sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Mudanças

As coisas mudam; isto é fato! Mas será que a gente consegue acompanhar as mudanças à nossa volta? Qual a sensação de olhar para trás e ver que tudo ou todos mudaram e a gente estacionou? Provavelmente isto não aconteceria por completo mas, seria como dar de cara com uma faixa de tempo perdido que não pode ser trazida de volta.

Coisas boas acontecem e nos causam alterações diversas, assim como as coisas ruins também podem. O fato é que muitas vezes nós temos o péssimo costume de tentar abafar as coisas ruins, esquecer que elas aconteceram e, assim, renegamos um pouco de nós mesmos, de nossas escolhas que não saíram como esperávamos.

A gente aprende com o tempo que somos o que somos pelo que vivemos, independente da forma. A dor de uma derrota causa estragos, mas faz entender como seria se tivéssemos ganho e outro perdido e, assim, aprender, inclusive, como tratar o lado perdedor, porque poderíamos ser nós mesmos.

As coisas mudam, os planos mudam e a gente cresce. Analisar as coisas que se passaram e entender o que poderia ter sido feito é uma bela forma de amadurecer; corrigir os erros a tempo, porque na vida se perdem batalhas, não a guerra. "Vim, vi e venci". No final é isto que quero poder pronunciar, mas não somente.

Seria melhor, quem sabe: Vim, conheci pessoas maravilhosas e tive momentos fantásticos com elas. Vi as maravilhas do mundo e aprendi com seus detalhes, com a diferença que existe em cada uma. Venci, porque aprendi que não se faz as coisas sozinho e que apesar de ser autoditata em vários assuntos, consegui compartilhar minhas lágrimas de alegria e de tristeza com muitos, e isto fez toda a diferença.

Mude, transforme-se, viva. Continuo mudando e a cada mudança um frio na barriga diferente. Um medo que nos deixa acordado, que nos coloca alerta e que nos faz lembrar das coisas que passaram "com o sorriso de um adulto e não com a tristeza de uma criança". Como um adulto que se recorda dos excessos da sua juventude, com a certeza de que está melhor do que jamais esteve. Vim, vi e, sem dúvida alguma, venci!

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