domingo, 19 de agosto de 2007

Ética

Vamos às definições novamente: "A ética (palavra originada diretamente do latim ethica, e indiretamente do grego ηθική, ethiké) é um ramo da filosofia, e um sub-ramo da axiologia, que estuda a natureza do que é considerado adequado e moralmente correto." (Wikipédia). Também da mesma fonte "O termo moral é derivado do latim mores, que significa relativo aos costumes." Assim sendo, a ética seria uma "parte" da filosofia que estuda o que é adequado de acordo com os costumes da sociedade.

Não é difícil verificar aplicações desta matéria, bastando para isto se dirigir aos conselhos profissionais, que sempre possuem um código de ética, ou mesmo à nossa Carta Magna, que faz várias referências à moral, em vários de seus artigos. Além da parte legal, a ética e a moral se misturam às religiões, grupos sociais e nas mais diversas atividades relacionadas ao convívio em sociedade. A razão desta importância é simples: quando se vive em sociedade, é preciso determinar as atitudades que serão aceitas por ela.

Infelizmente em nosso país a ética tem sido algo usada por opção. Nem mesmo nos chamados "conselhos de ética", que instauram processos contra políticos e servidores públicos que se beneficiam ilegalmente de suas funções, parece haver um acordo sobre suas aplicações. Da mesma forma, basta olhar em volta e veremos várias atitudes contrárias ao que seria moralmente correto.

Quando atentamos contra a vida, estamos indo contra um princípio básico da ética, o de preservar a vida. Além disto, quando roubamos estamos tirando algo de alguém que não nos pertence. Utilizando uma descrição do livro "O caçador de pipas", quando se mente, rouba-se o direito da pessoa de saber a verdade, quando fazemos diversas coisas negativas, como sermos brutos, estamos roubando, neste caso, o direito da pessoa de ser tratada com dignidade.

A ética trata do que é certo e, neste ponto, não há meio certo; isto significaria meio errado também. Quando se rouba, não importa o montante, porque o ato em si é condenável. Nosso país tem sido um lugar de vícios aceitos socialmente, culminando em um momento de violência física e moral que tira a crença de muitos sobre um futuro positivo. Fazer o certo, quando se vive em sociedade, é ter a consciência de que devemos agir para com os outros da mesma forma com que gostaríamos de sermos tratados, pelo simples fato de que tudo se relaciona.

Alguns filmes retratam a situação hipotética de o personagem não ter nascido, mostrando as implicações de sua "não existência". Analise, analogamente, a implicação de nossos atos, bons e ruins, e teremos uma dimensão da aplicação da ética. Agir corretamente é o que nos falta para sermos um país de primeiro mundo, mas sem a conotação de super potência. Primeiro mundo deveria ser algo almejado visando bem estar social, crescimento e desenvolvimento intelectual e humano, e é justamente isto que a ética, a educação e as atitudades positivas decorrentes disto possibilitam.

Sermos éticos é necessário; é imperativo. Se queremos crescer, se queremos melhorar, é preciso entender que as coisas não podem ser feitas ao acaso "doa a quem doer". Precisamos crescer com a consciência de que junto com o crescimento vêm as responsabilidades. Ser adulto não é fácil, mas tem suas compensações. Assim também ser bom é difícil, pois precisamos ir contra características desnecessárias que precisamos lapidar, modificar e até eliminar; mas o resultado é fantástico. Façamos como os românticos e apreciemos a delicadeza das coisas, com o mesmo cuidado das crianças, que preferem ver o belo a possuí-lo, caso isto signifique sua destruição!

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