sexta-feira, 20 de julho de 2007

Influência externa

Até que ponto podemos direcionar nossas atitudes em função do que nos rodeia? Até onde vai o poder de orientação que as pessoas, as situações, as informações e o ambiente que nos circunda possuem que nos leva a acertar ou errar em nossas escolhas? Como dito anteriormente, temos o nosso livre arbítrio, que nos permite escolher entre os caminhos disponíveis, sempre cientes das conseqüências de cada opção.

Dentro disto, pode-se deduzir que a influência externa tem o alcance que permitimos, cabendo a nós mesmos controlar o quanto somos afetados pelas circunstâncias que, por nossas decisões, nós mesmos criamos. Todos podemos em determinado momento escolher pelo não, quando percebemos que o sim será ruim a nós mesmos ou a outrem. Entretanto, nossas escolhas não são apenas fruto do que somos hoje, pois este estado atual é reflexo do que escolhemos no passado.

Mudar o rumo das coisas, escolher não viver no passado, decidir mudar erros que são claramente identificados exige atitude, coragem, conhecimento e muitas outras coisas que se juntam para nos dar o que se denomina maturidade. Como diria Shakespeare, passamos a entender que "as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos".

Para isto não basta querer, é preciso colocar em prática determinadas mudanças que nos dão a base necessária para crescer. Não se consegue opinar sobre determinado assunto sem conhecimento, da mesma forma que não se consegue mostrar à vida nossa capacidade de crescimento, sem se conhecer sobre ela. A observação nos ensina muito, mas é preciso sair da concha e viver, pois só isto nos ensina sobre a vida.

Shakespeare também dizia, "a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas". Neste ponto me vem à memória o filme "Cidade dos Anjos". Em uma determinada cena o ator principal pergunta à sua amada qual o gosto de uma pêra, ao que é respondido com uma pergunta sobre se ele não sabia que gosto tinha. Como resposta, algo inusitado: "não sei o gosto de uma pêra para você". Você sabe qual o "gosto" das coisas que o rodeiam?

O mesmo filme nos passa uma imagem sobre o que seria este aproveitar a vida, que nos dá tanta experiência para minimizar a influência externa em nossas decisões, na fala do ex-anjo Seth, sobre ter largado a eternidade pelo amor que tinha: "Eu preferia ter sentido um cheiro de seu cabelo, um beijo da sua boca, um toque da sua mão, do que toda a eternidade sem isto. Um."

Faça escolhas, coloque-as em prática, escolha pelas coisas boas, viva! Porque, como diria a propaganda da Skol, você vai precisar de algo para contar aos seus netos. Porque não coisas que lhe passem a certeza de que você fez valer a pena?

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