós só vê a tristeza numa situação dessas. Confesso que sempre me emociono ao lembrar dessa história. O fato é que somos materialistas demais, até mesmo nos sentimentos. Sorriso, na nossa concepção, precisa vir acompanhado de um movimento de lábios, do contrário não entra na definição do termo. Meu avô sorria com os olhos, semelhante a uma colega que fica parecendo japinha quando sorri.

Sentimentos são dádivas internas, às vezes sem expressão para o exterior. O menino da narrativa conseguiu ver seu amigo pela última vez, demonstrar seu amor por ele e dar uma última alegria a uma pessoa querida que estava partindo. São formas de se analisar as situações, pois, como se diz, tudo tem um lado positivo. Precisamos aprender a escolher o lado do sorriso, para que consigamos embelezar as situações à nossa volta.

Quando me for, façam festa, pois eu vivi! Eu não sofri, amadureci, não chorei, limpei a cegueira que me impedia de ver os meus próprios defeitos, não caí, apenas aprendi a caminhar sem tantos tropeços. O sorriso é algo interno, que assim como outros sentimentos, não pode ser completamente materializado. Esqueçamos nosso materialismo exacerbado, e tentemos entender as coisas que nos cercam, coroando um final com o sorriso de um espectador que não apenas assistiu um espetáculo, mas que se fez parte dele.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Emoções

Para viver com intensidade é preciso sentir na plenitude do termo. Tudo o que fazemos, por mais que nos pareça cotidiano ou senso comum, desperta-nos sensações que nos movem para frente ou para trás, mas as vezes não nos permitimos percebê-las. As emoções, que geralmente se fazem sentidas nos momentos de tristeza, porque ficamos mais frágeis, precisam ser colocadas a trabalho do nosso desenvolvimento de forma constante, ininterrupta.

Coisas boas, coisas ruins, lágrimas. Conquistas, derrotas, lágrimas. Diz-se que as lágrimas são efeito da incapacidade do corpo humano em controlar um vulcão de sensações, que, como mecanismo de defesa, para evitar uma explosão, fazem jorrar os canais lacrimais, permitindo o reestabelecimento do nosso equilíbrio. Poesia à parte, quem nunca chorou, independente da razão, ou é muito controlado ou deixou muita coisa importante passar.

Esses dias têm sido de chuva, deixando tudo à volta com um aspecto meio frio, meio nublado. Mas seria somente esta a possível visão do quadro? Esta mesma chuva que as vezes nos parece fina, pode parecer uma verdadeira catástrofe em níveis microscópicos, como uma vez mostrou um programa, sei lá em qual canal. Mas ela não trás apenas catástrofes, assim como não deixa apenas o clima sombrio.

A chuva trás um pouco do frio, o que deixa um clima perfeito para um chocolate quente, ou mesmo um chamego apaixonado. A chuva não molha apenas, trás a vida. Lágrimas, chuva, água em um caso, água também no outro. Quais as semelhanças? Veja que a chuva acontece porque as núvens, não segurando mais a quantidade de umidade que se acumulou, transbordam as gotas de água, visando, inclusive, normalizar o próprio clima. As lágrimas, respondendo a um excesso emocional, normalizam o organismo humano.

A chuva trás a vida, oferecendo o suporte necessário às plantas que precisam crescer e aos animais que precisam de água, e pela cadeia natural onde tudo se encaixa, isto provê o suporte para que, entre outros, nós possamos aqui estar. As lágrimas, como resultado de vitórias e derrotas, de percepções e certezas, nos mostram que precisamos continuar, porque existe muita coisa bela, e nisto ambas trazem criação; água na simbologia dos desafios ultrapassados e da experiência adquirida.

Emoções não são apenas isto, mas isto é a capa que nos faz pensar no núcleo. E tanta gente se impede de chorar! Homens, que não choram pela necessidade de se mostrarem fortes, percebam que somos o que somos e que mudanças superficiais só nos fazem encenar para platéias desinteressadas! A melhoria é interna e esta passa pela certeza de que estamos aqui por um tempo apenas, com a outra certeza que nos chega aos poucos, enquanto nos aproximamos do descanso, de que as coisas vêm e as coisas vão, e o que difere as pessoas é a forma como se permitem ver, ser e se sentir.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A pressa

Sempre achei que as pessoas correm demais; quanto mais tempo passa e mais maduro me sinto, mais certeza eu tenho disso, sobre essa correria desnecessária. Corremos tanto para conseguir algo, que não temos tempo para pensar sobre o que faremos quando o alcançarmos e então nos tornamos adultos frustrados, cheios de riqueza material, que não nos serve para curar o vazio que vai por dentro.

Recebi uma longa apresentação por email esses dias, que mostrava, em seus vários slides, que é muito vantajoso fazer as coisas com calma, citando como exemplo um país bem desenvolvido: a Suécia. Em uma das partes desta apresentação, aparece uma situação que nos seria estranha, em que um funcionário de uma fábrica, mesmo chegando cedo e com várias vagas perto da entrada, estaciona o carro nas vagas mais afastadas. Sua justificativa? Quem chegar atrasado precisará andar menos, ao passo que quem chega cedo tem tempo para caminhar.

Fiquei refletindo sobre isto e cheguei à conclusão de que nós nos preocupamos com a saída, com o final das coisas, deixando de sermos civilizados, educados, de nos preocuparmos com quem vai chegar depois e, inclusive, deixamos de aproveitar uma boa caminhada matinal. E qual o nosso ganho? Andamos menos, o que nos deixa mais propensos a problemas de saúde, chegamos mais cedo, enchendo a pança de café e, idem, e quase sempre começamos o expediente mais cedo, pois lá já estamos.

E então, campeões da vaga mais perto da saída, teremos então menos tempo para resfriar a cabeça dos problemas do dia, rapidamente correndo para casa, atropelando a todos pelo controle remoto que nos espera na televisão, com programações já conhecidas, pois na nossa pressa não deixamos de ler o resumo dominical que nos chega pelos impressos.

Estou quase nos trinta. Imagine se eu ganhar meu primeiro milhão até os quarenta. Pela média familiar, ainda me restarão mais uns quarenta anos de vivência ou sobrevivência; eu escolherei qual. Sinceramente me parece meio vazio conseguir tudo e não restar mais nada, porque a pressa nos trás tudo, sem que tenhamos o saudável tempo de análise, para aproveitar tudo que vem a contento.

Várias pessoas vieram, várias situações se foram, e sei que não as aproveitei como poderia, porque estava preocupado demais em ser o mais breve possível, porque tudo acontece tão rápido e eu talvez não tivesse outra chance. Talvez eu não tivesse outra chance; deveria ter pensado nisto primeiro.

E não me canso de me lembrar de uma parte do filme Cidade dos Anjos, que é uma pintura completa do começo ao fim: "I would rather have had one breath of her hair, one kiss from her mouth, one touch of her hand, than eternity without it.
One." Mas, para ter a certeza de que apenas um momento basta, é preciso vivê-lo com toda a intensidade, sem a pressa do mundo cotidiano, onde tudo se transforma em simples gestos fordianos, tal qual uma linha de montagem, onde passamos a ser apenas engrenagens.

Sinta o momento, porque cada um é único. E não tenha pressa, porque, afinal de contas, nossa vida já está traçada: nascemos, crescemos e morremos. O meio é que nos cabe. Ser ou não ser? Se você for rápido demais, alguns nem se lembrarão que você chegou a ser; talvez nem mesmo você. Pense nisto!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Imortalizando-se

Fiquei refletindo sobre o último comentário que me fizeram aqui neste blog. Cheguei à conclusão de que não apenas os artistas são imortais, mas nós também assim nos fazemos; artistas e imortais. Sem excessão, todos temos nossos momentos de lembrança, em que coisas boas ou ruins aconteceram, cujo significado nos fornece a matéria prima básica para que consigamos gerar novos momentos agradáveis, evitando os que nos trariam algum desconforto.

Sem nos darmos conta, somos os criadores do nosso destino, assim como responsáveis pela alteração dos caminhos daqueles que andam conosco, sendo, assim, artistas, atores e diretores, desenhando cenários que serão eternos, mesmo que por algum tempo, na imaginação saudosa de nossos companheiros de jornada.

Algumas coisas me despertaram certa admiração, como o fato de um autodidata brasileiro gerar dúvidas que se propagariam pelos anos à frente, pela simples colocação de uma situação cotidiana, como o fez Assis. Ainda, como a bondade, assim como a maldade, é responsável pela pintura de quadros cuja impressão perpetua seus pintores, permitindo que situações comuns a todos sejam editadas como cenas congeladas de imenso significado.

Poderíamos nos sentar com nomes importantes, exemplificadores do fato, como Gandhi e Hitler, mas o tempo passou e eles se foram. E aqui reside o cerne desta reflexão, pois podemos sim dialogar com tais ícones da História, não através dos métodos tradicionais, mas tal qual faríamos ao ler uma obra literária, onde, inevitavelmente, o autor deixou sua forma de pensar e ver o mundo que existia na sua época.

A reflexão, o propósito deste blog, nos permite estudar o que foi feito pelos outros, comparando a outras obras, pelas diversas percepções que temos, aprendendo e apreendendo. E assim, pelas conclusões individuais geradas do pensamento racional, mesmo que em momentos simples e sem magia aparente, criamos cenas imortalizadas e, assim, vamos nos imortalizando, a nós mesmos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Preparo

Conheci uma pessoa que adorava a seguinte colocação: "Deus não escolhe os preparados, prepara os escolhidos". Preparo é algo muito relativo, quando nos propomos a olhar à nossa volta com uma visão mais ampla, destituídos principalmente de orgulho, entendendo nossas limitações.

Sempre ouvi que é preciso preparar-se para o futuro; mas como estar pronto para algo tão vago? Não dá para escolher o desenvolvimento completo, pois faltaria tempo e recursos necessários para completar a tarefa satisfatoriamente. Podemos, pois, tentar advinhar o futuro, escolhendo os melhores caminhos e trilhando os esforços para alcançar os resultados mais prováveis.

Quando se fala de preparo profissional, não se consegue um curso formal satisfatório por menos que alguns vários meses, talvez anos. Mas algumas coisas não são ensinadas na escola, como estar pronto para ser pai ou mãe, ou então como agir frente a uma derrota. A humildade nos mostra que, nessas situações, mais do que títulos, precisamos de atitudes e de postura, o que só a maturidade nos dá.

Curiosamente, no decorrer dessas letras a energia resolveu tirar alguns minutos de descanso. Fiquei refletindo sobre o próprio texto, sobre tomar decisões quando ocorrem coisas inesperadas. Neste caso o próprio sistema salvou um rascunho, o que nem sempre acontece. Quando não há como continuar, é preciso entender que algumas coisas se vão, o que não nos impede de começar de novo ou seguir para novos rumos.

Inesperadas são as coisas, notadamente aquelas para as quais não nos achamos prontos, ou que achamos ruins. A gravidez inesperada, assim como um desemprego que não fazia parte dos planos originais, nos coloca em situações em que todas as nossas crenças são colocadas em xeque. Precisamos nessas horas, acima de tudo, de tranquilidade e resignação para refletir e, assim, chegar à conclusão de que não foram situações tão inesperadas assim.

Tudo o que fazemos oferece algum tipo de resultado, bom ou ruim, e nos dá uma experiência nova. Todas as vivências que acumulamos acabam por nos dar preparo amplo, de aplicações diversas, tornando-nos melhores. Justamente por isto sempre me incomodou nos anúncios de emprego a parte sobre experiência, pois é algo muito subjetivo.

É preciso entender que, ao contrário do que nos cabe nos momentos de glórias, não estamos sempre preparados. Existem coisas demais para vivenciarmos e muitas interpéries a serem superadas. O máximo que podemos chegar quando se objetiva o preparo é um estado melhor a cada dia, na certeza de que hoje somos melhores do que ontem. Mas assim como é preciso ter humildade para entender que não seremos perfeitos por enquanto, é preciso ser lógico e racional, para aceitar que não precisamos ser.

Existem vários caminhos, e nem todo mundo quer sempre as mesmas coisas. Reflita sobre o que você quer, o que é importante para você, pois isto determinará o que falta para completar o seu estágio preparatório. Assim, otimizando seus recursos, você conseguirá chegar ao topo, mas não aquele que o seu vizinho almeja, mas sim o que o tornará feliz, mesmo que aos olhos dos outros pareça simplório, pois a simplicidade carrega detalhes que na maioria das vezes passam despercebidos aos olhos daqueles que estão ocupados demais buscando realizar os sonhos alheios.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Nacionalismo versus Racionalismo

Sejamos racionais, mesmo nas críticas! Como corrigir o erro, incitando-o? Antes de bater no peito, orgulhando-me da minha bandeira e demais símbolos nacionais, prefiro olhar ao redor, e no interior, e analisar as atitudes, que se fazem distintas, aqui e lá. Dizem que a fuga para outras paragens é o melhor caminho para encontrar lugares melhores, mas aprendi com as poucas experiências que tive, que não há como fugir de si mesmo.

Como fica a consciência, quando deita no travesseiro para o imerecido repouso, quando existe a certeza de que o errado prevaleceu sobre o certo? Que conflito ininterrupto é este que tira o sono dos não justos, pela clara informação de que, fazendo-se o pouco, poderia ter existido a contribuição para a correção do todo? Cada um possui sua parcela de responsabilidade, e o nacionalismo puro e ignorante é uma porção de veneno a se juntar ao caos já existente.

Reflitamos pois, porque o brasileiro não se comporta como tal em outros lugares. Pensemos o motivo de pouparmos o ambiente alheio, enquanto dilapidamos das mais diversas e nocivas formas, o que nos cabe como herança de nascimento. Pobreza, corrupção, falta de ética e outras chagas não são perpétuas e não devem ser tratadas como tal, pois apenas porque algo nos parece grande, não significa que seja impossível. "Por não saber que era impossível, foi e fez".

Racionalismo sim, porque não dá para ser utópico o tempo inteiro, acreditando que tudo se resolverá sem esforços, tal qual ficar rico ganhando na mega sena. Nacionalista sim, porque é preciso crer que a casa pode ser reformada, transformada em uma bela moradia, porque, do contrário, seríamos céticos em todos os lugares, porque não dá para fugir de si mesmo, da idéia certa de que deixamos de fazer nossa parte ao fugir.

O nacionalismo brasileiro precisa de educação, como o seu povo. E neste ponto é preciso entender que o processo educacional se faz desde pequeno, por exemplos, sendo responsabilidade de todos, não apenas da escola. Construir cultura, educação, ética e outras coisas leva tempo, mas é preciso começar, porque, tal qual o dito popular, "de grão em grão, a galinha enche o papo".

Sou nacionalista e quando penso em viajar quero conhecer meu país, porque para fazer compras não preciso ir lá fora. Temos maravilhas, diferenças culturais muito ricas, que precisam ser observadas com emoção, apreciadas como um enólogo aprecia um bom vinho. Ensinemos nossos filhos a serem éticos, "bons homens", como tive a honra de ser ensinado, porque não existe outro caminho.

Grandes caminhadas sempre começam com o primeiro passo e outros ditados. O povo fala o tempo inteiro coisas prontas, ditas por alguém, sei lá quando, mas não se dá o trabalho de refletir sobre elas. Façamos isto, pois, para chegarmos à conclusão de que elas são parte do que somos, por isto sendo ditas. Somos brasileiros e precisamos ser. Mas somos humanos e isto sobre aquilo. Façamos a abolição dos preconceitos, dos erros, corrupção e seus amigos, pois assim, racionalmente, seremos nacionalistas, fazendo o nosso pouco, construindo o nosso muito, corrigindo o todo que se partiu lá longe.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Conflitos

Faça-se entender e entenda os outros, esta é a chave do sucesso em tudo. Seria simples, se fôssemos todos iguais, mas não é o caso. Metamorfoses ambulantes, como diria Raul, somos imprevisíveis em tudo, por mais que nossas atitudes sejam calculáveis. Não se trata de matemática, mas de comportamento, psicologia, idéias que vão e vêm e que, em determinados momentos, nos levam a atitudes diferentes.

Faça-se entender, pelas palavras, pelos gestos e pelas atitudes, porque isto fará toda a diferença. Mas é bom analisar, que não adianta ser, mas é preciso ser o tempo inteiro, evitando contradições. De qualquer forma, se formos atentos, perceberemos que as contradições simplesmente não existem, sendo apenas um erro de juízo inicial.

Somos bem constantes no que somos, isto é um fato. Por mais complexos que sejamos, carregamos conosco nossa essência, cuja alteração requer tempo e muito trabalho. Tal qual uma mudança externa ocasionada por uma roupa, que não altera as características de seu manequim, nos mostramos ao mundo tal qual ele nos pede, em situações distintas, diferentes do que realmente somos em muitos casos, porque é difícil ser como se é ou porque o mundo simplesmente não nos quer como somos; mas a essência não se altera.

Conflitos, externos e internos, e é difícil entender que não somos perfeitos ainda, como alguns nos criaram para ser, e que a perfeição exige tempo e muito trabalho. Os conflitos, as discussões, os erros de julgamentos, acontecem porque ainda não conseguimos entender que não entendemos tudo e que nem tudo o que nos parece de tal forma realmente é, pois passa pelas lentes disformes do nosso próprio juízo.

Conflitos devem ser evitados? Apenas o seu excesso, porque reflexões, pensamentos, tentativas de entendimento individual ou mútuo, são o caminho mais longo e proveitoso de um desenvolvimento necessário. Ser ou não ser? Não há questão. Apenas seja, entendendo que ainda falta lapidar um pouco do ser, para que haja a existência completa, e não existam mais conflitos.