sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Governo

O papel de um governo é garantir serviços à coletividade, como segurança, educação, saúde, entre outros. Mas, justiça seja feita, quantos de nós cumpriu o nosso papel nos últimos anos? O governo é uma "instituição" representativa, que tem a função de administrar os interesses do povo. Sendo assim, o cliente é o povo, que tem a obrigação de fiscalizar sua administração, assim como exigir mudanças.

Criticar é fácil e vivemos em um país de críticos de massa. Nossos "pensadores" manifestam suas idéias de revolta apenas em conjunto, pois seriam facilmente ridicularizados se colocados à prova individualmente. Se fizéssemos um passeio pelos orgãos representativos, passando pelos grêmios estudantis, centros acadêmicos, união nacional de estudantes e culminando no nosso governo, conseguiríamos verificar que a massa se deixa dominar por falta de conhecimento, pois nem ao menos sabe o que esses orgãos fazem; e sem conhecimento não há como cobrar de forma justa!

A maioria simplesmente não entende o que é feito pelos que a representa; pior ainda, não tem a vontade e a iniciativa de aprender. Os programas de TV focam apenas nas coisas erradas, não cumprindo seu papel de instrutores do público, despejando desgraças cuja solução parece depender de uma outra dimensão. Nosso próprio presidente, que teve origem no discurso de massa, desperdiça seu tempo, vez ou outra, criticando uma atitude que ele mesmo tinha em sua trajetória; a da crítica.

É preciso conhecimento, mas não apenas a poucos. É preciso atitude dos representantes, independente do cargo que ocupem. É imperativo a fiscalização e a cobrança não pelas promessas de campanha, mas sim pelas modificações estruturais que nos elevem ao potencial que a nossa nação possui, comparada ao melhor que ela mesma pode ser, não às outras do mundo.

Não adianta reclamarmos constantemente que as coisas não estão sendo feitas, quando não fazemos nossa parte. Esclarecer-se sobre como as coisas funcionam, para então poder exigir as mudanças, é o primeiro passo. O governo representa uma massa, espelhando seus interesses. Assim sendo, será um governo fraco e corrupto, se a falta de ética, atitude, coerência, participação e tantas outras coisas, imperar no próprio povo.

Sejamos o governo, conduzindo-o de forma que consigamos a saúde, a segurança e os outros serviços à coletividade. Sejamos o governo, mas não de forma infantil e amadora, que cobra prazos com obras incompletas, causando tragédias como a da TAM ou da GOL. A partir do momento em que a "massa" passar a entender como as coisas funcionam, compreenderá também que determinadas correções precisam de tempo, mas precisam ser iniciadas. Talvez assim paremos de apenas culpar nossos representantes, passando a entender o nosso papel ao apertar o botão "confirma".

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