terça-feira, 4 de setembro de 2007

Sorte

Não vou direcionar este post para a sorte dos jogos, porque esta é sorte pura mesmo, sendo melhor embasada nas teorias probabilísticas da matemática. Vamos à sorte do cotidiano, mais de acordo com a possibilidade de nosso controle, fruto de nossos esforços. Desta fazem parte duas coisas importantes: preparo e capacidade de decisão.

A sorte, como muitos dizem, nada mais é do que estar preparado para quando as oportunidades nos aparecerem; mais ainda, estas oportunidades acabam sendo conseqüência de nosso preparo prévio. A alguém que permaneça inerte, sem reciclagem de conhecimentos, atitudes e comportamento, torna-se grande a probabilidade de que nada lhe aconteça, pelo menos nada que seja produtivo. Ao contrário, para aqueles que correm atrás de suas metas, não apenas focando o fim, mas os meios de atingí-las, como que mágica, tudo parece lhes ser favorável.

Esta visão é, inclusive, uma interpretação mais realista da comentada "lei de atração", cuja comprovação empírica é, no mínimo, complicada, que tem sido comentada no livro e filme "O Segredo". Não basta apenas pensar em algo bom para que isto aconteça, sendo também necessário que não somente o universo, como menciona o filme, mas também nós mesmos nos preparemos para que as mudanças sejam possíveis.

Diante disto, pode-se entender a razão que leva pessoas bem sucedidas a permanecerem assim, pois elas investem um tempo maior que a média do restante da população em reciclagem pessoal. Cursos, palestras, revistas e periódicos e, principalmente, a aplicação de tudo isto, faz parte do cotidiano destas pessoas. E isto não se restringe a pessoas bem sucedidas monetariamente, como poderíamos citar Bill Gates ou George Soros. Exemplos que permaneceram na história como sucessos de "sorte" aplicaram suas teorias todo o tempo, como Jesus e Gandhi.

O preparo é importante, mas onde se encaixa a capacidade de decisão? Primeiramente, não há como decidir de forma adequada sobre algo que não se conhece. Neste caso seria feita uma avaliação incompleta ou, como na maioria dos casos, uma aposta sobre o certo e o errado. O preparo, que antecede a escolha, torna possível que façamos as escolhas corretas, ou, no mínimo, as mais próximas do caminho que nos trará o melhor resultado.

Saber decidir é o que distingue famosos e bem conceituados líderes, pois as situações de decisão nos ocorrem o tempo inteiro. Acordar ou não, trabalhar ou não, dar o próximo passo ou recuar, mudar de emprego ou aproveitar mais do que o atual ainda pode oferecer. Decidir é aplicar e criar a sorte, no estágio subseqüente à preparação cultural e de comportamento. As oportunidades surgirão, naturalmente, quando se consegue trabalhar essas duas características. Desta forma, a sorte não será mais tanto mistério, sendo convertida em apenas mais uma etapa cotidiana, de uma caminhada de sucesso!

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