segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Medo

Quando se faz referência à palavra medo vêm à cabeça coisas ruins, como escuro, lugares fechados, solidão e outras coisas, dependendo de cada um. Não se procura, entretanto, compreender suas origens, para poder cuidar da fonte que o causa, ao invés de se evitar suas conseqüências.

A grande maioria dos casos que geram medo, para não dizer a totalidade, pode ser atribuída à falta de conhecimento sobre o objeto em questão. Sente-se medo do escuro, por não se saber o que pode ter lá ou de uma mudança de emprego ou cidade, porque não se tem a noção exata das experiências que serão vividas e suas conseqüências; apenas para citar alguns exemplos.

Diz-se também que o medo nos mantém alerta, servindo de proteção contra os possíveis perigos envolvidos em uma nova jornada. Pode-se, então, associando as duas coisas, chegar-se à conclusão de que um medo calculado acaba por ajudar a se conseguir chegar ao final proposto.

A ignorância sobre um assunto faz com que tenhamos a idéia errada sobre ele ou, pior, pode fazer com que tenhamos uma idéia sobre ele simplesmente porque outros também a têm. Neste caso nos transformamos em simples peças do jogo, conduzidas pelos que já adquiriram um conhecimento crítico.

O medo pode ser corrigido, minimizado, controlado. Leitura, reflexão, ver o mundo e as pessoas com olhos críticos, tendo base real para crítica fundamentada, é o primeiro passo para se conseguir isto. Assim como uma mudança interior, que começa com uma visão de como somos e depois sobre o que nos circunda, uma mudança de como vemos o medo precisa começar com uma avaliação sobre nós mesmos.

Sabendo o que somos, como somos e o que precisamos melhorar nos dá a base necessária para esta correção, transformando o medo em estímulo para seguir em frente, com a certeza de que os obstáculos não são intransponíveis, a não ser que coloquemos em nossa mente e coração que somos incapazes de crescer por nós mesmos.

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