terça-feira, 31 de julho de 2007

O outro

Resolvi colocar o outro lado, devido ao último post sobre "o eu". Afinal de contas, todo mundo procura se relacionar hoje em dia, seja como amigo, amante, amigo e amante, e por aí vai. De que adianta eu melhorar se não puder contar isto para alguém!? Acho que o pensamento coletivo segue mais ou menos por aí, então vou tentar pensar os reflexos de nós mesmos.

Primeiro, é fato que o que nos agrada nos atrai, ao passo que nos sentimos repelidos por coisas de que não gostamos. Quando digo coisas quero significar atitudes, comportamentos, jeito de se vestir, etc..etc. A lei da ação e reação quando nos relacionamos com outras pessoas é tão forte quanto a lei da atração. Desta forma, somos influenciados pelas atitudes alheias, da mesma forma que causamos sempre algum impacto na vida dos que nos circundam.

Quando me torno melhor e faço disto uma prática, com certeza vou receber os resultados de forma natural e vou passar a atrair pessoas melhores. É comum hoje em dia ouvir as pessoas dizendo que falta gente querendo relacionamento sério mas, sinceramente, já parou para pensar se as pessoas que querem se relacionar de forma duradoura acham que você quer o mesmo?

A atração nunca é somente positiva. Pelo nosso comportamento atraímos o bem e o mal e, se o nosso comportamento espelha imaturidade para algo sério, dificilmente alguém vai se aproximar querendo isto. Cuidar do eu é muito mais do que fazer o bem a si mesmo, porque nossas atitudes e exemplos refletem nos outros. Um estímulo positivo retorna em conseqüência positiva, na mesma intensidade que um negativo resultaria em coisas ruins.

O outro não é apenas alguém que nos ouve ou nos faz companhia, mas um transmissor/receptor de nós mesmos que conosco aprende, nos ensina e propaga as experiências que foram trocadas. Diz o popular "diga-me com quem andas", porque as pessoas com quem andas são semelhantes a você, por isto "te direi se vou contigo". Tudo se relaciona, pois não somos pontos isolados. Pensando assim, a famosa expressão "não posso mudar o mundo" não é de todo verdadeira, não é mesmo?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

O eu

No MSN de uma amiga consta a frase: "O nosso primeiro e último amor é o amor próprio". Várias pessoas gostam de dizer que nós devemos estar bem com nós mesmos e não ficar esperando alguém que nos complete. Juntando as duas coisas, até que ponto será que damos uma real importância ao eu?

Já vi pessoas passando a vida inteira ou boa parte delas tentando ser bem sucedidas para ajudar os outros ou mesmo para mostrar algo aos outros, porque, infelizmente, vivemos em uma sociedade de aparências. Trabalham, ganham dinheiro e depois de muito tempo, continuam do mesmo jeito. Só mudou a aparência.

O interior, que nos garante uma overdose de amor próprio, que nos garante um bem estar independente de outras coisas ou pessoas, não se arruma com dinheiro; não de forma direta. É preciso amadurecer idéias, ideais, objetivos e a forma de se ver as pessoas e o ambiente que nos circunda. O dinheiro pode ajudar, na parte externa, que acaba causando um impacto na nossa auto-estima mas, se não soubermos o que fazer com ele depois disso, continuaremos vazios, incompletos, achando que sempre falta algo.

Não acho que dinheiro é desnecessário! Vivemos em um sistema capitalista, que pelo próprio nome, valoriza o capital e com ele se movimenta. Ele é necessário para manter as pessoas e lhes dar o que comer, vestir e outras coisas importantes. Mas até que ponto ficar escravo de algo material é sensato? Nem os faraós conseguiram levar para depois da vida a riqueza que tinham, o que dirá nós "pobres mortais".

O amor próprio está muito relacionado com melhorar o eu. Melhorar, principalmente, de forma moral. Beleza externa o tempo leva, apesar de a plástica tentar recuperar; a percepção e aproveitamento do belo, o que é sensivelmente diferente, é como os estudos que nossos pais sempre falam "ninguém vai tirar de você".

Quer se sentir bem? Quer aproveitar a vida? Cuide-se. Melhore não apenas o visual, que ajuda, mas o interior. Saiba entender que determinadas coisas passam e outras ficam. E, como se diz com relação aos relacionamentos, no final vai sobrar quase que somente o diálogo. E aí? Você terá algo de proveitoso sobre o que conversar?

domingo, 29 de julho de 2007

Crescimento versus Desenvolvimento

Crescimento e desenvolvimento têm a mesma relação que existe entre idade e maturidade, um não implica no outro. Da mesma forma que alguém pode se sentar e olhar a paisagem, ficando com o tempo obrigatoriamente mais velho, sem ficar necessariamente mais maduro, quando se cresce, pode-se fazer apenas em tamanho, deixando-se para trás a qualidade.

Este fenômeno, apesar de parecer incoerente, reflete o comportamento de muitas pessoas em nosso país, devido, principalmente, ao tipo de cultura implantado desde o começo, onde os pobres não têm nada e os ricos têm muito. Estabelece-se, pois, uma relação de melhoria com base quase somente na quantidade de coisas que se tem.

Tomar um vinho de $1.000,00, como em uma novela esses dias, não significa entender o motivo dele ser mais caro ou, inclusive, saber apreciá-lo. Poder entrar em um museu e apreciar uma obra de arte, não implica em ter poder financeiro para adquirí-la. Uma empresa poder ser imensa em tamanho e, mesmo assim, pecar por não ter um programa de desenvolvimento de seus funcionários, para que a qualidade destes acompanhe o tamanho da empresa.

Desta forma, não é difícil encontrar grandes indivíduos ocos no mercado humano, que vêm do nada e, quando lá em cima, se esquecem de onde vieram e como era lá embaixo. Sem entender o motivo, apenas por uma "imposição" social, começam a consumir produtos de marca, mais caros, formando uma capa de qualidade que se quebra na forma como estabelecem suas relações com pessoas que ainda não subiram, pois tornam-se prepotentes, orgulhosos e querem descontar o que não tiveram, sem se darem conta de que muitos, a grande maioria, ainda não têm.

A qualidade humana se reflete, em poucas palavras, na forma como tratamos nossos semelhantes; semelhantes humanos, não de casta social. Humildade é algo não apenas necessário, mas obrigatório para uma vida social. O crescimento financeiro e social pode não ser acompanhado pela qualidade, o que coloca no mercado seres desprovidos de tato, inclusive desprovidos de sensibilidade quanto ao que consomem.

Eu nunca tive isso, eu nunca tive aquilo, e agora quero aproveitar. Ótimo! Precisamos crescer; nos dá motivação. Não se esqueça, porém, de se desenvolver! Do contrário vai ser apenas mais um pobre de espírito com muito dinheiro no bolso. Se puder escolher, e todos podem, desenvolva primeiro, para crescer depois. Desta forma poderá aproveitar realmente, entendendo que não é necessário dinheiro para apreciar as principais belezas da vida!

sábado, 28 de julho de 2007

Ressaca

Sim, ressaca! Porque não é só de momentos bons que vive o homem e as vezes a gente abusa um pouco. Fico aqui me perguntando porque ainda bebo, sabendo do resultado, e minha consciência continua a me responder: "Whiskey demais para quem anda bebendo de menos".

Ainda não consegui cortar de todo o álcool, mas estou caminhando, vamos ver. De qualquer forma, aproveitando este momento ruim como inspiração, vejo que errar é normal, o que me consola em partes, mas a gente já sabe antes de errar que está prestes a errar, e isto não é algo muito inteligente.

A ressaca é algo que nos faz aprender, tanto que tem variações. Ressaca de álcool mesmo, ressaca de comida, ressaca......ressaca moral. Esta última acaba se fazendo presente na maior parte das outras e, principalmente, quando nossa consciência nos acusa de algum erro que é condenado pela sociedade.

São tantos que nem cabe listá-los aqui, mas a novela da Globo anda encenando alguns, por nomes de sete pecados. A gente nem sempre se preocupa com nossos erros, até que eles nos causem algum incômodo, porque a dor que dói no outro não nos atrapalha tanto. E aí dá pra gente se lembrar do prego na madeira que, quando retirado, deixa marcas.

As marcas.......bom, vou curtir o resto das minhas na ressaca, refletindo sobre as outras que deixei por aí. A quem tenha alguma minha, foi mal!

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Leitura

Está bem, eu confesso! Nunca fui um leitor assíduo! Tentaram me ensinar a gostar de ler quando eu era criança, mas eu não era muito dedicado. Nunca entendia quando estava em uma roda de amantes dos livros e as pessoas falavam sobre estórias, assuntos diversos, com os olhos brilhantes, com uma empolgação que beirava o sobrenatural!

O problema é que com o passar do tempo a gente começa a se sentir um ET, por um motivo simples, falta assunto. A sensação de se sentar em uma mesa de bar ou em qualquer outro lugar e não ter o que falar é simplesmente desagradável. Algo como alguém comentar sobre um assunto e você balançar a cabeça, como quem deixa transparecer o medo de lhe perguntarem algo a respeito.

Acho que comecei a tentar mudar isto de uns meses para cá. Nunca imaginei que eu conseguiria ler vários livros em um mês e admito hoje que não entendo como consegui passar sem isto. São mundos diferentes, pensamentos distintos que nos fazem refletir, pontos de vista que nem sempre concordamos, mas que nos fazem pensar e ver que as vezes é necessário mudar, ou não.

O ser humano vive mudando, vive sofrendo alterações com o passar do tempo que transformam sua visão sobre o mundo, sobre as coisas que se conhece e também sobre as que estão por conhecer. Como é possível ter visão sobre alguma coisa quando não se conhece sobre nada? Filmes? São ótimos, ensinam muita coisa. Televisão? Bom, eu sou cético e acho um entretenimento burro, com raríssimas exceções. Fora isto, onde estão as informações? Sim, nas letras.

Adoro videogame, jogos, música, esportes e tantas outras. Não acho que se deve obrigar alguém a ler, porque a leitura precisa ser prazerosa para acrescentar informação e não apenas dados. Mas penso que já temos o caminho para mudar tantas coisas que reclamamos à nossa volta, cujas causas sempre esbarram na qualidade educacional do nosso país. Não se pode esperar muito de um país que não lê, sendo fato que deixamos a desejar neste aspecto.

Deixo aqui este texto então mais como um testemunho sobre isto! Estou deixando de ser um ET como eu me sentia. Já consigo compreender os olhos brilhantes do passado e passo a acender os meus. Não busco seguidores, mas, afinal de contas, você está lendo isto, não está? Então está lendo......se você é um ET como eu era, transforme este texto em um começo e não deixe que seja mais um fim. Existem muitos livros interessantes por aí e para todos os gostos. Boa leitura!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Atitude

Muitos já devem ter ouvido: "Vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer" (Geraldo Vandré). Como seria bom se todos nós fizéssemos a hora! Política, esportes, economia, vida amorosa.....são tantos os assuntos em que nos colocamos à espera! Ficamos em uma situação contemplativa, esperando que algo caia em nossas mãos, nem sempre o que gostaríamos mas, como diria a propaganda acho que da Ford..."está tudo bem".

Nos acostumamos a aceitar as coisas como elas vêm, simplesmente pelo fato de nos omitirmos quanto aos caminhos a serem seguidos. Deus quis assim, eu não tenho sorte, nasci pobre e tantas outras desculpas que nos servem para encobrir a nossa falta de ânimo de correr atrás. Até quando ficaremos esperando que a boa sorte nos acompanhe? Até quando entenderemos que o poder de mudar as coisas cabe tanto a nós quanto aos nossos representantes, sejam eles de bairro ou do país?

Atitude não significa apenas agir, mas agir com inteligência. Como diria o poeta, "heróis são pessoas que fizeram o que era preciso fazer, assumindo as conseqüências". Lei da ação e reação: "Toda ação gera uma reação". O que fizermos vai gerar alguma coisa de volta, assim como o ócio completo gera uma ausência de resultados. Não se pode esperar que alguém lhe entregue flores, se você tem distribuído pedras ou se não tem distribuído nada.

Todos temos mais capacidade do que imaginamos, muito mais, mas coisas novas necessitam de tempo para serem aprendidas e, neste caso, não basta agir, é preciso ter paciência. Atitude não significa somente agir com inteligência, mas significa planejar e não ficar apenas no planejamento, significa ver as possibilidades e escolher uma delas, significa fazer acontecer, tendo-se uma noção de para onde se está caminhando.

Sempre que algo acontece, temos duas opções: nos omitirmos ou assumirmos nossas idéias, nossas crenças, assumirmos uma posição diante das coisas. Com a segunda opção as realizações aparecem, os frutos crescem grandes, bonitos e doces, mas com certeza algumas ervas daninhas não vão gostar do seu crescimento. A primeira te dá segurança, mas, e daí? Até quando a segurança será motivo para que a realização não aconteça? Bom, quanto a mim, eu quero ser alguém realmente único, que mostre sua individualidade. E você?

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Responsabilidade e exemplo

Dizem que temos que fazer as coisas de forma correta para dar exemplo às crianças. Não fume, não beba, não fale palavrão perto de uma criança, pois ela aprende rápido! Seria apenas perto delas? Até onde se propagam nossas atitudes? O simples fato de sermos considerados por alguém nos atribui uma carga de importância, tornando-nos um modelo a ser seguido, assim como os professores para os seus alunos.

Os "bons" líderes geralmente arrastam mutidões. Bons entre aspas, porque nem sempre eles utilizam suas qualidades para o bem, como aconteceu com Hitler; mas ele foi seguido. Gandhi teve vários seguidores, assim como Martin Luther King. Mesmo os políticos do nosso país, com todos os seus erros, atraem admiradores. E neste ponto é fácil perceber a importância de ser exemplo positivo, quando nos revoltamos com um deslize, intensional ou não.

Depositamos nossas esperanças em alguém, por achar que determinada pessoa possa ser mais preparada que nós mesmos em determinado assunto. O comodismo humano, entretanto, faz com que não percebamos que temos o dever de nos melhorarmos, assim como de não acreditar em verdades imutáveis e pessoas perfeitas, pelo menos na Terra.

Você é formado? Com certeza será um exemplo na área que formou para os seus pais, a não ser que eles sejam formados na mesma coisa antes de você. É mais velho? Será um caminho a ser seguido pelos mais novos. Tem facilidade de falar? Cuidado! Suas palavras ecoarão talvez pelos séculos vindouros.

Existe uma frase que se propagou, vinda dos gibis e encenada nas grandes telas, no filme Homem Aranha: "quanto maior o dom, maior a responsabilidade". O dom de orientar as pessoas é tão importante quanto qualquer outro, por isto cuidado com o que você tem passado como importante para alguém, pois sua responsabilidade pelos atos de terceiros talvez seja maior do que você pensa, afinal de contas, era você quem tinha consciência das informações que estava transmitindo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Felicidade

O que é felicidade? Cada um de nós encontra-se em um "estágio evolutivo", com suas próprias necessidades e desejos. Se utilizarmos uma das teorias da administração comportamental, desenvolvida por Maslow, que se utiliza de uma pirâmide de necessidades, poderemos estabelecer uma relação das necessidades que já foram sanadas e das que ainda precisam ser trabalhadas, com os objetivos e metas de cada um.

Enquanto alguns buscam comida, outros buscarão status, e assim segue que, por mais que todos tenham seus desejos atendidos, a sabedoria da natureza deixará as coisas em forma harmônica, pois nossos anseios não são iguais, assim como nós mesmos. Diante disto, e diante da nossa ainda limitada visão, temos momentos de felicidade quando são satisfeitas as nossas necessidades; frações limitadas em que nos dizemos felizes, até nos darmos conta de que muitas outras coisas não temos.

Porque não mudar o foco? Apesar da constante "falta" de várias coisas, ainda assim temos muito e podemos lutar por muito. Lutar por sobrevivência é muito menos prazeroso do que se lutar por prazer, principalmente quando não se ve nada à frente, e a maioria de nós não enxerga "um palmo à frente do nariz". O prazer, neste caso, nada mais é do que a representação de coisas de que gostamos: música, jardinagem, ensinar, ajudar os outros, esportes e uma infinidade de outras coisas.

O durante deveria ser o nosso momento de felicidade, enquanto empregamos todos os nossos esforços para a realização do que temos como importante. A grande maioria de nós não se conhece e, consequentemente, não sabe nem do que gosta, e foge à sua vocação natural. Descubra sua vocação, descubra o que te agrada e corra atrás disto, porque, sem falsa demagogia, o dinheiro virá como conseqüência.

E quando a felicidade bater à porta, não tenha medo de ser feliz. Lute, entregue-se, viva com toda a intensidade, porque os momentos não são eternos. Um dia chegará em que teremos que avaliar o quanto e como vivemos e, se nos escondermos em nossos medos de ser feliz, nunca chegaremos a conhecer a verdadeira felicidade.

"Evitar a felicidade com medo de que ela acabe, é o melhor meio de se tornar infeliz." (Albert Einstein)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Estações

O post de hoje se deve à inspiração de uma apresentação dessas muitas que vêm por email, mas que, desta vez, tinha algo de útil. Quando mencionamos estações, logo vêm à mente o verão, inverno, outono, primavera. Tempos que, pelo menos para mim, só tinham separação clara nos livros, devido ao clima do Brasil. Na prática eu só via verão e inverno, mas pode ser falta de percepção.

A natureza se move sempre de forma simples, respeitando detalhes e necessidades para que tudo aconteça sempre da melhor forma. Dizem que se você está fazendo algo e percebe que está complicado demais, deve parar e repensar para que ocorra de forma simples, assim como ocorreria se acontecesse de forma natural. Assim são as estações, que aparecem de forma seqüencial, fornecendo as ferramentas e ambientes necessários para que, no final, tenhamos o fruto e o ciclo possa continuar.

O inverno funciona em vários lugares como uma seleção natural que seleciona os mais preparados. O que seria da natureza e, conseqüentemente, de nós mesmos, se todos os seres resolvessem desistir de tentar transpor as interpéries do inverno? Com certeza não veríamos filhotes, frutos e tantas outras coisas belas que o sucedem.

Assim funciona também para nós. Temos nossas estações de inverno, em que perdemos parentes queridos, passamos por dificuldades financeiras e achamos que tudo está perdido, a não ser que levantemos a cabeça para olhar à frente, o que sempre nos mostra um caminho melhor. Alguém muito querido me dizia que para que consigamos melhorar, precisamos primeiro sair da nossa zona de conforto e, para isto, será inevitável passarmos por um inverno.

Tudo acontece de forma sábia. A nós, que de forma inteligente escolhemos transpor as situações difíceis de cabeça erguida, cabe um fruto doce: poder olhar para trás e perceber, como quem termina uma criação gloriosa, o quanto melhoramos, o quanto crescemos com tudo e o quanto o hoje é melhor que o ontem.

domingo, 22 de julho de 2007

Amor

Este é um tema antigo, complexo e completamente atual, mas vou arriscar algumas palavras sobre o assunto. O que é amar? Alguns diriam que é gostar muito de alguém ao ponto de doer, apesar de que isto pode ser paixão. Outros diriam se tratar de algo desprovido de uma necessidade de retorno, com o objetivo de se fazer o bem a alguém. Acho que fico com a segunda opção.

O amor, seja ele fraternal, maternal ou entre dois seres que constituem um relacionamento a dois, abre uma sensibilidade que nos permite enxergar as coisas de forma mais clara, mais aberta, livre de preconceitos. Através deste sentimento, podemos analisar as coisas pelo que são e não pela casca que o mundo resolveu atribuí-las.

Tudo tem defeitos, tudo tem rachaduras. Quando focamos apenas nos defeitos, sem nos permitir ver o todo, deixamos de ver que eles fazem parte da individualidade das coisas. Ao entendermos que uma diferença é a responsável por tornar algo único, começamos a captar a idéia de que é justamente isto que a faz especial. O amor faz isto, não apenas por um amante, mas principalmente pelos amigos e as outras pessoas à nossa volta. Nos faz perceber que também temos rachaduras e que querer bem aos outros nos dá um sentimento simplesmente sem descrição poética, pois faltariam palavras.

Existem algumas palavras um pouco antigas mas que cabem reflexão: "ama o teu próximo como a ti mesmo". Sem pregação religiosa, pense em quantas vezes você olhou e tratou com indiferença alguém porque as rachaduras daquela pessoa impediam que você se deixasse gostar ou gostasse dela. E fazemos isto quase todos os dias com a pessoa que mora no espelho. Demoramos a entender que somos belos pelo que somos e podemos ser muito mais pelo que podemos ser, se nos permitirmos amar; se nos deixarmos amar a nós mesmos.

"Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita" (San Kenn)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Influência externa

Até que ponto podemos direcionar nossas atitudes em função do que nos rodeia? Até onde vai o poder de orientação que as pessoas, as situações, as informações e o ambiente que nos circunda possuem que nos leva a acertar ou errar em nossas escolhas? Como dito anteriormente, temos o nosso livre arbítrio, que nos permite escolher entre os caminhos disponíveis, sempre cientes das conseqüências de cada opção.

Dentro disto, pode-se deduzir que a influência externa tem o alcance que permitimos, cabendo a nós mesmos controlar o quanto somos afetados pelas circunstâncias que, por nossas decisões, nós mesmos criamos. Todos podemos em determinado momento escolher pelo não, quando percebemos que o sim será ruim a nós mesmos ou a outrem. Entretanto, nossas escolhas não são apenas fruto do que somos hoje, pois este estado atual é reflexo do que escolhemos no passado.

Mudar o rumo das coisas, escolher não viver no passado, decidir mudar erros que são claramente identificados exige atitude, coragem, conhecimento e muitas outras coisas que se juntam para nos dar o que se denomina maturidade. Como diria Shakespeare, passamos a entender que "as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos".

Para isto não basta querer, é preciso colocar em prática determinadas mudanças que nos dão a base necessária para crescer. Não se consegue opinar sobre determinado assunto sem conhecimento, da mesma forma que não se consegue mostrar à vida nossa capacidade de crescimento, sem se conhecer sobre ela. A observação nos ensina muito, mas é preciso sair da concha e viver, pois só isto nos ensina sobre a vida.

Shakespeare também dizia, "a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas". Neste ponto me vem à memória o filme "Cidade dos Anjos". Em uma determinada cena o ator principal pergunta à sua amada qual o gosto de uma pêra, ao que é respondido com uma pergunta sobre se ele não sabia que gosto tinha. Como resposta, algo inusitado: "não sei o gosto de uma pêra para você". Você sabe qual o "gosto" das coisas que o rodeiam?

O mesmo filme nos passa uma imagem sobre o que seria este aproveitar a vida, que nos dá tanta experiência para minimizar a influência externa em nossas decisões, na fala do ex-anjo Seth, sobre ter largado a eternidade pelo amor que tinha: "Eu preferia ter sentido um cheiro de seu cabelo, um beijo da sua boca, um toque da sua mão, do que toda a eternidade sem isto. Um."

Faça escolhas, coloque-as em prática, escolha pelas coisas boas, viva! Porque, como diria a propaganda da Skol, você vai precisar de algo para contar aos seus netos. Porque não coisas que lhe passem a certeza de que você fez valer a pena?

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Pense positivo

Muitos já escreveram sobre o assunto, havendo até filmes, como "O Segredo", que retratam os efeitos de ser positivo. Estudos de física quântica já demonstram que, de modo simplista, tudo não passa de energia e que um pensamento positivo tem atração sobre coisas positivas, assim como o inverso; a tal da lei de atração. Pensando assim, o que temos atraído?

Já experimentou acordar pensando que acordou com o pé direito, sorrir para o espelho e pensar "que dia maravilhoso o de hoje"? Curiosamente, parece que o dia fica lindo, desde o colorido que antes não percebíamos, aos problemas que parecem desaparecer. Costumo dizer que meu anjo da guarda é ótimo para achar vagas em estacionamentos, porque sempre penso que elas estarão lá. Como nem tudo são flores, experimente fazer o inverso e achar que tudo vai mal. Bom, sabemos o resultado olhando as pessoas à nossa volta.

Infelizmente a maioria não acredita, a maioria não pensa positivo e, coincidência?, a maioria vai mal. Sinta-se bem, sinta-se lindo(a), sinta-se rico(a) pelas coisas que tem; e todos tem algo de valioso, principalmente amigos à volta, cuja presença só se mostra nos nossos momentos de alegria. E eles estão sempre lá, mas geralmente nos preocupamos demais com nossas misérias para percebê-los em momentos tristes, principalmente quando estão nos apoiando.

Há anos um amigo me disse "Ninguém gosta de coitadinho, ninguém vai te olhar se você estiver para baixo". Penso que talvez o "coitadinho" não consiga ver o resto e não consiga atrair os bons. Olhe no espelho e cuide do ser que vive nele, porque quanto mais você tratá-lo bem, mais ele se sentirá positivo e os resultados aparecerão, começando por um simples sorriso!

Ação e reação versus Sorriso

Existem situações em que nos questionamos porque algumas coisas nos acontecem, sem nos darmos conta de nossa parcela de responsabilidade nos acontecimentos finais de nossas ações. A Física nos ensina que toda ação tem uma reação, mesmo que não consigamos perceber de forma muito clara a olho nu; como a mão que "machuca" a parede em um murro.

Assim, fazemos o bem e recebemos coisas boas e a recíproca é verdadeira. Mas o que isto tem a ver com sorrisos? Quem assistiu o filme "Patch Adams" deve se lembrar da cena em que o ator principal se pendura em uma árvore e consegue um sorriso de uma velhinha que passava na rua; uma coisa boa resultando em outra de mesmo teor....um sorriso.

Quantos de nós às vezes reclamam que a vida não nos sorri, que as pessoas à nossa volta vivem de cara fechada, entre outras coisas. E estes mesmos não param a se olhar no espelho de cara fechada, constantemente sérios, por melhores que sejam as situações. Sorria! Faz bem, movimenta mais músculos, rejuvenesce, traz sorrisos de volta; apesar de que existem situações que eles não voltam.

Algumas pessoas não demonstram sorrisos, mas conseguem verter lágrimas de felicidade pelo coração quando recebem coisas boas, mesmo que você não as veja, mesmo que demore um pouco para que percebam que algo é bom; é como ao se plantar uma semente, que precisará de tempo adequado para germinar e crescer, dependendo do solo, clima e dificuldades que encontre.

Sorria.....simplesmente sorria.....e seja feliz!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Início

Há alguns dias um amigo me disse que o ócio precisa ser criativo para ser bom. Resolvi transformar minhas reflexões em ócio criativo, sem intenção de convencimento de massa ou propagação de alguma filosofia especial, mas simplesmente para compartilhar meus pensamentos e, quem sabe, estimular o exercício do pensar crítico, afim de gerar resultados práticos e úteis para cada um.

Algo que a cada dia se torna mais claro, pelo menos para mim, é que a mudança não é algo somente necessário, mas um imperativo quando se tem em mente a constante mutação de tudo o que nos circunda. A mudança sem parâmetros, sem objetivos e sem raciocínio, contudo, gera desastres pessoais e coletivos, cujas conseqüências podem ser irreversíveis ou, na maioria das vezes, de ajustes e correções consideravelmente trabalhosos.

Dentro desta ótica reflexiva, algo que é inegável a todos, independente da filosofia seguida, é o poder do livre arbítrio dado a cada um de nós. Aos que se sentirem à vontade para pensar e opinar, deixo este espaço aberto. Aos demais, peço que reflitam antes de expor opiniões desnecessárias. Mas, como dito, a escolha é individual.

"O que somos é a conseqüência do que pensamos." (Buda)

É isto......