quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Utilidade pública

Depois de parar no hospital por alguma comida errada que achei por aí, vamos a um momento de utilidade pública:

O rotavírus é um vírus que causa a rotavirose, uma doença diarréica aguda (diarréia).
Estes vírus são considerados os mais importantes causadores da diarréia grave, em todo o mundo, principalmente em crianças menores de cinco anos. Crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica estão sujeitas à manifestação da doença de maior gravidade. Adultos também podem ser infectados, mas a doença tende a ser bastante moderada. Os rotavírus são também responsáveis por ocasionar surtos em escolas (pré-escolas), berçários, creches e hospitais.

O rotavirus é eliminado em grande quantidade pelas fezes do doente, sendo a transmissão pela via fecal-oral ou provavelmente por secreções respiratórias (contato com secreções de pessoas infectadas). A água e os alimentos contaminados também podem ser fontes de transmissão do rotavírus.

Tratamento:
Aumentar a administração de líquidos (água, chás, sucos, água de côco e soro de reidratação oral - SRO), para repor a quantidade de líquidos perdida pelas fezes ou vômitos, devendo ser oferecido aos poucos e em colher ou copo, neste caso evitar a administração dos líquidos com mamadeira;
- A alimentação da criança não deve ser interrompida, manter a oferecida habitualmente, com os intervalos menores entre as refeições;
- As porções dos alimentos oferecidos deverão ser menores dando preferência aos de maior aceitação pela criança;
- Para as crianças que estão sendo amamentadas, é necessário que a mãe amamente mais vezes, durante o período de diarréia, a amamentação é a forma mais adequada para evitar a desidratação nas crianças pequenas;
- O tratamento é o mesmo realizado para as outras doenças diarréicas agudas.
- É importante realizar a reidratação oral e/ou parenteral (quando a reposição de fluidos e eletrólitos não for suficiente), para evitar as complicações (desidratação grave e distúrbios hidreletrolíticos).
- Os casos mais graves exigem o tratamento no hospital devendo ser procurado o mais rápido possível para evitar a piora do quadro clínico.
- não é recomendado o uso de antibióticos e antidiarréicos.

Prevenção:
- Buscar atendimento/assistência nas unidades de saúde, quando da ocorrência de diarréia;
- evitar a auto-medicação;
- aumentar a ingestão de líquidos, tão logo inicie a diarréia;
- administrar o soro de reidratação oral nas unidades de saúde sob observação por pelo menos quatro horas;
- desprezar adequadamente as fezes ou fraldas contendo material fecal;
- lavar as mãos antes de preparar os alimentos, antes das refeições, antes e após a troca de fraldas das crianças e antes e após usar o banheiro;
- lavar e ferver as mamadeiras e chupetas/bicos antes do uso;
- tratar toda água para consumo humano com hipoclorito de sódio a 2,5% (duas gotas para cada litro de água - deixar em repouso por 30 minutos antes do uso) ou com fervura, onde não exista sistema público de tratamento de água;
- guardar a água tratada em vasilhas limpas e de boca estreita, para evitar a recontaminação;
- manter os manipuladores de alimentos trabalhando exclusivamente com essa atividade;
- cozinhar bem os alimentos (deve atingir 60º C no interior do produto);
- guardar bem os alimentos cozidos, evitar que entrem em contato com alimentos crus;
- manter as superfícies da cozinha sempre limpas;
- lavar e desinfetar os alimentos crus, como as verduras e hortaliças com solução de hipoclorito de sódio a 2,5% durante 30 minutos (uma colher de sopa para cada litro de água);
- dar destino adequado ao lixo e dejetos para não contaminar o meio ambiente e cursos de água;
- incentivar o aleitamento materno, principalmente durante os primeiros seis meses de vida, o que aumenta a resistência das crianças contra doenças, inclusive as diarréias agudas.


E vale aquele conselho de mãe, de não comer em qualquer lugar, lavar as mãos antes e depois das refeições e por aí vai!

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