segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O beijo

Sabe, me surpreendi! Até beijo tem definição técnica: "Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa." (Wikipédia) E do toque fez-se a forma. E além das formas fizeram-se os tipos; e são vários. Beijo de cumprimento, beijo de afeição, seja de uma mãe por seu filho, seja de amigos, chegando aos beijos românticos, que estrelaram em vários filmes.

Nos filmes e novelas achamos beijos técnicos, beijos não tão técnicos e alguns que até formaram casais entre as estrelas fora das telas. Diz-se que o beijo é uma das mais puras expressões de intimidade, quando as palavras são dispensadas, e as informações e emoções são compreendidas na sua essência e na sua extrema potencialidade.

O beijo é expressão de saudade, de alegria, de tristeza, de amor! Entre os amantes, é um dos exercícios mais prazerosos, seja como prato principal, seja como acessório indispensável, chegando a ser utilizado como termômetro das relações inter-pessoais amorosas. O beijo representa um acesso a informações reservadas a poucos, devendo ser tratado como uma jóia rara a ser cuidada, admirada e lapidada.

Infelizmente, como tudo, existem os práticos. Desportistas de final de semana que utilizam o beijo para contagem. Disto nasce a importância dos números, quando o que importa é a qualidade. Banaliza-se um toque por diversas vezes íntimo e que, antigamente, era reservado aos momentos de ternura.

Beijo na bochecha, beijo na boca, beijo na testa; este último mais incomum e geralmente recheado de uma ternura difícil de se explicar, hoje em dia mais raro que os outros. Mas todos bons, exercitam um lado do ser humano que as vezes é deixado de lado: o carinho. Mesmo quando nas competições juvenis, o beijo se relaciona com um momento de carinho, mesmo que instantâneo, efêmero.

O beijo! Ah, o beijo! Como seria bom se todos entendessem sua mágica! Como seria bom se todos o desenvolvessem com o carinho e a dedicação que ele merece! Teríamos talvez não apenas amantes, mas seres preparados para despertar emoções incompreendidas pela maioria, mas que causam reações que o coração sempre entende. Teríamos anjos em carne e osso, despertando para o amor os corações endurecidos daqueles que se engaiolaram cruelmente e se impedem das mais puras emoções.

Talvez assim consigamos atingir a sensibilidade, que mais uma vez lembro retratada no filme "Cidade dos Anjos": "Eu preferia ter sentido um cheiro de seu cabelo, um beijo da sua boca, um toque da sua mão, do que toda a eternidade sem isto. Um." Um beijo, apenas um, mas O beijo, e não apenas mais um!

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