segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Dinheiro

Vivemos em um sistema de capitais, que tem a "moeda" como mola propulsora. O dinheiro é o responsável pelas trocas que garantem a sobrevivência, o conforto e, também, a dor de cabeça, seja pela falta, seja pelo excesso. Os extremos sempre trazem conseqüências delicadas, assim como a dependência pelo excesso, independente da causa.

Crescemos ouvindo casos de sucesso de capitalistas famosos, tendo acesso cada vez mais fácil às histórias dos bem sucedidos do mundo material, que sairam do nada e hoje têm milhões. Aprendemos que sem dinheiro não se faz nada e que é necessário correr atrás de um bom emprego para garantir um futuro tranquilo; com dinheiro. Mas, nisto tudo, onde fica a paixão e a satisfação em se fazer o que se gosta?

Muita gente acho isto ilusão, utopia, idéias de sonhadores que ainda não acordaram para o mundo real. Quem sabe ainda não tenham acordado do sonho de entender que o mundo é o que fazemos dele, sendo percebido pela forma como o tratamos e o vemos! Experimente fazer algo por prazer, como um teste. Uma hora disto passará rapidamente, como um breve instante. Agora tente a mesma experiência com algo que lhe desagrada; não se espante se parecer uma eternidade!

Agora imagine ter que trabalhar com algo que lhe desagrade por toda uma vida, suponhamos com uns 50 anos úteis, e não será difícil entender o motivo de tanta insatisfação, violência, crises existênciais, falta de esperança e por aí segue. Tudo é interligado e o pensamento de "trabalhar" por obrigação pode causar danos graves!

Mas, e o dinheiro? Se todos fizerem o que gostam, trabalharem por hobbie, por emoção, como fica o sistema produtivo que precisa de peças específicas em cada posição? Surpreenda-se ao saber que nem todo mundo quer a mesma coisa e ao passo que alguns detestam ensinar, outros brilham os olhos ao transmitir conhecimentos. Satisfação é algo pessoal, relacionado aos interesses de cada um. Dinheiro? Ele aparece para quem faz as coisas da melhor forma, mais ainda para aqueles que inventam a melhor forma de se fazer algo.

Apaixonados em diversas áreas de atuação inventaram maravilhas em seus hobbies. Os resultados aparecem naturalmente, quando não nos preocupamos tanto com eles. Ter como meta a recompensa financeira é um grande passo para o fracasso, porque ela pode demorar em muitos casos. Mas se você faz o que gosta, conseguirá abrir mão de algumas regalias em prol de sua satisfação.

Não saia de casa como alguém a ser abatido. Não abra mão do que lhe parece importante, porque no final o dinheiro não o seguirá na cova. De que adianta ter alguns poucos anos de velhice tranquila, se para isto for necessário desperdiçar toda uma vida? Não se foca tanto mais em manter-se vivo mas sim, em todas as áreas, em qualidade de vida. Se você aprecia a natureza, sente qualquer dia desses em um banco de praça e abra-se, sentindo o vento, olhando as crianças à sua volta, curtindo um tempo que passará rápido, com certeza.

Dinheiro garante sobrevivência no sistema em que vivemos, mas é só; sem demagogia. Sua família, seus amigos, sua companhia e outras coisas boas, não permanecerão sinceramente ao seu lado pelo dinheiro. Não supra falta de qualidade com coisas materiais, porque um dia elas se vão, não há como evitar. Convido-o, pois, a ser um sonhador e cuidar das coisas que lhe agradam, porque só assim conseguiremos ser felizes. Como diria um sonhador, que com certeza deve ter morrido sonhando com um mundo melhor:

"Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só"

Nenhum comentário: