sábado, 20 de outubro de 2007

Individualidade

Muito se fala sobre o social, pouca atenção ainda se destina ao indivíduo. Apesar de algumas iniciativas, sobretudo comerciais, a preocupação com as diferenças de cada um não é tão grande, o que dá a base para que a cultura de massa permaneça, levando as pessoas a um danoso comportamento padrão, distante de uma reforma pessoal necessária que nos garanta as melhorias necessárias no ambiente e nas pessoas.

O ser humano não pode ser tratado somente como grupo; não o tempo inteiro. Ele é grupo quando reunido para atividades que demandam participação de várias pessoas ou quando analisado regionalmente mas, em todos esses casos, é preciso entender que a participação de cada um não acontece da mesma forma e com a mesma intensidade.

Individualidade é algo que garante a diversidade de nossa raça, seja na aparência, ideais ou nível evolutivo. O fato de não sermos iguais nos garante que nossas idéias sejam distintas, assim como nossos anseios, minimizando o impacto da utilização de recursos, tornando-os, sob vários aspectos, ilimitados.

Se todos pensassem da mesma forma, fossem da mesma forma e, inclusive, fossem tratados da mesma forma, como sugerem algumas teorias sobre completo igualitarismo, não precisaríamos nos preocupar com melhoria de condições, desenvolvimento de novas matérias primas, meio de transporte e toda uma gama de coisas novas inventadas todos os dias. Estando bom para um, estaria da mesma forma para o restante, o que não reflete a realidade.

Assim sendo, é preciso entender que o ser humano não é um conjunto de mentes pensando para a mesma direção, levando-nos à preocupação não apenas com a individualidade, mas com a nossa individualidade. Desta forma, conseguiremos entender as diferenças de raças, credos e formas de convívio, por mais estranhas que nos pareçam e, sobretudo, respeitá-las.

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