sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sociedade

O ser humano, atendendo à sua necessidade de convívio com outros de sua espécie, organiza-se em grupos, cujos interesses e objetivos são comuns. Delimitados pelo espaço geográfico, acabam por desenvolver um modo de convívio, com características específicas que incorporam os ensinamentos deixados pelos mais antigos, acrescendo-os de novos aprendizados, o que acaba sendo chamado por cultura.

Estes conglomerados de homens e mulheres, seriam apenas um grupo de pessoas que chegam, atendem às suas necessidades e se vão, sem nenhuma responsabilidade pela manutenção de sua existência. Entretanto, desta forma teríamos um espaço de passagem, onde o desenvolvimento de novas estruturas, teorias e projetos estaria seriamente comprometido.

Desta forma, são desenvolvidos padrões aceitáveis de comportamento, dentro aos quais os integrantes precisam se submeter, sob a pena de se tornarem uma ameaça ao grupo e serem coagidos a deixá-lo. A este agrupamento organizado, que visa não apenas a existência mas sua contínua manutenção, dá-se o nome de sociedade.

De forma direcionada, encontramos várias sociedades isoladas, desenvolvendo suas atividades, em graus de maior ou menor evolução, avaliação esta que se manteria, não fosse a interação entre os grupos formados. Assim como se admitem regras para que indivíduos existam em um grupo, é importante definir regras para que os grupos coexistam de forma harmônica, evitando assim atitudes predatórias.

Neste cenário, agregado ao constante crescimento populacional que obriga uma expansão geográfica, encontramos o surgimento de vilas, cidades, países, continentes e, numa consideração ampla, uma grande e única sociedade, admitida como sociedade global, pertinente a todo o planeta Terra, submetida à lei natural.

Esta definição parece simplista, o que não deixa de ter o seu fundo de verdade mas, para a forma, este cenário é realmente simples. A exemplo de outras espécies na natureza, existem as comunidades de indivíduos comuns e as demais, cujos integrantes aparecem como predadores ou presas, mas que têm sua função no todo, mantendo o equilíbrio do ecossistema.

O ser humano difere em um ponto, entretanto: nosso convívio, nossa sociabilidade, não prevê apenas intenções de sobrevivência, como alimentação e abrigo. Temos, em nossa constante necessidade por ambientes melhores, desejos e vontades que se fazem presentes em múltiplos âmbitos, como relacionamento, trabalho, desenvolvimento de personalidade e mesmo aspectos super estimados, como aparência e estética.

O equilíbrio na natureza se estabelece por uma razão de quantidade de seres de cada espécie, executando suas atividades. O homem, no entanto, não possui uma relação direta de consumo por indivíduo de sua espécie. Como possuímos características bem diversas, assim como potencialidades variadas, um só ser pode ser responsável pelo consumo equivalente ao de toda uma tribo, comparativamente.

Assim sendo, a sociedade humana passa a ter que se preocupar não apenas com comportamentos predatórios ligados à alimentação, mas também com a forma como as escolhas individuais interferem em si e no todo, porque são muitas, várias e completamente imprevisíveis.

As regras estruturais de manutenção do grupo, portanto, viram leis de convívio responsáveis por garantir que a evolução adquirida seja mantida e, além disto, ampliada, de forma a oferecer aos seus integrantes a certeza de melhorias ao longo do tempo.

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